Preparem os lencinhos, otakus de plantão! “Totto-Chan: A Menina na Janela” chegou aos cinemas brasileiros no dia 9 de outubro, e já adianto: é uma montanha-russa de emoções. Baseado no livro autobiográfico da atriz e escritora japonesa Tetsuko Kuroyanagi, o filme nos transporta para a infância da autora durante a Segunda Guerra Mundial. Confesso que a história me lembrou um pouco “O Túmulo dos Vagalumes”, mas com uma dose extra de esperança e a perspectiva única de uma criança. E, para quem não sabe, Tetsuko Kuroyanagi foi uma figura importantíssima como embaixadora da Boa Vontade da UNICEF, defendendo os direitos das crianças ao redor do mundo. Uma verdadeira inspiração!
Uma Infância Atípica e Cheia de Aventuras
A animação começa de forma leve e divertida, mostrando a pequena Tetsuko aprontando na escola. Quem nunca se sentiu um pouco “fora da caixa”? A garotinha, cheia de energia e curiosidade, acaba sendo transferida para a Tomoe Gakuen, uma escola super original com salas de aula em vagões de trem! Lá, o diretor Sosaku Kobayashi (um cara pra lá de excêntrico, diga-se de passagem) usa o momento da refeição como aprendizado, e Tetsuko ganha o apelido carinhoso de Totto-Chan. Confesso que fiquei com vontade de estudar nessa escola! Me lembrou um pouco a vibe de “A Creche do Papai”, mas com um toque japonês e muito mais sensibilidade.
Amizades Que Transformam
É na Tomoe Gakuen que Totto-Chan conhece Yasuaki, um garoto com poliomielite. A relação dos dois é um dos pontos altos do filme, mostrando como a amizade pode superar as diferenças e nos ensinar importantes lições sobre empatia e inclusão. Preparem-se para se emocionar! A forma como a inocência de Totto-Chan lida com a condição de Yasuaki é pura e genuína, algo que vemos pouco hoje em dia.
A Guerra Vista Pelos Olhos de Uma Criança
Aos poucos, a animação vai ganhando tons mais sombrios, com a aproximação da guerra. Vemos o impacto do conflito na vida de Totto-Chan e de sua família, mas sempre sob a perspectiva de uma criança. A inocência da infância contrastando com a dureza da realidade é um recurso narrativo poderoso, que nos faz refletir sobre os horrores da guerra e a importância de preservar a paz. A forma como o filme aborda a visão japonesa da guerra e suas motivações é sutil, mas impactante.
Um Final Melancólico e Cheio de Esperança
O final do filme é agridoce. Vemos Totto-Chan amadurecendo e enfrentando as dificuldades da vida, mas com a esperança de um futuro melhor. Confesso que senti falta de um epílogo mostrando o que aconteceu com Tetsuko Kuroyanagi depois da guerra. Afinal, ela se tornou uma figura tão importante! Mas, de certa forma, o final em aberto nos convida a pesquisar mais sobre a vida da autora e a nos inspirar em sua trajetória.
Vale a Pena Assistir?
Com certeza! “Totto-Chan: A Menina na Janela” é um anime sensível, emocionante e inspirador, que nos faz refletir sobre a importância da infância, da amizade e da paz. Recomendo para quem curte animações com a pegada do Studio Ghibli e histórias que tocam o coração. Só preparem os lencinhos, porque as lágrimas são inevitáveis!
Nota: 9/10