Green Book: A Jornada Controvertida do Oscar ao Top 10 da Netflix
- maio 9, 2026
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Se tem uma coisa que a Academia adora, é nos deixar de boca aberta – seja para o bem ou para o mal. Nos últimos anos, vimos filmes
Se tem uma coisa que a Academia adora, é nos deixar de boca aberta – seja para o bem ou para o mal. Nos últimos anos, vimos filmes
Se tem uma coisa que a Academia adora, é nos deixar de boca aberta – seja para o bem ou para o mal. Nos últimos anos, vimos filmes incríveis como *Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo* e *Oppenheimer* levarem a estatueta de Melhor Filme, mas a história do Oscar é recheada de decisões que, digamos, não envelheceram tão bem. E é nesse balaio de gatos que *Green Book: O Guia* se encaixa perfeitamente. Vencedor do prêmio máximo em 2019, o filme gerou uma onda de debates e, agora, está provando que continua relevante (e polêmico!) ao explodir no streaming.
Quem diria que um filme de 2018, que já causou tanto burburinho, voltaria com tudo? Pois é, *Green Book* acaba de provar que o streaming tem um poder de ressurreição impressionante. Entre os dias 27 de abril e 3 de maio, o filme alcançou a impressionante marca de 4º filme mais assistido na Netflix nos Estados Unidos! Ele ficou atrás apenas de produções originais da plataforma, como a comédia familiar *Roommates*, a animação *Swapped* e o thriller de ação *Apex*. O mais legal (e um tanto engraçado para quem acompanha o hype): *Green Book* superou até mesmo o fenômeno global *Kpop Demon Hunters* para garantir seu lugar no top 10. Para mim, essa é a prova de que um bom filme, mesmo com suas controvérsias, sempre encontra seu público, especialmente quando ganha uma nova janela de exibição. É como redescobrir um clássico no catálogo!
Mas vamos ser sinceros: a vitória de *Green Book* no Oscar de Melhor Filme foi, no mínimo, divisiva. Para muitos, a estatueta deveria ter ido para obras como *Roma*, de Alfonso Cuarón, ou *Infiltrado na Klan*, de Spike Lee, que ofereciam narrativas mais complexas e profundas sobre questões sociais. Nas métricas, *Green Book* até que se saiu bem: 77% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e um impressionante 92% da audiência. Em um vácuo, são números de um filme aclamado e que agrada a galera.
No entanto, a polêmica começou quando o filme foi acusado de perpetuar a controversa “síndrome do salvador branco”, onde a história foca mais na jornada de redenção e aprendizado do personagem branco (Tony Lip) do que na experiência do personagem negro (Dr. Don Shirley) e no racismo sistêmico que ele enfrenta. Além disso, familiares de Don Shirley criticaram abertamente a imprecisão histórica da representação do relacionamento entre ele e Tony Lip. Mahershala Ali, que levou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação como Shirley, chegou a se desculpar com a família, afirmando que não sabia da existência de parentes com quem poderia ter entrado em contato durante a produção. Isso é um balde de água fria, né? É um lembrete importante de que a “inspiração em fatos reais” nem sempre é a realidade completa, e a perspectiva de quem conta a história faz toda a diferença. O roteiro, co-escrito pelo filho de Tony Lip, Nick Vallelonga, baseado em gravações do pai, pode ter contribuído para essa visão unilateral.
Mesmo com todas as discussões sobre sua abordagem e precisão histórica, *Green Book* ainda tem seus méritos e, para muitos, vale a pena a experiência. O maior trunfo do filme, sem sombra de dúvidas, é a química explosiva entre Mahershala Ali e Viggo Mortensen. A dupla entrega performances espetaculares, construindo uma dinâmica divertida, emocionante e genuína. Eles conseguem nos fazer acreditar na amizade que nasce entre os personagens, mostrando como um ensina lições valiosas ao outro.
É verdade que as questões de veracidade histórica pairam sobre a narrativa, mas se você conseguir assistir ao filme como uma obra de ficção inspirada em eventos reais, o talento de Mortensen e Ali é inegável. Eles dão vida à história de uma forma cativante, e para mim, a oportunidade de ver esses dois gigantes atuando juntos já é um motivo e tanto para dar o play. Além disso, o filme chegou fresquinho na Netflix no início do mês, e a gente sabe que “novidades” sempre ganham um boost de visualização. É a curiosidade do catálogo impulsionando até mesmo filmes que já têm alguns anos de estrada.
Então, sim, *Green Book* é um filme com suas falhas e que gerou (e ainda gera) um debate importante sobre representatividade e narrativa. Mas também é um filme com atuações de peso e uma história que, apesar das controvérsias, conseguiu tocar e entreter milhões. Que tal aproveitar que ele está bombando na Netflix para tirar suas próprias conclusões?
—Conteúdo original:
For the week of April 27th-May 3rd, Green Book was the No. 4 film on Netflix in the United States. It was behind only a trio of hit Netflix originals: the Sandler family comedy Roommates, the new animated movie Swapped, and the action thriller Apex. Green Book beat out the global sensation Kpop Demon Hunters to secure its place on the chart. This was the biopic’s first week in the streamer’s top 10.
Why Green Book Was a Controversial Best Picture Winner
Based on review metrics, Green Book was solidly received. On Rotten Tomatoes, it has a Certified Fresh critics score of 77%, and the audience score is even higher at 92%. In a vacuum, those are clearly good figures that indicate the biopic is a crowd-pleasing, feel-good dramedy. However, some felt it wasn’t the strongest option to win Best Picture. During its run in theaters, Green Book was subject to criticism for a few reasons. Its approach to the serious subject matter of racism didn’t sit well with circles of viewers; there were those who felt Green Book was an example of the “white savior” trope, and that the film was hamstrung by placing so much of a focus on Tony Lip’s personal journey.
Relatives of Don Shirley also criticized the film, saying it was not an accurate portrayal of the pianist’s relationship with Tony Lip. Green Book star Mahershala Ali, who won an Oscar for his performance as Shirley, even contacted those family members afterwards to apologize, saying he was unaware there were people he could have reached out to during the film’s development. The film’s screenplay was co-written by Nick Vallelonga, Tony Lip’s son, who based the script on recordings of his father and Shirley, as well as letters Tony wrote to his family while he was out on the road with Shirley. The source material for Green Book is likely why some took issue with the film’s perspective, believing it wasn’t as well rounded as it could have been.
While Green Book may not have been nuanced in its storytelling, it still has a few things going for it that make it worth a watch. The film’s biggest selling point is the chemistry between Ali and Viggo Mortensen, who plays Tony Lip. The actors do an excellent job of crafting an entertaining and heartfelt dynamic, showing how the characters formed a strong friendship and taught each other valuable lessons along the way. Questions of historical accuracy linger over the proceedings, but taken at face value, both Mortensen and Ali are characteristically great and bring the story being told to life in a captivating way.
Getting an opportunity to see a pair of outstanding lead performances is a main reason why Green Book found success on Netflix. Additionally, it’s a new addition to the streamer’s library. The Oscar winner premiered on Netflix on the first of the month, and those fresh arrivals always get a boost in viewership because subscribers are constantly browsing the home page to see what’s new. Green Book may nearly be a decade old, but the conversations around the film and its star power are enough to make it a draw at home.
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