Preparem os corações, porque vamos falar de um assunto que ainda dói: o fim de Jujutsu Kaisen. Mesmo quase um ano depois do último capítulo, a obra de Gege Akutami deixou um vazio enorme, daquele tipo que faz a gente maratonar tudo de novo só pra tentar preencher. E enquanto a gente espera ansiosamente pelo próximo projeto do autor na Shonen Jump, não dá pra deixar de pensar em tudo que *poderia ter sido* em JJK. Particularmente, sinto que alguns personagens foram terrivelmente subaproveitados, e que explorar suas histórias poderia ter elevado a série a um novo patamar!
Utahime Iori: A sensei que podia ter conquistado o coração de Gojo (e o nosso!)
Jujutsu Kaisen já quebra vários clichês de shonen, mas ainda peca em um ponto crucial: personagens femininas com desenvolvimento aprofundado. A Nobara, por exemplo, nunca teve o destaque que merecia, e a Maki, mesmo com um arco interessante em Shibuya, sumiu no mapa na guerra final. Mas quem realmente me deixou frustrada foi a Utahime Iori.
Desde a primeira aparição, a dinâmica dela com o Gojo chamou a atenção de todo mundo. Quem nunca shippou os dois que atire a primeira pedra! Mas essa relação nunca foi explorada de verdade. Imagina que incrível seria ver um lado mais humano do Gojo, um personagem que muitas vezes parece mais um deus distante do que um ser humano? Uma pitada de romance poderia ter aproximado ele do público, mostrando que até o feiticeiro mais forte do mundo tem suas vulnerabilidades. Seria como ver um “Superman” mais gente como a gente!
Yuji Itadori: Protagonista com potencial desperdiçado?
O Yuji é um protagonista atípico, e nem sempre isso é bom. Confesso que, em muitos momentos, ele pareceu meio perdido na história. Só no final descobrimos que ele carregava um fragmento da alma do Sukuna, o que o tornava capaz de enfrentá-lo de igual para igual. Mas, tirando esse plot twist, o papel dele como protagonista ficou meio apagado.
Uma das razões para isso é a falta de ambição do Yuji. Diferente de outros heróis de shonen, o grande objetivo dele é morrer cercado de amigos e entes queridos. É uma motivação nobre, mas que acaba deixando ele distante da narrativa principal. Não me entendam mal, adoro o Yuji, mas sinto que a revelação de que o Kenjaku havia possuído a mãe dele poderia ter sido o ponto de partida para uma jornada muito mais impactante. Já pensou se ele tivesse buscado a verdade por trás do destino da mãe? Seria épico!

Kenjaku: O vilão que merecia um final à altura
Pra mim, um dos maiores problemas de Jujutsu Kaisen é a falta de um vilão central de verdade. E, nesse quesito, o Kenjaku tinha tudo pra brilhar. Ele orquestrou o Incidente de Shibuya, selou o Gojo e planejou o Jogo do Abate por séculos! Tudo indicava que ele seria o grande antagonista, com a ressurreição do Sukuna sendo apenas parte de um plano maior.
Mas, no fim das contas, o Kenjaku não teve um momento de destaque na saga final. A luta dele contra o Takaba foi divertida, mas meio que diminuiu a importância dele como o grande mestre por trás de tudo. Seria muito mais interessante se ele tivesse sido o último vilão, permitindo que o Akutami explorasse o passado, principalmente a era Heian, que é fascinante! Através do Kenjaku, poderíamos ter entendido melhor as origens do Sukuna e como ele se tornou o monstro que conhecemos.

Enfim, Jujutsu Kaisen é uma obra incrível, mas que deixou um gostinho de “quero mais”. E vocês, concordam com a minha lista? Quais personagens vocês acham que foram subaproveitados em JJK?