Ah, família InnovaGeek! Quem diria que 2024 seria um ano tão intenso para os fãs de *For All Mankind* na Apple TV+? Mal nos recuperamos dos choques da quinta temporada, com aquelas mortes que ainda doem e reviravoltas que nos deixaram teorizando por dias, e já fomos arremessados para uma nova aventura. *Star City*, o tão aguardado prelúdio que nos prometeu desvendar os mistérios da corrida espacial sob a ótica soviética dos anos 70, chegou para expandir um universo que já amávamos. E olha, ele entregou TUDO: novas perspectivas, personagens inesquecíveis e, claro, muitas perguntas. Mas agora, com o final eletrizante da primeira temporada, a ansiedade atingiu um novo patamar. O último episódio não só nos deixou com mais pontas soltas do que um novelo de lã desfeito, como também jogou no ar o futuro incerto da série. Será que a Apple TV+ vai nos deixar na mão com tantos cliffhangers e sem uma confirmação de renovação?
O Sacrifício Silencioso em Vênus: Uma História Nunca Contada
O que começou como uma missão de resgate de tirar o fôlego se transformou em uma epopeia de heroísmo e segredos. O episódio da semana passada já nos deixou roendo as unhas com a confirmação de que a nave Venera 7 havia sobrevivido ao incêndio e estava voltando de Vênus. Mas o que realmente aconteceu lá em cima? O final de temporada não apenas nos mostrou a equipe na Terra lutando para trazê-los de volta, mas também revelou o destino chocante de Sasha, Lakshmi e, principalmente, Valya a bordo da Venera 7.
E que destino! Descobrimos que a nave estava fora de curso, destinada a passar por Vênus e seguir em direção ao Sol. Para salvar sua tripulação – e, sejamos sinceros, talvez para escapar das consequências de suas ações em casa – Valya tomou uma decisão drástica. Ele embarcou na batisfera, a sonda projetada para a superfície de Vênus, e a usou para guiar a nave de volta ao curso, enviando-se para a superfície do segundo planeta a partir do Sol. É um sacrifício que me lembrou de momentos icônicos em filmes como *Interestelar*, onde a vida de um é dada para salvar muitos, mas com um toque ainda mais agridoce. Apesar dos protestos de Sasha, Valya cumpre seu plano, fazendo o amigo prometer que encontraria sua esposa, Tanya. O plano funciona: Valya não só consegue colocar a Venera 7 de volta no curso, como também pousa em Vênus. Isso, meus amigos, reescreve a história de *For All Mankind* de uma maneira gigantesca, substituindo Lee Jung-Gil (C.S. Lee) como a primeira pessoa a pisar em outro planeta, e com uma vantagem de mais de 20 anos! A tragédia? Como era uma operação soviética da época, ninguém jamais saberá o que ele fez. Que peso carregar essa verdade…
KGB, Gulags e uma Fuga à Beira do Abismo
Enquanto isso, na Terra, a trama de espionagem e traição fervilhava. O Chefe de Design e Sergei Nikulov arquitetavam um plano ousado para ajudar a Venera 7 a pousar fora do alcance soviético, na Finlândia, com a ajuda de Anastasia Belikova, que estava na estação espacial Salyut e encontrou uma forma engenhosa de retornar. Mas a KGB, sempre vigilante, já estava no encalço.
O resultado, para quem acompanha dramas da Guerra Fria, não foi surpreendente, mas nem por isso menos doloroso. Sergei Nikulov é interrogado e, através de uma farsa cruel – a KGB simula o espancamento do Chefe de Design – ele revela o plano de pouso. O choque vem quando Sergei é jogado na parte de trás de um caminhão, apenas para encontrar o Chefe de Design, ileso. A KGB os enganou, e agora, ambos parecem destinados ao gulag novamente. É o tipo de reviravolta que te faz gritar com a tela, lembrando a brutalidade e a astúcia dos serviços secretos, como vemos em clássicos como *A Caçada ao Outubro Vermelho*.
O destino da tripulação da Venera 7 também não foi como o planejado. Forçados a pousar em território soviético por um jato russo, eles se veem a quilômetros da fronteira finlandesa. Sasha e Lakshmi tentam desesperadamente alcançar a segurança, enquanto Anastasia, após nove meses no espaço, também pousa e parte em busca de seu marido. A KGB, claro, está na cola. Lakshmi consegue cruzar a fronteira para a Finlândia, mas Sasha, em um ato de puro heroísmo para garantir a liberdade dela e reencontrar Anastasia, sacrifica a sua própria. Ele e Anastasia são levados sob custódia antes de qualquer reencontro digno de um abraço. Meu coração apertou nessa cena.
Pontas Soltas e o Futuro Incerto de uma Franquia Promissora
O final do episódio nos presenteia com uma última revelação que me deixou arrepiado: Tanya Mironova, a esposa de Valya, conseguiu escapar da União Soviética e agora vive em Paris, com o cabelo tingido e um novo estilo. Mas a liberdade dela pode ser ilusória. A cena final mostra Celine Ducorneau (Fadily Camara), a agente francesa da KGB do Episódio 3, observando-a. É um gancho que grita por mais!
E assim, *Star City* encerra sua primeira temporada, com o destino de múltiplos personagens em aberto e nenhum pio da Apple TV+ sobre uma possível renovação. É um cenário que lembra a incerteza que muitos fãs de séries de ficção científica enfrentam hoje em dia, como aconteceu com *The Expanse* antes de ser salva pelos fãs. Mas há fios de esperança. Sabemos que Sergei Nikulov eventualmente sairá da custódia da KGB e voltará a trabalhar em Star City, e até o veremos na América em outras temporadas de *For All Mankind*. Além disso, Sasha terá um filho, Leonid Polivanov, que se tornará governador de Marte. A mãe de Leonid ainda é um mistério, mas as teorias de que seria Anastasia ganharam força, mesmo que não tenha acontecido *ainda* na série.
A grande tragédia é que muitas das pontas soltas de *Star City* são completamente novas, e não temos ideia de como se desenrolarão. Personagens-chave com conhecimento íntimo da operação de Star City estão agora em outros países. Isso poderia facilmente expor segredos da Star City para o mundo, caso Lakshmi ou Tanya falassem. Mas, como sabemos, a KGB é capaz de ir a extremos violentos para manter seus segredos, mesmo em solo estrangeiro.
Considerando a forma como *Star City* terminou, seria uma surpresa gigantesca se a série não retornasse. A Apple TV+ já demonstrou uma paciência notável ao permitir que *For All Mankind* construísse sua narrativa ao longo do tempo. Com a série principal se aproximando do fim, a continuação de seu prelúdio poderia dar ao serviço de streaming algo que ele nunca teve antes: uma franquia completa e coesa, sem os saltos temporais de décadas que caracterizam *For All Mankind*. Os fãs de *Star City* estão sedentos por respostas e por saber o que vem a seguir; esperamos que a Apple TV+ nos dê essa notícia em breve, porque não aguento mais de ansiedade!