Supergirl sempre foi uma personagem com potencial gigante, mas a DC Comics penou para encontrar a fórmula certa. Tentativas e mais tentativas, algumas ousadas, outras nem tanto, mas sempre faltando algo. Até agora! Com o novo DCU e a revitalização do Superman, Kara Zor-El finalmente encontrou seu lugar ao sol, misturando o charme do passado com a modernidade que os fãs tanto queriam. Será que a espera valeu a pena? Para mim, valeu cada gibi!
A Herança Bizarra da Era de Prata de Supergirl
A história da DC é cheia de momentos bizarros, e a Supergirl é um dos mais curiosos. Criada em 1959, no auge da Era de Prata, ela meio que deve sua existência à Mary Marvel, a popular sidekick da Família Marvel. Ambas foram criadas por Otto Binder, que chegou à DC depois que a editora venceu a Fawcett Publications nos tribunais. Os anos 50 eram uma época diferente, especialmente para mídia voltada para garotos e garotas. Supergirl foi feita para o público feminino, e suas histórias eram bem diferentes das do Superman.
Supergirl tinha os mesmos dilemas do Superman – esconder a identidade, fazer o bem e lidar com a vida na Terra –, mas com um toque especial: aprender a conviver com o primo famoso e seus novos pais adotivos. E quem pode esquecer de Cometa, o Supercavalo que era um centauro apaixonado por ela e que, às vezes, virava humano? É essa bizarrice que define a Supergirl! As histórias não eram para ser como as do Superman, eram para ser malucas e estranhas, com vilões como Satan Girl e Nasthalthia Luthor e as confusões que os nerds mais velhos achavam que as adolescentes aprontavam.
As Muitas Faces de Kara: Do Fracasso ao Sucesso
A DC tentou trazer Supergirl de volta várias vezes, com resultados mistos. Teve a versão Matrix, uma metamorfa que assumia a forma de uma Supergirl alternativa e estrelou várias revistas próprias. Essa fase, escrita pelo saudoso Peter David, explorou os cantos mais estranhos da personagem, misturando a bizarrice da Supergirl clássica com uma narrativa mais moderna. Durou 81 edições! Depois, trouxeram Kara Zor-El de volta nos anos 2000, mas, em vez de apostar no lado peculiar, focaram em uma vibe “estrela pop”. Era “moderno”, mas trocou o charme pelo apelo sexual. A revista durou 70 edições, mas ninguém fala dela com carinho.
A Supergirl do Novos 52 abandonou o charme de vez para torná-la mais “realista”. Essa é a versão menos querida da personagem, e a DC tentou consertá-la com uma série do Renascimento, que tentou ser moderna, mas não encontrou o tom certo. “Supergirl: A Mulher do Amanhã” foi mais madura, mas manteve a estranheza da Era de Prata. E agora, a nova série encontrou o equilíbrio perfeito, com Lena Luthor e Lesla Lar se juntando a Kara em aventuras malucas contra Satan Girl e Nightflame, apresentando uma nova Legião de Super-Pets e misturando a Era de Prata com quadrinhos YA modernos. Uma fórmula que finalmente deu certo!
A Mistura Perfeita: Por Que Supergirl Funciona Agora?
A DC errou feio com a Supergirl várias vezes porque a afastou demais da bizarrice que a definiu por tanto tempo. A Matrix Supergirl era esquecível até Peter David deixá-la estranha de novo. A série dos anos 2000 era sobre uma adolescente fofa e moderna, sem nada memorável. A versão dos Novos 52 era terrível, e a do Renascimento tentou modernizar demais as histórias, falhando miseravelmente.
“Supergirl: A Mulher do Amanhã” é talvez a mais madura das histórias da Supergirl, mas também a mais insana, levando-a para planetas estranhos e explorando os aspectos mais bizarros da personagem. Isso abriu caminho para a série atual de Sophie Campbell, que mistura uma sensibilidade moderna com as maluquices da Era de Prata que conquistaram os fãs. É real e fantástico ao mesmo tempo, acertando em cheio o ponto ideal da Supergirl.
E você, o que achou? Deixe seu comentário e participe da conversa! Será que essa nova fase da Supergirl vai durar? Quais outras personagens da DC merecem uma repaginada como essa?