Sabe aquele ditado, “o poder corrompe”? No mundo dos super-heróis, essa máxima se aplica (e como!). A linha que separa o salvador do tirano é mais tênue do que imaginamos. Quando um personagem ganha habilidades incríveis, a coisa pode desandar feio. Afinal, quem questionaria os métodos de alguém que está “salvando o mundo”, né? Mas será que os fins sempre justificam os meios? Prepare-se, porque vamos explorar os momentos em que os maiores heróis da Marvel cruzaram essa linha perigosa!
De mocinho a vilão? A Marvel adora uma reviravolta!
A Marvel Comics adora brincar com essa dualidade, e nós, fãs, agradecemos! Afinal, quem não gosta de um bom drama com dilemas morais? A saga do Homem de Ferro, de fabricante de armas a herói e, depois, defensor do registro de super-humanos, é um exemplo clássico. E quem diria que o Capitão América um dia se revelaria um agente da Hidra? Pois é, até o mais puro dos heróis pode ter um lado B!
10) Gavião Arqueiro: Do crime ao heroísmo, com uns tropeços no meio do caminho
Clint Barton, nosso querido Gavião Arqueiro, já provou que nem sempre acerta. Começou como vilão, enfrentando o Homem de Ferro. Mesmo depois de se redimir, seu ego e temperamento explosivo o meteram em enrascadas. Lembra quando ele assumiu a identidade de Ronin em “Novos Vingadores #27”? Ali, Clint operava fora da lei, sem muita preocupação com a moralidade.
E na “Guerra Civil II”, quando ele matou Bruce Banner (o Hulk)? Pesado! Bruce havia pedido para Clint acabar com ele caso perdesse o controle do Hulk. Uma visão previu que Hulk causaria destruição, e Clint não hesitou. Muitos viram isso como um assassinato a sangue frio. Gavião Arqueiro é cheio de falhas, mas seus momentos sombrios são fichinha perto dos outros nomes dessa lista.
9) Visão: A lógica fria de uma inteligência artificial
Criado por Ultron para destruir os Vingadores, Visão começou como vilão. Mas sua fase mais controversa foi quando se tornou presidente dos Vingadores em “Avengers #251”. Mais poderoso e autoritário, ele se distanciou da humanidade. Influenciado por ISAAC, uma IA, Visão decidiu que precisava controlar os sistemas de computador da Terra para proteger a humanidade. Lembra um pouco as ideias do Ultron, né? Felizmente, os Vingadores o convenceram de que estava errado. Visão não é um vilão clássico, mas sua natureza sintética permite que sua ética seja “reprogramada”.
8) Fera: A ciência a serviço de um ideal distorcido
Hank McCoy, o Fera, é famoso por sua inteligência e por ser um dos X-Men. Mas ele também já fez parte dos Vingadores, lá nos anos 70 (“The Avengers #137”). Só que, para lidar com as crises mutantes, Hank começou a cruzar algumas linhas. Ele manipulou linhas do tempo e genética sem consentimento, justificando tudo como “táticas necessárias”. Na realidade alternativa da “Era do Apocalipse”, sua contraparte, Dark Beast, virou um vilão completo. Fera se tornou aquele cara que se vangloria enquanto comete atrocidades em nome de um “bem maior”.
7) Feiticeira Escarlate: Quando a dor vira destruição em massa
Em “Dinastia M”, Wanda Maximoff eliminou quase toda a população mutante com três palavras: “Sem mais mutantes”. A Feiticeira Escarlate já tinha tido um colapso em “Vingadores: A Queda”, quando lembrou que seus filhos (criados por magia) foram apagados da existência. Isso a fez atacar seus companheiros, matando vários Vingadores, como o Homem-Formiga, o Gavião Arqueiro e o Visão. Wanda não é má, mas quando sua dor se torna um problema de todos, fica difícil ignorar seu lado vilanesco. A influência de Magneto, seu pai, também pesa em sua história.
6) Viúva Negra: Espiã, heroína… ou as duas coisas?
