Prepare-se para embarcar em uma aventura pré-histórica como você nunca viu! Primal Planet, um jogo indie no estilo Metroidvania, está dando o que falar. Desenvolvido por uma única pessoa, Albert, também conhecido como Seethingswarm, este game te transporta para um mundo onde dinossauros e ficção científica se encontram. Controlamos um Neandertal em busca de sua família perdida, mas essa jornada se revela muito mais complexa e cheia de surpresas. Será que vale a pena se aventurar nesse mundo pixelizado? Vem comigo que eu te conto!
Um Metroidvania com Sabor de Idade da Pedra
Se você é fã de Metroidvania, prepare-se para uma experiência única! Primal Planet pega a fórmula clássica de exploração e progressão, mas a tempera com uma ambientação pré-histórica totalmente original. Controlamos um Neandertal que, após um encontro nada amigável com um T-Rex, se vê separado de sua família. A partir daí, embarcamos em uma jornada para reencontrá-los, explorando cenários exuberantes e enfrentando perigosos dinossauros.
É como se Castlevania Symphony of the Night encontrasse Jurassic Park! A progressão no jogo é bem interessante, com novas habilidades sendo desbloqueadas ao longo da aventura, o que garante uma boa variedade de gameplay.
Silêncio é Ouro: A Narrativa Visual de Primal Planet
Uma das coisas que mais me chamou a atenção em Primal Planet é a ausência de diálogos. A narrativa é toda construída através das animações e do visual do jogo. E que visual! O pixel art é simplesmente incrível, com cenários ricamente detalhados, personagens carismáticos e dinossauros que parecem ter saído de um documentário da National Geographic.
Essa abordagem minimalista me lembrou um pouco de jogos como “Another World” ou “Inside”, onde a atmosfera e a linguagem visual são as principais ferramentas para contar a história. E devo dizer que funciona muito bem! A expressividade dos personagens e a beleza dos cenários são suficientes para nos envolver na trama e nos fazer sentir cada emoção da jornada do protagonista.
Jogabilidade Inteligente e Desafios na Medida Certa
A jogabilidade de Primal Planet é simples, mas eficiente. O jogo te ensina o básico logo de cara, com um tutorial que te mostra como agachar, arremessar lanças e até usar carne para distrair os dinossauros (sim, é sério!). Além disso, o jogo conta com elementos de stealth, o que te obriga a ser cauteloso ao se aproximar de alguns predadores mais… digamos, “famintos”.
O sistema de chaves também é um ponto interessante, te incentivando a explorar cada canto do mapa em busca de itens que te permitam avançar na história. No geral, o jogo oferece um bom nível de desafio, sem ser frustrante demais. É aquele tipo de jogo que te faz sentir recompensado a cada obstáculo superado.
Cooperação Pré-Histórica: Jogue com um Amigo!
E como se não bastasse, Primal Planet ainda oferece um modo cooperativo! Um segundo jogador pode controlar Sino, o pequeno dinossauro companheiro do nosso Neandertal. Confesso que não tive a oportunidade de testar esse modo, mas a ideia de explorar esse mundo com um amigo parece bem divertida.
Imagino que a dinâmica entre os dois personagens adicione uma camada extra de estratégia ao jogo, com cada um tendo habilidades e funções específicas. Definitivamente, é um ponto que me deixou curioso para experimentar!
Veredito Final: Vale a Pena a Viagem no Tempo?
Primal Planet é um jogo indie charmoso e original, que certamente vai agradar aos fãs de Metroidvania e de jogos com visual retrô. A ambientação pré-histórica é um acerto, e a ausência de diálogos contribui para a imersão na história. A jogabilidade é simples, mas eficiente, e o nível de desafio é equilibrado.
Minha única ressalva é o preço: R$ 60 na Steam me parece um pouco salgado para um jogo indie. Mas se você encontrar em promoção, não hesite em dar uma chance!
**Nota: 8/10**
Primal Planet está disponível para PlayStation 5 e 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC (via Steam).