Wolverine: The End É a Obra-Prima Esquecida de Logan Que Você Precisa Ler!
- abril 6, 2026
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Gente, vamos ser sinceros: quem não ama o Wolverine? O Carcaju conquistou corações por décadas, e muito disso se deve à aura de mistério que o envolvia. Ele
Gente, vamos ser sinceros: quem não ama o Wolverine? O Carcaju conquistou corações por décadas, e muito disso se deve à aura de mistério que o envolvia. Ele
Gente, vamos ser sinceros: quem não ama o Wolverine? O Carcaju conquistou corações por décadas, e muito disso se deve à aura de mistério que o envolvia. Ele chegou nos X-Men como o lobo solitário definitivo, um passado obscuro que só atiçava a curiosidade dos fãs. Essa curiosidade foi a força motriz por trás de muitas de suas melhores histórias, culminando na tão esperada revelação de sua origem em *Origin*, de 2001, pelas mãos geniais de Paul Jenkins e Andy Kubert. Jenkins já tinha feito barulho com *Inhumans* e *The Sentry*, enquanto Kubert era um superstar em *X-Men (Vol. 2)*. A dupla era perfeita, e *Origin* foi um sucesso estrondoso, deixando todo mundo querendo mais do Wolverine de Jenkins. Mas o que muitos esqueceram é que o “mais” veio, e é uma joia que merece ser desenterrada!
No início dos anos 2000, a Marvel nos presenteou com as séries “The End”, que, para quem não conhece, propunham um final épico para seus maiores heróis. Começou com o excelente *Hulk: The End*, e em 2004, chegou a vez do nosso querido mutante em *Wolverine: The End*, novamente com Jenkins no roteiro e a arte incrível do italiano Claudio Castinelli. Essa minissérie de seis edições pegou os fios soltos de *Origin* e teceu uma trama com um Wolverine envelhecido, que descobre uma verdade sobre sua vida que jamais esperava. Na época, a HQ não fez um barulho gigantesco, e eu mesma, ao lê-la, achei “ok”. Mas, ao revisitar essa obra hoje, percebo que ela é uma verdadeira obra-prima esquecida do Wolverine, uma história que nunca recebeu o crédito que realmente merece. É como aquele álbum underground que você descobre anos depois e pensa: “Como eu não dei a devida atenção a isso antes?”.
A rica história do Wolverine fez com que os fãs tivessem muitas expectativas para *Wolverine: The End*. Acredito que foram essas expectativas que, por um tempo, impediram que essa história fosse devidamente reconhecida. Ela era explicitamente conectada a *Origin*, e se você não tivesse lido a primeira, estaria completamente perdido. A trama começa com Logan isolado no Canadá, vivendo longe de tudo, recebendo suas compras de um entregador da cidade vizinha. A solidão é quebrada por uma notícia chocante: Dentes-de-Sabre morreu. No funeral, um cheiro misterioso impulsiona Logan em uma jornada que o levará pelos quatro cantos do mundo.
Essa busca o leva ao Japão, onde ele encontra um homem idêntico a ele, mas mais alto, com fator de cura e garras ósseas. É seu irmão mais velho, John, que ele pensava estar morto! John revela uma história trágica: ele viu a mãe com o jardineiro Thomas Logan, e a fúria o fez manifestar suas garras e atacar a própria mãe. Seu avô o enviou para um asilo, e ele acabou sendo levado pelo precursor do programa Arma X. Lá, ele desenvolveu poderes de intangibilidade e conseguiu escapar. John passou anos observando seu irmão, alegando que o Professor X sabia de sua existência, e queria que os dois trabalhassem juntos para colapsar a economia dos EUA e assumir o controle do país. Isso, claro, leva a uma batalha brutal que culmina na morte de John, com Logan retornando à sua reclusão na floresta.
À primeira vista, *Wolverine: The End* pode parecer uma história “básica” do Wolverine: seu passado misterioso voltando para assombrá-lo, culminando em mais uma morte de alguém próximo. Na época, isso jogou contra a série. Os fãs queriam algo mais “revolucionário” para um “final”, e a HQ acabou meio que desaparecendo do radar. Contudo, ao reler esses seis volumes hoje, a gente percebe que é, basicamente, a história perfeita do Wolverine. Jenkins pegou os elementos que ele mesmo estabeleceu em *Origin*, os inseriu na fórmula clássica do personagem e criou algo que funciona de um jeito que ninguém esperava. Adicione a isso a arte matadora de Castinelli, que captura a melancolia e a fúria de Logan de forma sublime, e temos uma história que merece estar entre as melhores do Carcaju.
E o legado? Ah, ele é maior do que muitos imaginam! Embora John Howlett tenha partido, a história introduziu ideias que os fãs veriam novamente em um dos vilões mais perigosos de Wolverine: Romulus. Assim como John, Romulus possuía os mesmos poderes de Logan, uma ligação profunda com ele, e o observou por décadas, manipulando os eventos de sua vida. O design de Romulus, inclusive, é estranhamente similar ao de John. É curioso que não tenham simplesmente usado John, mas isso mostra o quão bem essa história capturou a essência de um “final” para o melhor no que ele faz. É quase como se John Howlett fosse um “protótipo” para Romulus, uma ideia tão boa que precisou ser reciclada e expandida.
Eu li *Wolverine: The End* quando saiu e, como disse, achei “ok”. Pareceu um pouco genérica na época, sem muito impacto ou algo realmente novo sobre o Carcaju. Mas, ao reler, percebi o quão incrível ela realmente é. Não é a primeira história do tipo, mas a forma como ela utiliza os tropos do mutante baixinho e rabugento é impecável. Jenkins infunde a narrativa com um equilíbrio perfeito de emoção, capturando um Logan mais velho, sua solidão e seu desejo por pertencimento de uma maneira belíssima. John Howlett se revela um vilão perfeito para seu irmão mais novo; tão bom, que os escritores basicamente criaram uma nova versão dele mais tarde. É uma obra-prima atemporal.
*Wolverine: The End* não reinventou a roda, e não fez exatamente o que muitos fãs esperavam. A conexão direta com *Origin* pegou muita gente de surpresa, e isso, talvez, a prejudicou. Mas as histórias “The End” nunca tiveram o objetivo de serem grandes redefinições de personagem, e sim de contar a última grande história de seus respectivos heróis. *Wolverine: The End* faz isso com maestria, entregando aos leitores um desfecho que só Logan poderia ter: o imortal quebrado aprendendo que seu passado não era um mundo idílico, mas uma dor a ser deixada para trás. É fenomenal, e se você nunca leu, deve a si mesmo a experiência de caçá-la.
E você, já leu *Wolverine: The End*? Qual sua opinião sobre essa joia esquecida? Deixe seu comentário e vamos conversar sobre essa saga incrível!