Galera, segura essa: parece que um dos próximos grandes títulos exclusivos do PlayStation, *Fairgames*, o shooter de extração da Haven Studios, está passando por maus bocados. Relatórios recentes indicam que o game está lutando para “encontrar a diversão” durante seu desenvolvimento, com testes de jogo apontando para problemas sérios. Para nós, fãs de carteirinha que vibramos com cada lançamento da Sony, essa notícia acende um alerta vermelho. Será que o hype em torno dos jogos como serviço está começando a cobrar seu preço?
O Começo Promissor e os Primeiros Sinais de Alerta
Anunciado em 2023 para PlayStation 5 e PC, *Fairgames* é o primeiro projeto da Haven Studios, um estúdio de Montreal liderado pela veterana da indústria Jade Raymond. A proposta é ambiciosa: um shooter de extração de assalto onde a cooperação entre jogadores é chave para coletar itens valiosos e sair ileso. Admito que a ideia me pegou de jeito! Um novo take no gênero de extração, com um toque de assalto? Parece a receita perfeita para viciar a galera.
No entanto, o desenvolvimento do jogo não tem sido exatamente um mar de rosas. Em um movimento que sempre me deixa com uma pulga atrás da orelha, o Diretor Criativo Daniel Drapeau deixou o projeto no final de 2025, migrando para a Warner Bros Games Montreal. Pensem comigo: o Diretor Criativo é o cérebro por trás da visão artística e da jogabilidade de um game. A perda de uma figura tão central, especialmente durante uma fase crucial de desenvolvimento, é um baque e tanto. É como perder o técnico no meio do campeonato, sabe? A direção pode ficar um pouco perdida.
Playtests Problemáticos: Onde Está a Diversão?
A cereja do bolo (amarga, diga-se de passagem) veio com um relatório recente da *Insider Gaming*, que afirma que a última rodada de playtests de *Fairgames* não foi nada bem. Segundo a reportagem, o modo testado, chamado “Cargo Heist”, está sendo comparado a *The Division* e *Call of Duty* em termos de movimento e gráficos – o que, por si só, não é ruim. O problema é que o servidor Discord dos testes está transbordando de feedback negativo.
Jogadores estariam criticando “recursos que definem o jogo, como movimento, NPCs, sistema de classes e muito mais”. Pior ainda, a galera estaria jogando apenas algumas partidas antes de desistir por tédio, com colegas de equipe abandonando as sessões. Isso é um sinal CLARÍSSIMO de que algo não está funcionando. Em um gênero tão competitivo quanto o dos shooters de extração – onde já temos gigantes como *Escape from Tarkov* e até propostas mais recentes como *Marauders* ou o próprio *Dark and Darker* (mesmo que com outra pegada) –, a “diversão” e a “rejogabilidade” são a alma do negócio. Se o *core loop* não engaja, o jogo não decola. E, para nós, que estamos sempre buscando o próximo vício, a falta de “diversão” é um veredito quase fatal.
O Dilema da Sony e o Futuro dos Jogos como Serviço
A situação de *Fairgames* se encaixa em um contexto maior para a Sony. Nos últimos anos, a empresa tem investido pesado em jogos como serviço, mas nem tudo saiu como planejado. O fracasso de *Concord*, por exemplo, foi um divisor de águas, fazendo a PlayStation repensar sua estratégia e o risco envolvido. Isso torna a jornada de *Fairgames* ainda mais intrigante e um tanto preocupante. A Sony sabe que lançar um produto mediano resultará em outro fracasso significativo, mas também não pode queimar rios de dinheiro tentando resgatar um projeto que talvez já esteja em uma espiral descendente.
Com a saída do Diretor Criativo e os playtests ainda falhando em “encontrar a diversão”, somado à notícia de que a Haven Studios não renovou contratos de alguns prestadores de serviço (mesmo com o jogo longe de estar pronto), o futuro de *Fairgames* parece nebuloso. Não há uma janela de lançamento oficial, e todas as indicações apontam para que ele ainda esteja bem distante. O mercado de jogos como serviço está saturado, e os jogadores estão cada vez mais exigentes. Não queremos apenas mais um jogo; queremos uma experiência única, polida e, acima de tudo, divertida.
Será que *Fairgames* conseguirá dar a volta por cima e realmente nos entregar algo que valha a pena? Eu, como fã, torço muito que sim, mas os desafios parecem ser gigantescos. Vamos ficar de olho!