Natasha Romanoff merece um lugar de destaque nesta lista. Sua história é cheia de ambiguidades morais. Ela surgiu como vilã em “Tales of Suspense #52” (1964), uma espiã russa treinada pelo KGB. Manipulou o Gavião Arqueiro para lutar contra o Homem de Ferro. Mesmo como Vingadora, ela opera em uma zona cinzenta, com atos heroicos que parecem jogos de espionagem. Mentiu, fez jogo duplo e até se infiltrou em equipes para Nick Fury. Uma verdadeira agente secreta!
5) Hulk: Raiva incontrolável e potencial para o caos
O histórico do Hulk faz qualquer supervilão parecer amador. Seus momentos heroicos são apenas intervalos entre seus inevitáveis ataques de fúria. O governo o considera uma ameaça nacional, com bilhões em danos e incontáveis vidas em perigo. O auge do potencial vilanesco do Hulk se manifestou no Maestro, uma versão tirânica de si mesmo em um futuro distópico. Após um apocalipse nuclear, Hulk absorve radiação, fica mais forte e perde sua bússola moral. Como Maestro, ele escraviza os sobreviventes e governa com punho de ferro.
4) Homem de Ferro: Gênio, bilionário, playboy… e controlador?
O ego de Tony Stark sempre foi um prelúdio para um arco de vilão. E quando ele cruzou a linha em “Guerra Civil”, ninguém se surpreendeu. Acreditando no Ato de Registro de Super-Humanos, Tony se tornou o rosto do controle governamental sobre os heróis, exigindo que revelassem suas identidades e se registrassem. Ele construiu uma prisão na Zona Negativa para os que se recusavam, manipulou o Homem-Aranha e até clonou o Thor, o que levou à morte do Golias. A luta de Tony contra o alcoolismo em “Demônio na Garrafa” também mostrou seu lado mais sombrio.
3) Hank Pym: O cientista brilhante com decisões questionáveis
Hank Pym é um dos fundadores dos Vingadores. Ele surgiu em “Tales to Astonish #27” (1962) como um cientista que descobriu uma fórmula para alterar seu tamanho e se tornou o Homem-Formiga original. Em “Avengers #1” (1963), ele se juntou a outros heróis para formar a equipe.
Mas a história de Hank Pym é complicada. Ele pode ser um dos maiores gênios da Marvel, mas também cometeu erros graves. O mais infame foi a criação de Ultron, uma decisão motivada por arrogância que gerou uma das maiores ameaças aos Vingadores. E, claro, há o abuso contra Janet Van Dyne em “Avengers #213”. A Marvel explorou sua saúde mental e culpa ao longo dos anos, mas é difícil ignorar esse ato. Enquanto Tony Stark é sempre criticado por seus erros, os de Pym muitas vezes recebem menos atenção.
2) Capitão América: Herói ou agente da Hidra?
A saga do Capitão Hidra ainda causa arrepios nos fãs. Mesmo com a explicação de que era uma versão alternativa de Steve Rogers (o “Stevil”), a história mostrou o quão assustador o Capitão América poderia ser como vilão. Ele manipulou o Deadpool para matar agentes da S.H.I.E.L.D., prendeu heróis na Dimensão da Força Negra e permitiu a destruição de Las Vegas. Para derrotá-lo, foi preciso outra versão de si mesmo e todos os heróis disponíveis. O verdadeiro Steve acabou voltando para recuperar seu manto, mas a comunidade super-heroica não esqueceu o que aconteceu.
1) Capitã Marvel: De heroína a “policial” superpoderosa?
“Guerra Civil II” é vista como o momento em que Carol Danvers (a Capitã Marvel) mais se aproximou de um arco de vilã. Ela ficou obcecada pelas visões de Ulysses e virou uma espécie de “policial” superpoderosa. Acreditava que as previsões deveriam ser usadas para prevenir crimes, enquanto Tony Stark argumentava que isso violava liberdades individuais. Ela chegou a prender heróis como a Mulher-Hulk e o Homem-Aranha com base em crimes que eles “iriam” cometer. Na saga “The Last Avenger” (2019-2020), ela caçou seus companheiros Vingadores sob a influência de Vox Supreme, tornando-se mais perigosa que vilões tradicionais.
E aí, o que você achou da nossa lista? Concorda com as escolhas? Deixe seu comentário!