PS1: Os 5 Jogos Subestimados Que Merecem Uma Segunda Chance (E Você Nem Sabia!)
- abril 5, 2026
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Ah, o PlayStation 1! Para muitos de nós, ele não foi apenas um console, mas um portal para mundos incríveis, o berço de franquias lendárias e o ponto
Ah, o PlayStation 1! Para muitos de nós, ele não foi apenas um console, mas um portal para mundos incríveis, o berço de franquias lendárias e o ponto
Ah, o PlayStation 1! Para muitos de nós, ele não foi apenas um console, mas um portal para mundos incríveis, o berço de franquias lendárias e o ponto de partida para a revolução 3D nos games. A Sony entrou na guerra dos consoles com o pé na porta, e o PS1 não só aniquilou a concorrência, como construiu uma base sólida para a indústria. Com mais de 4.000 títulos lançados ao longo de sua vida útil, é natural que, em meio a tantos clássicos incontestáveis, algumas joias tenham passado despercebidas. Mas para nós, da InnovaGeek, caçar esses tesouros escondidos é quase um esporte! Mergulhamos nos arquivos empoeirados da memória para resgatar cinco obras-primas que, por diversos motivos, não tiveram o reconhecimento que mereciam na época. Prepare-se para uma viagem no tempo e, quem sabe, para adicionar alguns títulos à sua lista de “jogar urgentemente”!
Image courtesy of Square Electronic Arts
Se você é fã de RPGs, especialmente os da era de ouro da Square (hoje Square Enix), *Vagrant Story* é um nome que, com sorte, você já ouviu falar. Lançado em 2000, este Action RPG é uma experiência tão única e intrigante que me pergunto como ele não virou um *Final Fantasy* da vida. Diferente da maioria dos RPGs da época, esqueça as cidades cheias de NPCs, as lojinhas para comprar itens genéricos e as conversas fiadas. *Vagrant Story* joga você direto em um labirinto sombrio e foca na modificação e criação de armas, resolução de puzzles complexos e uma estratégia de combate profunda que exige mais do que apertar botões. Os gráficos eram de cair o queixo para a época, e a história, ambientada em Ivalice (o mesmo universo de *Final Fantasy Tactics* e *FFXII*), é densa e imersiva. Infelizmente, foi lançado no mesmo ano de gigantes como *Chrono Cross* e *Final Fantasy IX*, que monopolizaram a atenção, relegando *Vagrant Story* ao status de cult. Mas acredite, ele é um jogo que se mantém incrivelmente bem e influenciou muitas mecânicas vistas em jogos mais recentes.
Image courtesy of Sony Computer Entertainment
Quando falamos em jogos de ritmo, pensamos em *Guitar Hero*, *DDR* ou, para os mais antigos, *PaRappa the Rapper*. Mas *Vib-Ribbon*, lançado no Japão em 1999, era de outro planeta! Originalmente, ele começou como um projeto de publicidade para a Mercedes-Benz, o que já diz muito sobre sua excentricidade. A grande sacada? Uma vez que o jogo era carregado, você podia tirar o CD do console e colocar *qualquer* CD de áudio que tivesse em casa. O jogo então criava uma fase única, com obstáculos e desafios gerados proceduralmente com base nas batidas e na melodia da música escolhida, tudo isso com um visual minimalista e angular protagonizado pelo coelho Vibri. É tão bizarro quanto genial e divertido! Infelizmente, sua exclusividade no mercado japonês fez com que a maioria do mundo ocidental nunca sequer soubesse de sua existência. É um exemplo perfeito de criatividade nipônica que expandiu os limites do que um jogo poderia ser, um precursor do conteúdo gerado pelo usuário.
Image courtesy of Sony Computer Entertainment
Os jogos de plataforma foram um dos gêneros que mais se transformaram na transição para o 3D, e *Jumping Flash!*, de 1995, foi um marco importantíssimo. Ele é frequentemente creditado como um dos primeiros jogos de plataforma verdadeiramente 3D em primeira pessoa, e sua inovação pavimentou o caminho para muitos clássicos que viriam. Você controla Robbit, um coelho robótico, e o pulo é a mecânica central, com uma visão que te permitia ver o chão abaixo, algo revolucionário na época. O jogo ganhou uma sequência e foi bem recebido pela crítica, mas o avanço tecnológico era tão rápido que *Jumping Flash!* foi rapidamente ofuscado pelos próprios jogos que inspirou, como *Super Mario 64*, que refinou a fórmula. É uma pena, pois ele merecia mais tempo nos holofotes por sua ousadia e por ser um verdadeiro pioneiro.
Image courtesy of Sony Computer Entertainment
A franquia *Ghost in the Shell* é um titã da ficção científica, com filmes, séries e mangás que moldaram gerações. E acredite, o jogo de PS1 de 1997 é uma adaptação que faz jus ao nome! Este shooter em terceira pessoa se inspira no filme anime de 1995, inclusive usando o mesmo elenco de dublagem (em japonês), mas com uma história totalmente original. Você pilota um “Fuchikoma” (um tanque aranha) e a jogabilidade é fluida, os ambientes são bem desenhados e a atmosfera cyberpunk é palpável. Para mim, é facilmente uma das melhores adaptações de anime e mangá para videogames de todos os tempos. O problema? Nos anos 90, o interesse por anime na América do Norte (e consequentemente, no Brasil) não era nem um décimo do que é hoje. Se este jogo fosse lançado hoje, com a popularidade global de *Ghost in the Shell* e o público gamer atual, ele seria um sucesso estrondoso. É um clássico subestimado que, para os fãs da Major Motoko Kusanagi, é item obrigatório.
Image courtesy of Electronic Arts
Nos anos 90, era impossível ir a uma locadora ou loja de games e não encontrar algum jogo de mechs. De *Armored Core* a *MechWarrior*, robôs gigantes eram a febre, e o PS1 tinha sua cota. Um dos mais brilhantes, mas esquecidos, é *Future Cop: LAPD*, de 1998. Aqui, você assume o controle do X1-Alpha, um mech policial que pode se transformar em um veículo de perseguição hovercraft super veloz ou em um imponente robô de combate. Essa mecânica de transformação introduziu uma variedade de estilos de jogo em um único título, e a crítica da época elogiou muito seu design inovador e seu modo cooperativo. Poucos jogadores hoje conhecem sua existência, mas *Future Cop: LAPD* é uma joia esquecida que grita por um remake moderno! Com a onda de remasters e remakes que estamos vendo, este seria um candidato perfeito para mostrar às novas gerações o quão criativos os jogos do PS1 podiam ser.
O PlayStation 1 tem um legado que nunca morrerá, e a beleza é que sempre há algo novo (ou antigo!) para descobrir. Espero que esta lista tenha acendido uma chama de curiosidade em você para revisitar (ou conhecer pela primeira vez) esses clássicos esquecidos. Qual o seu jogo subestimado favorito do PS1? Deixe seu comentário abaixo e vamos continuar essa conversa geek!