Prepare-se, geeks e apaixonados por cultura pop! A Marvel nos pregou uma peça e tanto com a adaptação dos Thunderbolts para os cinemas, não é mesmo? A gente esperava uma coisa e o que foi anunciado pareceu… bem, outra. Mas segurem essa emoção! *Demolidor: Renascido* pode estar vindo aí não só para redefinir o Homem Sem Medo, mas também para corrigir o rumo e nos entregar a versão mais irada e fiel dos Thunderbolts que a gente tanto sonha ver nas telas. Vem comigo que eu te conto como essa reviravolta pode acontecer!
A Gênese dos Thunderbolts: Uma Reviravolta Épica nos Quadrinhos
Para entender o potencial futuro, precisamos voltar no tempo. Os Thunderbolts, meus amigos, não são um grupo qualquer. Eles surgiram pela primeira vez em *The Incredible Hulk #449* (1997), criados pelas mentes geniais de Kurt Busiek e Mark Bagley. A Marvel daquela época estava em polvorosa com o evento “Massacre”, que “matou” os Vingadores e o Quarteto Fantástico (eles foram, na verdade, transportados para um universo compacto, mas o público não sabia!).
Com os maiores heróis da Terra fora de cena, o caos se instalou. E é nesse vácuo de poder que surgem eles: os Thunderbolts! Liderados pelo carismático Cidadão V, eles se apresentaram como os novos protetores, coloridos, patrióticos, prontos para restaurar a esperança. A gente comprou a ideia, né? Parecia a solução perfeita. Mas aí veio o *plot twist* que chocou o mundo dos quadrinhos – e que, para mim, é um dos melhores de todos os tempos!
No final da primeira edição da revista própria do grupo, a bomba: os Thunderbolts eram, na verdade, os Mestres do Terror disfarçados! O Barão Zemo, um dos maiores vilões da Marvel, assumiu a identidade do Cidadão V e recrutou seus antigos aliados. O objetivo? Ter acesso aos segredos do governo e da S.H.I.E.L.D. para, no final, escravizar o mundo sob seu comando, acreditando que isso seria para o “bem global”. Uma jogada de mestre que transformou vilões em “heróis” e nos fez torcer por eles, mesmo sabendo quem eram. É essa ambiguidade moral que a gente ama!
Além da Redenção: Quando os Thunderbolts Viraram Armas do Governo
A primeira formação, apesar de icônica, foi desmantelada. Mas o nome Thunderbolts era forte demais para ser esquecido. Ele ressurgiu, e com força total, no pós-*Guerra Civil*. Com a Lei de Registro de Super-Humanos, o governo dos EUA decidiu oficializar os Thunderbolts como uma força-tarefa para caçar heróis não registrados.
Aqui, o propósito mudou drasticamente: de vilões buscando redenção para vilões usados como armas descartáveis. E quem estava no comando? Ninguém menos que Norman Osborn, o Duende Verde! Ele usava o grupo para seus próprios fins políticos e para limpar sua imagem, enquanto cometia atrocidades nos bastidores. Pense num Esquadrão Suicida, mas com o selo Marvel e uma dose extra de maquiavelismo.
Diferente da primeira formação, onde os membros tinham seus próprios dilemas éticos, nesta fase, vilões como Mercenário e Venom eram controlados por implantes biológicos. Desobediência significava choque ou, pior, a morte. Eles faziam o trabalho sujo que os Vingadores jamais poderiam fazer por questões éticas ou diplomáticas. Essa versão, que se tornou um Esquadrão Suicida da Marvel, mostrou o quão longe a linha entre herói e vilão pode ser borrada. E é exatamente essa vibe que muitos fãs, como eu, esperavam ver no MCU.
Onde o MCU Errou (e como Demolidor: Renascido Pode Acertar)
A Marvel Studios anunciou seu próprio filme dos *Thunderbolts*, e o elenco revelado nos deixou com a pulga atrás da orelha: Yelena Belova, Bucky Barnes, Guardião Vermelho, Treinadora… São personagens que, para muitos, são mais anti-heróis ou até heróis reformados do que vilões forçados a trabalhar. Não parece a versão “vilões disfarçados de heróis” ou “vilões usados como armas” que amamos nos quadrinhos.
Mas eis que surge a luz no fim do túnel: *Demolidor: Renascido*! No episódio 7 da 2ª temporada da série do Homem Sem Medo, fomos apresentados ao misterioso Sr. Charles (interpretado pelo icônico Matthew Lillard). Ele não é um vilão qualquer; ele é um agente ligado ao governo norte-americano, recrutando pessoas com habilidades especiais para realizar o trabalho sujo das autoridades e atender a contrabandistas.
Descobrimos que Luke Cage foi contratado para uma dessas missões e está desaparecido. E a relação de Charles com seus “contratados” não é nada amistosa. Ele quase assassinou Jessica Jones e sua filha por uma falha de Cage na missão! Isso sim que é o tipo de “trabalho sujo” e de controle brutal que a gente espera de um grupo de vilões/anti-heróis forçados a colaborar.
A Marvel pode até deixar o nome “Thunderbolts” de lado no núcleo televisivo por conta dos direitos reservados para o filme de 2025, mas nada impede que vejamos o *espírito* dos Thunderbolts de Warren Ellis (a versão pós-Guerra Civil, que é a melhor, na minha humilde opinião!) florescer no Disney+. Matthew Lillard pode ser o grande arquiteto de um futuro sombrio e emocionante para o MCU televisivo.
E o melhor indício? Se o Mercenário, que sabemos estar em busca de um propósito, acabar sendo contratado por Charles. Fazer missões sujas para o governo? Perfeito para ele! Imagine as possibilidades de diferentes formações do grupo em missões secretas, afastadas da cronologia principal do MCU, em temporadas de uma série voltada para maiores de 18 anos. Poderia ser o principal produto da Marvel no streaming, um reflexo das tendências atuais de super-heróis mais maduros e complexos, como *The Boys* ou *Invincible*.
A Marvel Television está com a faca e o queijo na mão para nos entregar os Thunderbolts que realmente merecemos. Agora, só resta saber se eles vão usar essa faca para cortar o queijo da forma mais deliciosa possível!
E por falar em *Demolidor: Renascido*, o episódio final da 2ª temporada vai ao ar no Disney+ na próxima terça-feira, às 22h (no horário de Brasília). Não percam!