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O Grande Final de The Boys: Será Que a Saga dos Supes Conseguiu o Pouso Perfeito?

  • maio 20, 2026
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Depois de cinco temporadas, sete anos de pura adrenalina e 39 episódios que viraram nossa percepção de heróis de cabeça para baixo, *The Boys* chegou ao seu grand

O Grande Final de The Boys: Será Que a Saga dos Supes Conseguiu o Pouso Perfeito?

Depois de cinco temporadas, sete anos de pura adrenalina e 39 episódios que viraram nossa percepção de heróis de cabeça para baixo, *The Boys* chegou ao seu grand finale! E, meus amigos, que jornada intensa e, sejamos sinceros, um tanto quanto divisiva foi essa última temporada. Como fã assídua da série desde o primeiro minuto, acompanhei de perto as discussões acaloradas nas redes sociais sobre o ritmo, os arcos e se a série ainda tinha aquele “punch” característico. A pressão para um desfecho à altura era imensa, especialmente depois de outros gigantes como *Game of Thrones* e *Stranger Things* terem dividido opiniões em seus finais. A questão que pairava era: *The Boys* conseguiria pousar com maestria ou se perderia no caminho?

O Caos Antes da Calmaria: A Temporada Final Sob Escrutínio

A verdade é que a quinta temporada de *The Boys* não foi um mar de rosas para todo mundo. Vi muitos comentários e debates sobre o excesso de “filler”, ou sobre o tempo dedicado a preparar o terreno para o spin-off de Soldier Boy. Confesso que, em alguns momentos, senti que a narrativa deu uma pequena “patinada”, o que é um risco real para séries que se estendem demais. A cereja do bolo (ou seria o espeto na ferida?) foi o penúltimo episódio, que se tornou o pior avaliado no IMDb, com uma nota de 6.5/10 – o único abaixo de 7 até então. Isso criou um clima de apreensão para o final. A expectativa era alta, e a recepção inicial, com o lançamento em cinemas selecionados nos EUA antes da chegada ao Prime Video, adicionou ainda mais lenha na fogueira. Mas, como uma otimista incurável, eu queria acreditar que Eric Kripke e sua equipe tinham um ás na manga.

Um Adeus Digno: O Destino dos Nossos Heróis (e Vilões!)

E que final, meus amigos! Mesmo com o burburinho da temporada, o episódio final, na minha humilde opinião de fã, conseguiu entregar o que importava: um desfecho emocionalmente ressonante para os personagens que aprendemos a amar (ou odiar). Claro, não foi perfeito, e talvez os críticos mais ferrenhos da temporada não mudem de ideia, mas eu me diverti bastante. Ver o testamento de Frenchie, com suas pitadas de humor ácido e emoção genuína, já me pegou de jeito. A participação breve de Marie, Jordan e Emma de *Gen V* foi um aceno legal ao universo expandido, embora, com o cancelamento da série, pareça um pouco agridoce agora.

Mas vamos ao que interessa: os destinos dos nossos protagonistas. A morte de Homelander e Butcher era inevitável, e a forma como aconteceu, embora a luta no Salão Oval tenha sido um pouco “pequena” para o que esperávamos do vilão (talvez o deixando um pouco fraco demais), atingiu o objetivo. Antony Starr, como sempre, brilhou em suas cenas finais, transformando Homelander em uma figura patética e implorando pela vida. Foi um desfecho agridoce, mas incrivelmente satisfatório para um personagem tão icônico e aterrorizante. E o que dizer do Butcher? A cena final com Hughie, onde o nosso anti-herói encontra a paz, foi de partir o coração. Karl Urban e Jack Quaid entregaram performances impecáveis, lembrando-nos que, no fundo, Butcher tinha um coração, e Hughie era a âncora moral da série. O fim do Deep, devorado por criaturas marinhas após ser arremessado por Starlight, foi uma vingança hilária e merecida. Em geral, achei que os arcos de Kimiko, M.M., Hughie e Annie tiveram um fechamento que fez jus à sua jornada, com um toque de esperança e novos começos, como a chegada da pequena Robin.

Image via Prime Video

O Calcanhar de Aquiles: Um Final Acelerado?

Apesar de ter gostado bastante do final, minha maior crítica, e acho que muitos fãs concordarão, é a sensação de que o episódio foi um pouco corrido. Com pouco mais de uma hora de duração, senti que faltou “tempo para respirar”. *The Boys* sempre soube equilibrar ação e desenvolvimento de personagens, mas aqui, algumas resoluções pareceram um tanto apressadas. Homelander morre aos 40 minutos, Butcher cerca de 15 minutos depois, e o epílogo ocupa os últimos 10. Isso deixou pouco espaço para digerir os eventos e para que certas decisões tivessem o peso dramático que mereciam. A morte de Terror, por exemplo, foi quase um “piscar de olhos”.

Havia uma expectativa de um espetáculo ainda maior, especialmente depois da promessa de Antony Starr de que o pior ato de Homelander ainda estava por vir (via *The Kelly Clarkson Show*). Muitos esperavam uma carnificina sem precedentes antes de sua queda. Contudo, talvez a escolha por um final mais íntimo e focado nos personagens, em vez de uma batalha épica estilo MCU, tenha sido proposital para manter a essência satírica da série. É um equilíbrio delicado, e *The Boys* tentou fugir do clichê dos filmes de super-heróis, o que eu aprecio, mas talvez pudesse ter encontrado um meio-termo um pouco melhor.

Image via Prime Video

Veredito Final de uma Fã: The Boys Deixa Sua Marca

No fim das contas, *The Boys* se manteve fiel à sua proposta original: desconstruir o mito do super-herói com muita violência, humor negro e crítica social afiada. O final, mesmo com seus pequenos tropeços, conseguiu honrar a jornada de seus personagens e entregar um encerramento que, para mim, foi sólido e satisfatório. É verdade que algumas séries perdem o rumo em suas temporadas finais, vide o que aconteceu com *Game of Thrones*, mas *The Boys* conseguiu evitar o desastre, entregando um final que se conecta com o coração da história.

Houve algumas referências e “easter eggs” para os fãs, como Hughie se sujando de sangue uma última vez – um clássico! E embora algumas coisas tenham sido resolvidas de forma bem “arrumadinha”, outras mantiveram a ambiguidade que tanto amamos na série. Considerando que a série atingiu seu auge entre as temporadas 2 e 3, acredito que o que recebemos foi um desfecho digno e que solidifica o legado de *The Boys* como uma das produções mais impactantes e relevantes da cultura pop recente. E você, o que achou? A gente segue o debate lá no ComicBook Forum!

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