A Marvel não anda nos seus melhores dias, convenhamos. O fim do Universo Ultimate deixou muitos fãs órfãos, e, tirando algumas pérolas como o Capitão América de Zdarsky e a saga Immortal Thor de Al Ewing, a Casa das Ideias parece estar patinando. Mas nem tudo está perdido! Uma luz brilha desde 2022, e ela emana daquela que é conhecida como a Primeira Família da Marvel: o Quarteto Fantástico.
O Retorno Triunfal do Quarteto Fantástico
Desde que o escritor Ryan North assumiu o título do Quarteto Fantástico em 2022, a equipe tem entregado o melhor trabalho em equipe da Marvel. E olha que eu sou fã incondicional de Uncanny X-Men da Gail Simone, mas, convenhamos, os X-Men estão numa fase sombria. O Quarteto tem carregado o peso do Universo Marvel nas costas, liderando a mais recente saga da editora, One World Under Doom. O sucesso do Quarteto Fantástico é a melhor coisa que poderia estar acontecendo com a Marvel, e a empresa tem muito a aprender com isso.
Das Cinzas à Glória: A História do Quarteto
Lá nos primórdios, a DC Comics uniu seus maiores heróis na Liga da Justiça. Super-heróis estavam em alta, e Martin Goodman decidiu que era hora da Marvel voltar a publicar quadrinhos de super-heróis após anos de monstros, ficção científica e romance. Stan Lee e Jack Kirby foram incumbidos da missão, e, inspirados em Challengers of the Unknown (uma equipe de cientistas da DC co-criada por Kirby), criaram o Quarteto Fantástico. A equipe se tornou um sucesso estrondoso e abriu as portas para o sucesso da Marvel.
A Dinâmica Familiar e a Ficção Científica de Ryan North
As histórias do Quarteto Fantástico devem ser uma mistura perfeita de ficção científica, dinâmicas familiares e super-heróis, e Ryan North acertou em cheio! É difícil lembrar de alguém que tenha escrito a equipe tão bem quanto ele (talvez Hickman chegue perto). Ele entende como misturar ficção científica com as relações familiares, e manda muito bem nos personagens (vide o arco do Tocha Humana se apaixonando pela mulher mais alienígena de todas). Ele sabe como tornar a equipe atraente, algo que muitos escritores lutam para fazer, e consegue pegar as ideias antigas do grupo e renová-las.
Marvel Perdida: O Que Aconteceu com os Heróis?
A Marvel tem muitos problemas atualmente, e um deles é a forma como perdeu a direção de alguns de seus melhores personagens e equipes. Os Vingadores não funcionam mais, o Homem-Aranha foi forçado a voltar à concepção dos anos 70, os X-Men estão presos na escuridão constante e o Hulk virou pura demonstração de força para fãs que preferem discutir sobre Hulk socando dimensões do que o drama psicológico que tornou o personagem incrível. Eles se perderam em nome de “proteger” os personagens. Mas o Quarteto Fantástico de North parece old school ao mesmo tempo em que abre novos caminhos, e é disso que a Marvel precisa.
A Essência do Quarteto: O Que a Marvel Deve Aprender
O Quarteto Fantástico tem altos e baixos há décadas, mas há uma coisa que as pessoas frequentemente esquecem: sem a equipe, não haveria Universo Marvel. Ryan North conseguiu encontrar o ponto ideal da Primeira Família, e valeu a pena. Ele consegue usar o núcleo da equipe da melhor forma possível, mas não parece que está fazendo uma pastiche de Lee/Kirby ou Byrne ou Hickman, como muitos criadores fizeram ao longo dos anos. Ele está fazendo seu próprio Quarteto Fantástico, e é perfeito.
Usar o Passado Sem Repeti-lo: O Caminho Para o Futuro
Há essa ideia de que a Marvel gosta de manter personagens ou equipes estáticos para protegê-los e mantê-los frescos para novos leitores. No entanto, para a grande maioria dos personagens, eles não estão fazendo isso. O Quarteto Fantástico está. A fase de North parece como a equipe deveria ser, sem trilhar o mesmo terreno de sempre. Há histórias do Destino, mas não é o mesmo Destino de sempre. Há Galactus, mas não é o que você espera. É isso que o livro faz, e é isso que a Marvel precisa fazer. Use o passado, não o imponha, e crie um novo futuro.
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