Jaadugar: A Bruxa na Mongólia: A CRUEZA HISTÓRICA da Science SARU, mas o que faz dela uma bruxa NÃO É O QUE VOCÊ IMAGINA!
julho 4, 2026
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Preparem-se, Geeks! Se tem um estúdio que sabe como nos surpreender e virar o jogo, é a Science SARU. Conhecida por obras que desafiam o convencional, como o
Preparem-se, Geeks! Se tem um estúdio que sabe como nos surpreender e virar o jogo, é a Science SARU. Conhecida por obras que desafiam o convencional, como o eletrizante *Devilman Crybaby*, a vibrante *Scott Pilgrim: A Série* e o aguardadíssimo *DanDaDan*, a casa de animação está prestes a nos presentear com mais uma joia: *Jaadugar: A Witch in Mongolia*. Baseado no mangá de Tomato Soup, este anime promete ser tudo, menos o que você espera, mergulhando de cabeça em uma narrativa histórica que já nos fisgou pelos dois primeiros episódios. E olha, como fã de carteirinha, já posso adiantar: a imersão é ABSURDA!
A Maestria Visual da Science SARU: Um Mergulho no Século XIII
É inegável que a Science SARU tem um estilo próprio, quase uma assinatura visual que a distingue no vasto universo dos animes. Em *Jaadugar*, essa identidade não só se mantém como eleva o patamar. A qualidade da animação é simplesmente de alto nível, com personagens que fluem com uma leveza impressionante, sem aquele aspecto “boneco PNG estático” que, infelizmente, vemos em muitas produções medianas por aí. É como se cada frame fosse uma pintura em movimento, lembrando a fluidez de obras como *A Viagem de Chihiro* ou até mesmo a energia caótica e controlada que vimos em *Mob Psycho 100*, mas com um toque único da SARU.
Reprodução.
Eles conseguiram captar de um jeito magistral o clima do Oriente Médio do século XIII. Dá para sentir o calor do deserto, a poeira, a grandiosidade das construções. Essa imersão é crucial, porque o anime não começa com explosões ou reviravoltas frenéticas. Sua partida é comum, rotineira, quase bucólica, mas a atenção aos detalhes – os olhares dos personagens, o movimento sutil, a ambientação rica – é o que nos prende. Em um cenário onde muitos animes preferem mundos de fantasia ou o Japão contemporâneo, *Jaadugar* ousa nos transportar para a Pérsia (atual Irã), um período tão rico quanto brutal da história. Isso me lembra um pouco do impacto que *Vinland Saga* teve ao mergulhar na era Viking, mostrando que a história real pode ser tão épica quanto qualquer fantasia.
Uma Jornada Inesperada: A Trama de Sitara e a Quebra da Inocência
A história nos apresenta Sitara, uma pequena menina que vive na cidade de Tus, na Pérsia do século XIII. Vendida como escrava para uma rica família de estudiosos, ela é inicialmente convencida pelo “jovem mestre” a permanecer e adquirir conhecimento. É um começo que nos engana com uma aparente tranquilidade. Todos ali parecem viver de forma harmoniosa, quase idílica, até que uma outra escrava a lembra de uma verdade cruel: elas não são consideradas seres humanos, são propriedade. Essa frase é um soco no estômago, uma quebra brusca de toda a familiaridade que estávamos adquirindo.
Science SARU / Divulgação
Mas a situação piora, e muito. Anos após esse começo agridoce, a cidade é devastada por um ataque brutal dos mongóis. Destruição e mortes se espalham em uma manhã, um lembrete vívido de como a vida na Idade Média era perigosa e imprevisível. Civilizações inteiras podiam ser saqueadas e aniquiladas em questão de horas por invasores implacáveis. Nesse cenário de caos e desespero, Sitara é levada pelos saqueadores, testemunhando mais perdas do que qualquer pessoa deveria suportar. É um arco de personagem que promete uma evolução dramática, transformando uma menina em busca de conhecimento em algo muito mais complexo.
O Grande Mistério: Quem é a Bruxa na Mongólia?
É aqui que a curiosidade do título entra em jogo e, confesso, me deixou roendo as unhas. Depois de toda a ambientação e a tragédia que se abate sobre Sitara, a questão principal permanece sem resposta: o que exatamente ela conquistará na Mongólia? Por qual razão ela será considerada uma “bruxa” neste reino “bárbaro”? E a pergunta que não quer calar: terá ela vitória na possível vingança que, fica claro, ela não irá simplesmente abaixar a cabeça e obedecer?
Science SARU / Divulgação
*Jaadugar* realmente me impressionou. Eu esperava um anime dramático, talvez com momentos de comédia e uma protagonista médica levando ciência a um povo desprovido de tal conhecimento – um tipo de “Dr. Stone” histórico, sabe? Mas o que encontrei foi muito diferente: sangue nos olhos, mistério e uma verdadeira aula de história em forma animada. A sinopse oficial já revela que ela mudará seu nome para Fátima, mas nem isso foi apresentado nestes primeiros capítulos, o que só reforça o quão introdutória a prévia foi, construindo a base para algo grandioso. A forma como a série nos dá o suficiente para atiçar a curiosidade, mas guarda o essencial, é um primor de roteiro.
Veredito e Expectativas: Por Que Você PRECISA Ver Jaadugar
Com a estreia confirmada para julho e exibição simultânea pela Crunchyroll, tive acesso aos dois primeiros episódios e fica muito claro o porquê de tanto burburinho. Mesmo com a lentidão proposital na construção da narrativa, a tensão e o mistério são palpáveis. O final do segundo capítulo é tão abrupto que me deixou ansioso pela estreia para descobrir o que virá a seguir.
Sem dúvidas, *Jaadugar: A Witch in Mongolia* é um anime que te fará sentar na frente da tela e acompanhá-lo semanalmente. É uma experiência que mistura história, drama e uma animação impecável, com a assinatura de qualidade da Science SARU. Se você busca algo que fuja do clichê e que te faça refletir sobre o passado e a resiliência humana, esta é a sua próxima obsessão.
Nota: 8/10
Agradecimentos à Crunchyroll pelo envio antecipado do material.
*Jaadugar: A Witch in Mongolia* estreia neste sábado, 4 de julho, na Crunchyroll.
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