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O Motivo Chocante por Trás do Cancelamento de BeFri, a Animação da Pixar Quase Pronta

  • abril 11, 2026
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Gente, preparem-se para uma notícia que me deixou de queixo caído, e tenho certeza que vai abalar vocês também! A Pixar, o estúdio que nos deu clássicos como

O Motivo Chocante por Trás do Cancelamento de BeFri, a Animação da Pixar Quase Pronta

Gente, preparem-se para uma notícia que me deixou de queixo caído, e tenho certeza que vai abalar vocês também! A Pixar, o estúdio que nos deu clássicos como *Toy Story*, *Divertida Mente* e *Viva – A Vida é Uma Festa*, cancelou uma animação que já estava praticamente pronta: *BeFri*. Sim, vocês leram certo! Um projeto que envolveu 50 pessoas por três anos, com um conceito que parecia incrível, foi simplesmente arquivado no final de 2023. E o pior: os motivos que vieram à tona, revelados por ex-funcionários ao THR, são de deixar qualquer fã de cultura pop com um nó na garganta.

BeFri: A Animação que Nunca Veremos

Vamos ser sinceros, a gente adora uma boa história de bastidores, mas essa é daquelas que dói. *BeFri* era a criação da talentosíssima Kristen Lester, diretora do curta-metragem *Purl* (se você não viu, corre pra ver, é genial!). A ideia para o longa era super original e pessoal, inspirada na experiência de Lester com uma amizade adolescente que se desfez. A trama seguiria duas melhores amigas que se afastam, mas são reunidas quando descobrem que seu programa de TV favorito – no estilo *Sailor Moon* (já imaginou o potencial visual e narrativo?!) – é real, e elas precisam embarcar em uma jornada interdimensional para salvar a humanidade. Sério, só de ler essa sinopse já me bate uma vontade gigante de assistir! Um *Sailor Moon* da Pixar? Eu estaria na primeira fila!

O Calvário Criativo e a Intervenção da Disney

Segundo um ex-funcionário que trabalhou na produção, *BeFri* passou por *quatro* iterações, ou seja, foi reescrito e reestruturado várias vezes após as rodadas de feedback da alta direção. Para quem não sabe, a Pixar tem um processo de “Braintrust” que é lendário, onde os diretores se reúnem para dar feedback construtivo. É um processo intenso, mas que geralmente resulta em filmes brilhantes. O filme estava pronto para a fase de animação, o que significa que o roteiro, o design dos personagens e a história estavam praticamente fechados! E então, a Disney optou pelo cancelamento. Um ex-funcionário lembra que, após o que seria o “Braintrust 3”, a Disney pediu uma reformulação completa. É como se você estivesse correndo uma maratona, visse a linha de chegada, e alguém te mandasse voltar para o início.

A Polêmica da Representação Feminina e o “Efeito Lightyear”

E aqui chegamos ao ponto mais delicado e, para mim, mais frustrante dessa história. Outra ex-funcionária, que ouviu os relatos da reunião de feedback da Disney, ficou chocada com a versão final de *BeFri*. Ela descreveu o projeto como estando “no nível de *Divertida Mente*”. Pensem bem: *Divertida Mente* é um dos maiores sucessos críticos e de público da Pixar, um Oscar de Melhor Animação. Ter um projeto comparado a ele e ainda assim ser rejeitado é… inexplicável, a menos que haja algo mais.

E o “algo mais” veio: “Não entendo por que eles rejeitaram o projeto, mas a cada rodada de sugestões, a Disney simplesmente não achava que os meninos se veriam representados no filme. Basicamente, os representantes da Disney diziam: Não podemos ter um filme com protagonistas femininas fortes.”

Essa frase me pegou de jeito. Em pleno 2024, com o sucesso de filmes como *Barbie* e a crescente demanda por representatividade, ouvir que uma empresa do porte da Disney/Pixar estaria com receio de “protagonistas femininas fortes” é um retrocesso gigante. O cancelamento de *BeFri* ocorreu no final de 2023, meses depois do fracasso de bilheteria de *Lightyear* – que, aliás, foi envolto em polêmica por uma cena de beijo entre duas personagens do mesmo sexo. Nessa mesma época, houve relatos de que a equipe de *Elio*, outra animação da Pixar, teria removido a caracterização queer do personagem. Parece que o estúdio está pisando em ovos, com medo de desagradar uma parcela do público após o desempenho de *Lightyear*.

O Futuro da Pixar: Medo de Inovar?

É um cenário preocupante para a Pixar, um estúdio que sempre foi sinônimo de inovação e histórias originais. Os únicos filmes com protagonistas femininas do estúdio nesta década foram *Red: Crescer é uma Fera* (que foi um sucesso no streaming, mas também gerou alguns debates) e a aguardadíssima sequência *Divertida Mente 2*. O que isso nos diz? Que talvez a aposta em histórias originais com lideranças femininas fortes esteja sendo vista como um risco maior do que deveria, ou pior, como um problema.

Como fã, fico pensando no que perdemos. Uma história sobre amizade, jornada interdimensional e inspiração em *Sailor Moon*? Isso tinha tudo para ser um novo clássico, um filme que falaria diretamente com a nossa geração e com as futuras. É triste ver que, em nome de uma suposta “segurança” de bilheteria, a criatividade e a representatividade podem estar sendo sacrificadas. A Pixar sempre nos ensinou a sonhar e a ver o mundo de novas formas. Espero que essa mentalidade não se perca, e que, em breve, possamos ver mais histórias originais e corajosas, com protagonistas de todos os tipos, nos cinemas. *BeFri* será lembrado como um lembrete do que poderia ter sido.

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