Ah, browncoats de plantão, preparem-se para a emoção! A notícia que todos nós, fãs de carteirinha de ficção científica, esperávamos (e talvez nem soubéssemos que precisávamos!) finalmente chegou: *Firefly* vai ganhar uma série animada! Sim, é isso mesmo que você leu. Nathan Fillion, nosso eterno Malcolm Reynolds, confirmou que *Firefly: Still Flying* está em desenvolvimento, trazendo o elenco original para dar voz aos nossos personagens favoritos. Isso não é apenas um presente para a legião de fãs que nunca superou o cancelamento precoce da Fox em 2002, mas também acende uma luz para outras joias da ficção científica que foram injustamente tiradas de nós. E, como boa fã e redatora da InnovaGeek, já estou aqui pensando: se *Firefly* conseguiu, quem mais merece essa segunda chance animada?
Firefly: Still Flying – O Retorno Inesperado (e Necessário!)
Para quem é novo no universo, *Firefly* foi um faroeste espacial brilhante, mas com uma vida curta, cancelado após apenas onze episódios. A devoção dos fãs era tanta que a Universal Pictures bancou o filme *Serenity* em 2005 para dar um fim digno à saga da tripulação de contrabandistas de Mal Reynolds. Mas, sejamos sinceros, um filme só não mata a sede de um universo tão rico! Agora, com a ShadowMachine (o mesmo estúdio por trás do aclamado *Pinóquio* de Guillermo del Toro) e os veteranos Marc Guggenheim e Tara Butters como showrunners, a promessa é explorar a lacuna narrativa entre a série original e o filme. Imagina só, ter o elenco original de volta, mas sem as preocupações com o tempo ou os orçamentos estratosféricos do live-action. É um sonho! Isso me lembra como *Star Wars: The Clone Wars* conseguiu expandir e aprofundar a mitologia de uma forma que o live-action dificilmente conseguiria, e *Firefly* tem todo o potencial para algo similar.
Por Que Animação é a Chave para o Futuro Sci-Fi (e o Passado!)
A verdade é que produzir ficção científica de alto conceito em live-action é um pesadelo orçamentário. Cenários complexos, efeitos especiais digitais, o envelhecimento dos atores (e, tragicamente, o falecimento de Ron Glass, que interpretou Shepherd Book) são desafios gigantes. A animação, por outro lado, oferece uma liberdade criativa quase ilimitada. Podemos ter mundos alienígenas gigantescos, tecnologias bizarras e sequências de ação épicas sem quebrar o banco. O sucesso de animações adultas como *Invincible* e *Cyberpunk: Edgerunners* prova que o público jovem e adulto está mais do que pronto para histórias complexas e maduras nesse formato. É a solução perfeita para reviver clássicos que foram vítimas de orçamentos apertados ou de canais impacientes.
Image courtesy of Fox
Terra Nova: Dinossauros e Mistérios (sem o Orçamento dos Dinossauros)
Quem lembra de *Terra Nova*, a ambiciosa aposta da Fox em 2011, com produção executiva de Steven Spielberg? Uma família transportada 85 milhões de anos no passado para uma Terra cretácea paralela, cheia de dinossauros em CGI caríssimos e cenários práticos massivos na Austrália. O resultado? Uma das séries mais caras da TV na época, cancelada após 13 episódios e com um *cliffhanger* gigantesco sobre um navio do século XVIII. Uma animação seria a chance de finalmente ver esse ecossistema pré-histórico em todo o seu esplendor e a facção hostil dos Sixers, sem as amarras financeiras. Pense em algo com a visceralidade de *Primal* de Genndy Tartakovsky, mas com a complexidade narrativa de *Terra Nova*. Seria épico!
Image courtesy of Fox
Terminator: The Sarah Connor Chronicles – O Futuro de John Connor em Outra Linha do Tempo
De 2008 a 2009, *Terminator: The Sarah Connor Chronicles* expandiu perfeitamente a mitologia de James Cameron, focando no impacto psicológico de mudar o futuro. Lena Headey como Sarah Connor era impecável, e a série terminou com John Connor (Thomas Dekker) preso em um futuro pós-Dia do Julgamento, onde ninguém o reconhece. Um *cliffhanger* de doer! Uma animação poderia retratar a guerra distópica do futuro sem os custos proibitivos do live-action semanal. Além disso, traria o elenco original de volta para finalmente dar aos fãs o desfecho que merecem. Imagina o Kyle Reese (Jonathan Jackson) e o Derek Reese (Brian Austin Green) de volta, mas sem se preocuparem com o envelhecimento!
Image Courtesy of Fox
Dark Angel: Cyberpunk, Jessica Alba e um Final Aberto
Outra joia co-criada por James Cameron, *Dark Angel* (2000) lançou Jessica Alba ao estrelato em um Seattle distópico e cyberpunk. Max Guevara, uma supersoldado geneticamente modificada, em fuga da agência Manticore, ao lado do ciberjornalista Logan Cale. Custos de produção altíssimos levaram ao cancelamento em 2002, deixando Max e seus colegas transgenéticos cercados pelo exército dos EUA. Uma animação eliminaria a necessidade de capturar a semelhança de Alba e Michael Weatherly décadas depois e tornaria as coreografias de luta e habilidades sobre-humanas muito mais viáveis. Com o sucesso de *Cyberpunk: Edgerunners*, uma versão animada de *Dark Angel* com um estilo gráfico de HQ, como Cameron originalmente imaginou, seria um arraso!
Image courtesy of Showtime
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Stargate e Farscape: Duas Lendas Espaciais Clamando por um Retorno Animado
Não posso falar de ficção científica sem mencionar essas duas gigantes. A franquia *Stargate* dominou a TV por mais de uma década com *SG-1*, *Atlantis* e *Universe*. Recentemente, a Amazon cancelou um revival live-action, alegando que não atrairia um público amplo. Que bobagem! Uma série animada canônica seria a solução perfeita, reunindo o elenco original (que já está acostumado a dar voz a personagens) e finalmente salvando a tripulação da Destiny, que foi deixada em estase criogênica no fim abrupto de *Stargate Universe*.
E *Farscape*, da Jim Henson Company, com seus designs alienígenas bizarros e narrativa emocional, conquistou fãs por quatro temporadas antes de ser cancelada em 2002. Embora a minissérie *The Peacekeeper Wars* tenha amarrado a trama principal, o universo é riquíssimo! A animação poderia manter a estética colorida e os efeitos de fantoches e próteses que tornaram *Farscape* tão único, mas com um orçamento mais gerenciável. Explorar novos territórios inexplorados com John Crichton e Aeryn Sun em um Leviathan vivo seria uma forma fantástica de apresentar essa obra-prima a uma nova geração.
A notícia de *Firefly: Still Flying* é um farol de esperança para todos nós que amamos essas histórias que, por um motivo ou outro, não tiveram o final que mereciam. A animação se mostra como a plataforma ideal para resgatar e expandir esses universos. Agora, a pergunta que não quer calar para a nossa comunidade InnovaGeek: qual clássico da ficção científica *você* mais quer ver ressuscitado pelo poder da animação? Deixem seus comentários aqui embaixo e vamos continuar essa conversa geek!
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