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“Make a Girl”: Anime Promete Reflexão, Mas Entrega Bocejos?

  • novembro 7, 2025
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Preparem a pipoca (ou talvez um energético extra), porque a Sato Company está trazendo mais um anime para os cinemas brasileiros! “Make a Girl”, da Kadokawa Animation, chegou

“Make a Girl”: Anime Promete Reflexão, Mas Entrega Bocejos?

Preparem a pipoca (ou talvez um energético extra), porque a Sato Company está trazendo mais um anime para os cinemas brasileiros! “Make a Girl”, da Kadokawa Animation, chegou com a promessa de ficção científica misturada com romance e uma pitada de reflexão sobre a humanidade. Mas será que a fórmula deu certo? Como fã de carteirinha de animes que exploram o lado existencial, confesso que minhas expectativas estavam altas. Infelizmente, a experiência não foi das mais empolgantes.

Uma Premissa Cansada e um Protagonista Irritante

A trama gira em torno de Akira, um garoto com um talento científico, mas frustrado por não conseguir alcançar o sucesso que almeja. Inspirado pela ideia de que uma namorada poderia impulsionar suas habilidades (oi?), ele decide construir uma garota robô chamada Zero. Sério, gente, quantos animes já vimos com essa premissa de “criar a namorada perfeita”? Me lembrou um pouco de “Chobits”, mas sem o charme e a profundidade da obra da Clamp. O problema é que Akira é simplesmente insuportável. Ele é o típico protagonista clichê que te faz revirar os olhos a cada cena.

Zero: A Robô com Crise Existencial (e Pouca Graça)

Zero, a garota criada por Akira, tenta trazer um pouco mais de substância à história com suas questões existenciais. Como uma robô com emoções, ela busca amar seu criador, mas acaba imitando o comportamento de outras adolescentes, exigindo encontros e demonstrações de afeto. É aí que o anime tenta explorar o choque entre o mundo frio da ciência e o calor das emoções humanas. A ideia não é ruim, mas a execução deixa a desejar. As frases repetitivas e os clichês sobre robôs questionando sua própria existência já foram explorados à exaustão em outras obras, como “Plastic Memories” e até mesmo em filmes como “Blade Runner”.

CGI que Desagrada e uma Direção Inexperiente

“Make a Girl” marca a estreia de Gensho Yasuda na direção de um filme, e talvez essa inexperiência seja um dos motivos para o resultado final ser tão decepcionante. A animação em CGI, que parece ter sido feita com IA, não agrada em nada, e a história se arrasta sem grandes momentos de impacto. Para ser justo, há uma cena de perseguição que até consegue despertar um pouco de interesse, mas logo somos jogados de volta à mesmice. A grande revelação final, que deveria ser um choque, é algo que qualquer espectador já havia previsto desde o início.

Reflexões Superficiais e a Sensação de “Já Vi Isso Antes”

No fim das contas, “Make a Girl” tenta abordar temas como ética, a importância dos relacionamentos e a necessidade de valorizar os sentimentos alheios. Mas as reflexões são superficiais e não conseguem gerar um impacto real no espectador. A sensação que fica é de que já vimos essa história antes, contada de forma muito mais interessante e original. Se você procura um anime que te faça pensar sobre a natureza da humanidade e o futuro da tecnologia, talvez seja melhor revisitar clássicos como “Ghost in the Shell” ou “Ergo Proxy”.

Veredito: Uma Experiência Dispensável

Com uma trama arrastada, personagens pouco cativantes e uma animação que deixa a desejar, “Make a Girl” acaba sendo uma experiência dispensável para os fãs de anime. Se você está em busca de uma ficção científica com romance e reflexões profundas, existem opções muito melhores por aí. Minha nota final é 4/10.

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