Preparem seus guarda-chuvas amarelos e a lanterna, porque “IT: Bem-Vindos a Derry” está nos levando de volta para a cidade mais amaldiçoada do Maine! A série, que serve como um prequel para os filmes de “IT”, não só expande a mitologia criada por Stephen King, mas também nos lembra de um detalhe crucial que define o terror psicológico da trama: a amnésia coletiva que assola quem ousa deixar Derry. E aí, será que você lembrava disso?
Derry: A Cidade Onde o Passado Desaparece
Se você, assim como eu, é fã de carteirinha de Stephen King, sabe que Derry não é uma cidade comum. Ela tem uma força sinistra que faz com que as pessoas esqueçam os horrores que vivenciaram lá. É como se houvesse um véu de esquecimento pairando sobre a cidade, impedindo que as memórias ruins a sigam para fora de seus limites. Essa característica, explorada em “IT – Capítulo 2” (2019), é fundamental para entender por que o Clube dos Perdedores teve tanta dificuldade em se lembrar de Pennywise e dos eventos traumáticos de sua infância. Afinal, quem conseguiria seguir em frente depois de encarar um palhaço demoníaco?
Francis Shaw e o Retorno das Lembranças Perdidas
No terceiro episódio de “IT: Bem-Vindos a Derry”, somos apresentados ao General Francis Shaw, um personagem com um passado misterioso ligado a Rose, a dona da loja de antiguidades local. Ao retornar a Derry após décadas, Shaw revela que suas memórias da cidade estavam praticamente apagadas até o momento em que ele cruzou os limites da cidade novamente. É como se Derry estivesse constantemente apagando seu histórico, tipo quando você limpa o cache do navegador depois de pesquisar algo vergonhoso (quem nunca?). Essa amnésia seletiva, presente tanto no livro original de Stephen King quanto na série, reforça a ideia de que Derry é uma entidade isolada, quase como se vivesse em uma realidade paralela onde as regras do mundo exterior não se aplicam.
O Significado Oculto por Trás do Esquecimento
Essa “barreira de esquecimento” não é apenas um artifício narrativo para criar suspense. Ela representa a forma como o trauma pode nos afetar, nos levando a bloquear memórias dolorosas para sobreviver. Em Derry, essa tendência é amplificada pela presença maligna de Pennywise, que se alimenta do medo e da desesperança das pessoas. A dificuldade em lembrar dos horrores da cidade impede que os moradores se unam para combater o mal, perpetuando o ciclo de terror. É como se Pennywise dissesse: “Se vocês não se lembram de mim, não podem me derrotar!”.
O Clube dos Perdedores: A Esperança em Meio ao Caos
Felizmente, nem tudo está perdido. O Clube dos Perdedores, liderado pelo persistente Mike Hanlon, é a prova de que a memória e a amizade podem ser armas poderosas contra o mal. Ao permanecer em Derry, Mike se torna o guardião das memórias da cidade, garantindo que seus amigos se lembrem do que aconteceu e voltem para enfrentar Pennywise de uma vez por todas. É uma lição sobre a importância de confrontar nossos traumas e de nunca esquecermos as lições do passado. Afinal, como diz o ditado, “quem não conhece a história está condenado a repeti-la”. E em Derry, repetir a história significa reviver os piores pesadelos.
Se você é fã de terror e suspense, “IT: Bem-Vindos a Derry” é uma série imperdível. Além de expandir a mitologia de Stephen King, ela nos faz refletir sobre a natureza da memória, do trauma e da importância de enfrentar nossos medos. E aí, pronto para revisitar Derry? Só não se esqueça de levar um casaco e muita coragem!