Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection – A Aventura Fofa da Capcom que Quase Voa Alto!
- março 28, 2026
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Se você é como eu, um fã de carteirinha que respira cultura pop e vive cada lançamento, já deve ter percebido que a Capcom tem uma mina de
Se você é como eu, um fã de carteirinha que respira cultura pop e vive cada lançamento, já deve ter percebido que a Capcom tem uma mina de
Se você é como eu, um fã de carteirinha que respira cultura pop e vive cada lançamento, já deve ter percebido que a Capcom tem uma mina de ouro com Monster Hunter. Mas o que acontece quando a gigante resolve apostar em algo um pouco diferente, mais acessível e com uma pegada de RPG de turnos? Aí entra a franquia *Monster Hunter Stories*, que sempre buscou um caminho próprio, focado em narrativa e um público mais jovem. E olha, não tem problema nenhum nisso! É assim que novos Riders (e futuros Hunters!) são forjados, garantindo a próxima geração de fãs para os “AAAs” da marca. *Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection*, que aterrissou no começo do mês, volta com essa proposta, trazendo ideias brilhantes, mas, como um bom fã com olhar crítico, preciso dizer que também carrega algumas limitações que impedem o jogo de alcançar todo o seu potencial. Vamos mergulhar nessa jornada?
Aqui, a história nos coloca na pele de um protagonista sem identidade definida – que, claro, você molda ao seu gosto. A narrativa gira em torno de uma busca por respostas: quem somos e qual é o nosso papel nesse mundo misterioso? A premissa de autodescoberta é superinteressante e até traz um tom mais filosófico, algo que adoro em RPGs que me fazem pensar. No entanto, a execução, para mim, acabou sendo um pouco desproporcional. Senti falta de um impacto emocional mais profundo e um desenvolvimento que me prendesse de verdade. Não me entenda mal, os diálogos estão lá, são muitos, mas a sensação é que, no fim das contas, eles não têm o peso que poderiam. Para quem, como eu, curte narrativas imersivas tipo *Persona* ou até mesmo arcos dramáticos de animes shonen, a história de *Stories 3* fica um pouco aquém do que eu esperava. Um Rider, diferente de um Hunter que caça monstros, cria laços com eles, e essa conexão poderia ter sido mais explorada emocionalmente.
No quesito gameplay, *Stories 3* manda muito bem! O mapa é amplo, lindamente construído e cheio de biomas variados que te chamam para explorar cada cantinho. Dá para sentir uma inspiração clara em jogos como *Hollow Knight*, especialmente na estrutura do mapa e na progressão. E essa influência funciona maravilhosamente! A navegação é fluida e recompensadora para quem adora se perder e descobrir segredos. Para mim, uma das partes mais divertidas foi justamente explorar cavernas, encontrar novas espécies e, claro, “roubar” os ovos – que é a principal forma de obter seus Monsties (os monstros que se tornam seus parceiros). É uma corrida contra o tempo para ser ágil o bastante e não ser atacado no processo! Essa dinâmica de “coletar todos” me lembra bastante a emoção de capturar Pokémon ou Digimon, mas com o charme e a dificuldade extra do universo *Monster Hunter*.
Capcom / Divulgação
O combate é, sem dúvida, um dos pontos mais brilhantes do jogo! A possibilidade de alternar entre diferentes armas em tempo real, carregando até duas simultaneamente, te dá uma liberdade estratégica incrível. O estilo é aquele já característico da franquia Stories: um sistema de turnos baseado em “pedra, papel e tesoura” (Velocidade vence Poder, Poder supera Técnica, e Técnica é superior a Velocidade), mas com ressalvas que adicionam camadas. Essa flexibilidade torna as batalhas superdinâmicas e te incentiva a experimentar diferentes combinações, mantendo o sistema interessante por toda a campanha. Eu adoro quando um jogo de turnos me força a pensar e não só apertar o mesmo botão, e *Stories 3* faz isso muito bem, evitando a repetição chata que alguns títulos do gênero podem ter.
Capcom / Divulgação
Entre os pontos que me deixaram um pouco frustrada, o voo ainda é meio limitado. Em alguns momentos, há restrições claras de altura ou áreas específicas onde você pode usar seu Monstie voador. Embora funcione bem como mecânica de exploração, sinto que poderia ter sido mais aprofundado, oferecendo mais liberdade. Particularmente, pegar “impulso” para planar nunca foi algo que me agradou, e isso vem desde os jogos anteriores.
Já os diálogos… ah, os diálogos! Eles dividem opiniões. São muitos, é verdade, mas o jogo oferece opções de resposta e até a possibilidade de pular interações, o que é um alívio para quem prefere uma experiência mais direta. Ainda assim, a quantidade de conversas pode cansar em determinados momentos, especialmente quando não agregam tanto à narrativa principal ou à construção dos personagens. Para quem curte a agilidade de um bom anime de aventura, às vezes, a pausa para tanto papo pode quebrar o ritmo.
No fim das contas, *Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection* é um jogo competente, com ideias muito boas e mecânicas sólidas, mas que, na minha humilde opinião de fã, poderia ter ido além em sua narrativa e refinamento geral. Ele certamente vai agradar em cheio os fãs da franquia e os jogadores que buscam uma experiência de RPG de ação com exploração, mantendo uma constância sólida entre os títulos da Capcom. É uma porta de entrada fofa e divertida para o universo de Monster Hunter, mesmo com seus pequenos tropeços.
A análise original do Gustavo Arten deu uma nota 7/10, e eu concordo que o jogo se posiciona como uma boa adição, mas com espaço para crescer.
*Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection* está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
Agradecemos à Capcom pelo envio do material para análise. A versão analisada foi a de PlayStation 5.