Os computadores de luz estão cada vez mais próximos de se tornarem uma realidade do dia a dia, graças aos avanços tecnológicos e de pesquisa. Os processadores fotônicos, que utilizam luz ao invés de eletricidade, estão se destacando não apenas pela velocidade, mas também por sua eficiência energética e versatilidade.
Recentemente, Nayem Al-Kayed e sua equipe da Universidade Queens, no Canadá, apresentaram um novo tipo de máquina de computação que utiliza luz para resolver problemas complexos, indo desde o dobramento de proteínas até o particionamento de números para criptografia. O que torna esse avanço ainda mais impressionante é a praticidade: o processador foi construído com componentes disponíveis no mercado, opera em temperatura ambiente e é capaz de resolver problemas com dezenas de milhares de variáveis.
Substituindo os tradicionais bits por pulsos de luz, o processador de Ising busca o estado de energia mais baixa, equivalente a encontrar a melhor solução para problemas de otimização combinatória. Essa abordagem tem aplicações práticas em diversas áreas, desde programação até logística.
A simplicidade e o desempenho do novo processador fotônico são os grandes destaques. Com apenas cinco componentes básicos, a equipe conseguiu construir uma máquina capaz de lidar com 256 spins, superando esforços comerciais similares que requeriam orçamentos bilionários. Além disso, a estabilidade do sistema permite explorar problemas mais complexos, sem os colapsos típicos de outras máquinas ópticas de Ising.
Com tantas possibilidades e avanços, a computação baseada em luz está se aproximando cada vez mais da realidade, trazendo consigo uma nova era de processamento rápido e eficiente.