Olá, galera da InnovaGeek! Quem me acompanha sabe que sou uma fã incondicional do universo Marvel, e por anos, a gente viu os filmes do MCU e suas adjacências serem sinônimo de sucesso absoluto nas bilheterias. Era quase uma regra: se tem o selo Marvel, vai fazer dinheiro. Nos anos 2000, o boom dos super-heróis já mostrava a força do gênero, e hoje, com narrativas conectadas e a popularização dos quadrinhos, a expectativa é sempre de quebrar recordes. Mas, como toda boa história geek nos ensina, nem tudo é o que parece. Preparem-se, porque nem mesmo a gigante Marvel está imune a um bom e velho “flop” de bilheteria. E o mais chocante? Alguns desses fracassos foram verdadeiras apostas que, na teoria, tinham tudo para dar certo.
The Marvels (2023): O Recorde Negativo Inesperado
Começando com o mais recente e, para mim, um dos mais dolorosos, temos *The Marvels*. Em 2023, o filme que uniu Carol Danvers, Kamala Khan e Monica Rambeau prometia ser um evento. Poxa, a Capitã Marvel já tinha seu filme de origem, a Ms. Marvel conquistou corações na Disney+ e a Photon teve sua jornada emocionante em *WandaVision*. Eu, particularmente, estava super animada para ver essas três trabalhando juntas, a química entre elas era palpável nos trailers! A ideia era ótima, mas a realidade foi um golpe duro: *The Marvels* amargou o título de filme do MCU com a menor bilheteria da história. É um baque para a franquia e para os fãs que, como eu, esperavam mais. O que aconteceu? Bem, a combinação de “review-bombing” (aquela prática chata de atacar o filme com notas baixas antes mesmo de estrear) e uma certa “fadiga de super-heróis” pós-pandemia, que já vem sendo discutida há tempos nas redes sociais e fóruns, parece ter sido fatal. Embora não seja o melhor filme da Marvel, ele está longe de ser o pior, e a qualidade de suas protagonistas merecia um destino melhor.
Quarteto Fantástico (2015): O Desastre Anunciado (ou Nem Tanto?)
Ah, *Quarteto Fantástico* de 2015, ou *FANT4STIC*, como tentaram renomear para desassociar da versão de 2005. Esse é um caso clássico de “como não fazer um filme de super-herói”. Eu lembro da expectativa inicial, afinal, o Josh Trank tinha mandado muito bem com *Poder Sem Limites* (*Chronicle*), mostrando que sabia inovar no gênero. E o elenco? Miles Teller, Jamie Bell, Kate Mara, Michael B. Jordan, Toby Kebbell… Nomes de peso! Parecia uma receita de sucesso. Mas, meu amigo, o resultado foi um caos completo. A história, o tom, a representação dos personagens icônicos da Marvel… Tudo desandou. Circulam muitas histórias sobre os problemas de produção, brigas nos bastidores e cortes na edição, o que só mostra como um filme pode ser sabotado mesmo com talento de sobra. É difícil encontrar um fã da Marvel que defenda esse filme, e ele se tornou um marco de fracasso, um verdadeiro anti-exemplo de como trazer uma equipe clássica dos quadrinhos para as telonas. É quase um lembrete do que não fazer quando o próximo *Quarteto Fantástico* do MCU finalmente chegar.
Elektra (2005): A Derivada Esquecida do Demolidor
Voltando um pouco no tempo, para os anos 2000, uma era de muitos experimentos (bons e ruins) com super-heróis. Em 2003, *Demolidor* com Ben Affleck foi um filme que dividiu opiniões. Alguns o consideram um guilty pleasure, outros, um erro. Mas seu spin-off de 2005, *Elektra*, com Jennifer Garner reprisando o papel, é outra história. Eu me pergunto: será que precisava? A personagem já tinha morrido no filme anterior! Isso por si só já afasta parte do público. Mesmo com uma estrela como Garner, o filme não engrenou. A recepção da crítica e do público foi unânime: era um dos piores filmes de super-heróis já feitos. E cá entre nós, o boca a boca negativo é um veneno letal para a bilheteria. *Elektra* é um exemplo perfeito de como uma aposta em um personagem secundário, sem um roteiro sólido e sem justificar sua existência, pode resultar em um esquecimento quase imediato pelos fãs. É o tipo de filme que nos faz valorizar ainda mais os spin-offs bem-sucedidos de hoje, como *Loki* ou *WandaVision*.
Eternos (2021): A Ambição Que Não Pagou
*Eternos* gerou um burburinho enorme. A promessa de introduzir uma nova equipe de heróis cósmicos, com poderes quase divinos, e um elenco estelar (Salma Hayek, Angelina Jolie, Barry Keoghan, Kit Harington, entre outros) sob a direção da Chloé Zhao (vencedora do Oscar por *Nomadland*), parecia uma jogada de mestre. Eu estava ansiosa para ver como essa pegada mais ‘autoral’ e filosófica se encaixaria no MCU. Mas, apesar de toda a pompa e circunstância, o filme não foi bem nas bilheterias. Sim, a pandemia e as restrições nos cinemas ainda estavam em jogo em 2021, o que inegavelmente afetou seu desempenho. Mas, sejamos francos, a qualidade geral do filme também não ajudou. *Eternos* não é terrível, mas também não é aquele divisor de águas que prometia ser. Ele falhou em quebrar a “fadiga de super-heróis” que já mencionamos, não conseguiu entregar algo genuinamente novo e empolgante o suficiente para justificar sua ambição. Acabou sendo um flop considerável, um lembrete de que nem todo experimento, mesmo com pedigree de Oscar, se traduz em sucesso comercial no universo dos heróis.
Capitão América: Admirável Mundo Novo (2025): A Surpresa Mais Chocante da Lista
E aqui chegamos ao ponto mais intrigante da nossa lista, o que talvez seja a maior surpresa para muitos de vocês: *Capitão América: Admirável Mundo Novo*, com lançamento previsto para 2025. Sim, você leu certo! É chocante ver um filme que ainda não estreou ser apontado como um fracasso de bilheteria, mas o texto original que recebemos já o lista entre os flops. Isso nos faz pensar: será uma previsão sombria, um alerta do futuro, ou uma aposta arriscada que não pagou? Após a aposentadoria emocionante de Steve Rogers em *Vingadores: Ultimato* e a ascensão de Sam Wilson como o novo Capitão América em *Falcão e o Soldado Invernal* (uma série que, na minha opinião, foi excelente em explorar essa transição), a expectativa para seu primeiro filme solo era altíssima, especialmente com a promessa de introduzir o icônico Hulk Vermelho de Thunderbolt Ross no MCU. Aparentemente, mesmo com Sam Wilson provando ser um herói digno do manto e do escudo, a narrativa de *Admirável Mundo Novo* não conseguiu viver à altura das expectativas. É um lembrete de que a pressão sobre os legados e as novas gerações de heróis é imensa, e que nem todo filme, por mais promissor que pareça, está imune a decepcionar. Se o texto estiver correto, é uma lição valiosa sobre a volatilidade do mercado e as expectativas dos fãs.