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O Fim de um Romance Icônico? DC Explica Separação de Hera Venenosa e Arlequina e Gera Polêmica Entre Fãs

  • abril 2, 2026
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Preparem-se, fãs de Harlivy, porque a DC Comics finalmente abriu o jogo sobre a separação de Hera Venenosa e Arlequina, e a revelação… bem, não está agradando a

O Fim de um Romance Icônico? DC Explica Separação de Hera Venenosa e Arlequina e Gera Polêmica Entre Fãs

Preparem-se, fãs de Harlivy, porque a DC Comics finalmente abriu o jogo sobre a separação de Hera Venenosa e Arlequina, e a revelação… bem, não está agradando a muita gente. Depois de um mês de especulações e corações partidos, a editora nos trouxe o pano de fundo para o término de um dos casais mais queridos e representativos dos quadrinhos, justo em um momento de grandes mudanças para o universo DC, com a “Next Level era” prometendo chacoalhar tudo. E, honestamente, como fã, estou com sentimentos mistos sobre o que nos foi apresentado.

Gotham Tem Uma Nova Prefeita… E Um Coração Partido

O universo DC está em plena efervescência pós-DC K.O., com reviravoltas que deixariam qualquer um de queixo caído. Aquaman foi parar no espaço, Superboy-Prime virou protetor de Metrópolis (quem diria!), e no meio de tudo isso, Hera Venenosa fez o impensável: ela se tornou a prefeita de Gotham City! Sim, vocês leram certo. Pamela Isley, a ecoterrorista que amamos, agora ocupa o cargo máximo da cidade.

A trama que a levou a essa posição começou com ela e seus aliados sob a mira do comissário do GCPD, Vandal Savage. Para virar o jogo, Ivy decidiu se candidatar. E, após um salto temporal que a DC nos pediu para aceitar, ela conseguiu convencer o público e foi eleita. Mas essa ascensão ao poder veio com um custo altíssimo, revelado logo na primeira edição do novo arco: o fim do seu relacionamento com Arlequina. A notícia, como era de se esperar, abalou a comunidade de fãs. Agora, em *Poison Ivy #43*, a DC detalha o que realmente aconteceu, e, para ser bem sincera, a justificativa parece um tanto… frágil.

O Motivo Por Trás do Adeus: Aparências Acima do Amor?

A edição *Poison Ivy #43*, escrita por G. Willow Wilson, com arte de Jaime Infante e Arif Prianto, e letras de Hassan Otsmane-Elhaou, nos leva a um flashback durante o salto temporal, logo após a eleição de Ivy. A cena é dolorosa: Arlequina em lágrimas, sem conseguir entender a perspectiva de Pamela, temendo que o amor da sua vida não a ame mais. Ivy tenta assegurar que o amor ainda existe, o que só confunde Harley, que acredita que o amor deveria ser o único fator decisivo.

Contudo, para Ivy, as coisas mudaram. Com a prefeitura, ela tem “poder legítimo”, que, segundo ela, é a única forma de manter figuras como Vandal Savage longe de seus calcanhares. Arlequina, por sua vez, tentou se adaptar, agindo como uma “primeira-dama” exemplar, vestindo-se como Jackie O, mas Ivy insiste que não é o suficiente. Ela ressalta que o cargo não é mais importante que Harley, mas que ela *precisa* do trabalho e não pode permitir que nada o coloque em risco.

É nesse ponto que a ficha de Harley cai: ela é “errática” e “imprevisível” – ou, como ela mesma diz, “muito palhaça”. Ivy teme o tipo de comportamento que Harley poderia exibir em eventos televisionados, o que comprometeria sua imagem. Embora Ivy tente suavizar a dor, dizendo que não se envergonha de Harley e que valoriza tudo nela, suas palavras não encontram eco. Arlequina parte, deixando Pamela sozinha na prefeitura, remoendo a conversa por semanas.

Um Retorno Controverso e a Frustração dos Fãs

Olha, eu não sou contra conflitos em relacionamentos de quadrinhos. Histórias precisam de drama, e explorar como um cargo de alto estresse afeta um casal poderia ser super interessante. Mas a forma como isso foi feito aqui, para mim, cheira a uma tentativa de afastar a Arlequina rapidamente, com uma justificativa que mal se sustenta. Se a Ivy tivesse se tornado emocionalmente distante ou se o trabalho a fizesse negligenciar Harley, eu entenderia. Mas terminar por “aparências”? Isso soa como um clichê batido.

O salto temporal já foi uma aposta alta, pois a DC praticamente nos obriga a aceitar que Gotham elegeu Hera Venenosa. Mas se engolimos isso, por que não podemos acreditar que os eleitores (e a própria Ivy) aceitariam a Arlequina como ela é? Ela literalmente tem um ex-chefe do crime supervisionando a infraestrutura da cidade, e a preocupação é com Harley em um evento televisionado? Parece que a DC está subestimando a inteligência dos seus próprios personagens e leitores.

Essa não é a primeira vez que Harley e Ivy se separam, e a sensação de “retomar” um drama tão recente é um pouco frustrante. Em uma era onde a representatividade é tão importante e casais LGBTQIA+ ganham cada vezes mais destaque, quebrar um relacionamento tão icônico por um motivo tão superficial pode parecer um passo atrás. É como se a complexidade do amor e da individualidade de Harley fosse reduzida a um “problema de imagem”. Eu realmente espero que a DC corrija essa rota, ou que pelo menos aprofunde essa motivação, porque, do jeito que está, não me convenceu.

E vocês, o que acharam da justificativa da DC para o término de Hera Venenosa e Arlequina? Compartilhem suas opiniões nos comentários ou no nosso fórum da InnovaGeek!

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