Preparem suas Pokébolas, treinadores! A Game Freak prometeu e, pelo visto, entregou: Pokémon Legends Z-A chegou para sacudir a franquia com um sistema de combate repaginado e uma trama que promete nos levar a fundo em Lumiose City. Joguei por horas a fio e trago aqui minhas impressões sobre essa nova aventura. Será que a nostalgia e a inovação conseguem andar juntas? Vem comigo que eu te conto tudo!
Lumiose City: Uma Paris Pokémon?
A história nos leva para Lumiose City, inspirada na charmosa Paris, onde um ambicioso projeto de revitalização busca harmonizar a vida entre humanos e Pokémon. Logo de cara, somos presenteados com um parceiro inicial – Chikorita, Tepig ou Totodile – e embarcamos em uma jornada como treinadores. A hospedagem no misterioso Hotel Z nos apresenta a personagens como Urbain ou Taunie (dependendo da sua escolha de visual) e o enigmático AZ, um sujeito que alega ter TRÊS MIL ANOS! (Será que ele é parente do Ash?).
O enredo ganha um tempero extra com o surgimento da Rogue Mega Evolution, um fenômeno que faz com que Pokémon selvagens Mega Evoluam espontaneamente e causem o caos. Nossa missão, ao lado do grupo Team MZ, é desvendar esses eventos e restaurar a ordem na cidade. Confesso que a premissa me lembrou um pouco de “Pokémon: Detetive Pikachu”, com essa vibe investigativa e urbana.
A narrativa tem potencial, mas a ausência de dublagem é um pecado! As cutscenes, que poderiam ser épicas, perdem um pouco do impacto sem as vozes dos personagens. Em pleno 2024, com jogos AAA investindo pesado em dublagem, é difícil entender essa decisão da Game Freak. Mesmo assim, o final entrega momentos emocionantes que, com vozes, seriam de arrancar lágrimas.
Gráficos: Um Amor e Ódio em Pixel
Visualmente, Pokémon Legends Z-A é uma montanha-russa. A direção de arte é um show, com Pokémon e personagens super bem modelados. Mas, preparem-se: as fachadas dos prédios de Lumiose City decepcionam. A inspiração em Paris é clara, mas muitas construções são apenas texturas 2D, sem profundidade. Para quem, como eu, adora explorar cada cantinho do mapa, essa falta de detalhe quebra um pouco a imersão.
Apesar disso, o mundo é vibrante e cheio de vida. As Wild Zones (Zonas Selvagens) são um sucesso, com Pokémon variados que mudam conforme a hora do dia e a área. Isso incentiva a exploração constante, o que é ótimo! As missões secundárias, no início, são divertidas, mas logo se tornam repetitivas e não adicionam muito à trama principal. Uma pena, pois poderiam ter explorado mais o universo do jogo.
Combate em Tempo Real: A Revolução Pokémon que Ninguém Sabia que Precisava
Preparem-se para a maior mudança em anos: o sistema de combate! Pokémon Legends Z-A abandona os turnos tradicionais e adota um formato em tempo real, com treinador e Pokémon se movendo livremente pelo cenário. No começo, confesso que fiquei meio cético – afinal, o sistema de turnos é a alma da franquia. Mas, depois de algumas horas, me rendi: a mudança trouxe um frescor incrível!
Cada Pokémon tem quatro habilidades mapeadas nos botões X, Y, A e B, cada uma com um tempo de recarga. Isso exige estratégia e raciocínio rápido, sem deixar de lado o planejamento tático. As habilidades têm tempos de execução, áreas de alcance e efeitos de status diferentes, o que torna as batalhas dinâmicas e imprevisíveis. É como se “Pokémon” tivesse se encontrado com “Monster Hunter” em um ringue!
Durante as lutas, podemos trocar de Pokémon a qualquer momento, mas com um breve tempo de carregamento para evitar abusos. O espaço de movimentação é mais limitado do que em “Pokémon Legends: Arceus”, o que nos torna alvos mais fáceis. Isso exige reflexos rápidos, leitura dos padrões de ataque dos inimigos e muita estratégia.
À noite, as Battle Zones (Zonas de Batalha) entram em cena. Nelas, enfrentamos sequências de oponentes e ganhamos tickets de batalha, essenciais para participar dos combates ranqueados. Podemos atacar de surpresa para ter vantagem e ganhar mais recompensas ao cumprir objetivos específicos. Sem dúvidas, o combate é o ponto alto do jogo e representa o maior passo da série em anos para se reinventar.
Mega Evoluções: O Retorno Triunfal!
As Mega Evoluções estão de volta e são cruciais em Pokémon Legends Z-A! Podemos obtê-las ao longo da aventura e usá-las em batalhas normais e desafiadoras. Nem todos os designs me agradaram (Mega Gengar, estamos falando de você!), mas é inegável que elas trazem emoção e desafio às lutas.
O sistema funciona com uma barra especial que se enche durante o combate. Quando atinge o máximo, o Pokémon pode Mega Evoluir temporariamente e, quando a barra se esvazia, volta à forma normal. Esse recurso cria momentos intensos e estratégicos, principalmente contra treinadores fortes ou Pokémon em estado de Rogue Mega Evolution.
O Que Te Espera Depois dos Créditos?
Após os créditos, Pokémon Legends Z-A guarda um conteúdo generoso. O pós-jogo traz novas missões, eventos e desafios que expandem a experiência de forma interessante. Sem spoilers, posso adiantar que há algumas surpresas que valem a pena. Preparem-se para gastar mais algumas dezenas de horas explorando Lumiose City!
Veredito Final: Vale a Pena Embarcar na Aventura?
Pokémon Legends Z-A é um divisor de águas para a franquia. A Game Freak ousou e entregou um sistema de combate dinâmico, divertido e estratégico, acompanhado de uma história cativante e visualmente marcante. A falta de dublagem é uma falha grave, e os problemas visuais em Lumiose City mostram que ainda há espaço para melhorias.
E não posso deixar de mencionar a ausência de localização em português brasileiro. É triste ver que, mesmo em um jogo desse porte, a franquia ignora uma base enorme de fãs no Brasil. A falta de legendas em português afeta a experiência de muitos jogadores que não dominam o inglês e dificulta a imersão em uma história tão bem construída.
Mesmo com esses tropeços, a jornada em Lumiose é vibrante, envolvente e cheia de momentos memoráveis. Pokémon Legends Z-A mostra que a franquia ainda tem muito a evoluir, e essa evolução está apenas começando.
**Nota: 8/10**
Pokémon Legends: Z-A está disponível para Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.