Preparem os seus controles e abram suas mentes, gamers! Já pararam para pensar que seus personagens favoritos dos games, aqueles que vocês tanto idolatram, poderiam ser os grandes vilões da história se a gente mudasse um pouquinho a perspectiva? Pois é, a InnovaGeek mergulhou nessa reflexão e traz uma análise surpreendente sobre como a narrativa dos jogos pode nos cegar para as ações questionáveis de alguns “heróis”. Será que estamos torcendo para os mocinhos ou para os monstros?
A Ilusão da Heroicidade nos Videogames
É incrível como os videogames conseguem nos colocar no papel de cúmplices de atos moralmente duvidosos, não é? A gente se apega aos personagens, justifica suas escolhas difíceis e os glorifica como heróis, tudo isso embalado pela emoção da narrativa. Mas, se pararmos para analisar friamente, muitos desses protagonistas seriam vistos como verdadeiros vilões por outros personagens da trama. Já pensou nisso?
Joel Miller (The Last of Us): Pai Herói ou Assassino Egoísta?
Joel é o exemplo perfeito de como a perspectiva muda tudo. Em “The Last of Us”, somos levados a sentir sua dor, seu luto e sua necessidade de proteger Ellie em um mundo devastado. Mas, se deixarmos a emoção de lado, vemos que sua jornada é marcada por um rastro de violência e morte. Concordo totalmente com a análise!
No final das contas, Joel sacrifica a cura para a humanidade em nome de seu próprio egoísmo, condenando a todos por sua incapacidade de lidar com a perda. Ele mente para Ellie e toma uma decisão que afeta o futuro da humanidade sem o consentimento de ninguém. Se a história fosse contada pelos Vagalumes, Joel seria lembrado como o homem que destruiu o mundo duas vezes: com sua arma e com seu coração.
Geralt de Rívia (The Witcher): Mercenário Honrado ou Carrasco Oportunista?
Geralt, com seu estoicismo e código de conduta, parece um herói impecável. Mas será mesmo? Ele se diz neutro em meio a conflitos políticos, mas sua presença inevitavelmente influencia os rumos da história. Reinos caem e se erguem ao seu redor, e sua “neutralidade” nada mais é do que uma forma de evitar a responsabilidade por seu poder.
Na real, Geralt é um mercenário que decide quem vive e quem morre com base em contratos e moedas. Os monstros que ele mata muitas vezes são seres inteligentes e até mesmo simpáticos, mas que têm o azar de estar no lugar errado na hora errada. Sua linha tênue entre justiça e assassinato depende do ouro de seus clientes e de seus próprios caprichos morais. Concordo plenamente! Se a história fosse contada pelos monstros, Geralt seria visto como um carrasco que se esconde atrás de uma reputação de honra.
Commander Shepard (Mass Effect): Salvador da Galáxia ou Tirano Intergaláctico?
A história de Shepard é vendida como um conto de união e heroísmo, mas, se olharmos de perto, vemos um rastro de destruição. Planetas são destruídos, espécies são extintas e culturas são manipuladas em nome de uma visão de mundo centrada nos humanos. Mesmo agindo como um “paragon”, Shepard comete atos que seriam considerados crimes de guerra em qualquer outro contexto.
Shepard impõe sua vontade por meio da violência e da persuasão, deixando um rastro de mortes por onde passa. Ele decide quem vive e quem morre com base em informações limitadas, preconceitos emocionais e no fato de ser um Spectre. Cada missão deixa danos colaterais, e cada vitória é construída sobre uma tragédia. Se a história de “Mass Effect” fosse contada pelos Reapers ou pelas espécies alienígenas “salvas” por Shepard, a narrativa seria bem diferente. O “salvador” da galáxia seria visto como um tirano que venceu a guerra reescrevendo a história à sua própria imagem.
Lara Croft (Tomb Raider): Aventureira Audaciosa ou Saqueadora Imperialista?
Lara Croft é um ícone dos games, adorada por sua coragem e sede por conhecimento. Mas por trás dessa imagem de heroína, esconde-se uma verdade sombria: a de que suas aventuras invariavelmente terminam em destruição, com tumbas violadas e artefatos roubados.
Ao analisarmos a fundo, percebemos que a imagem de heroína de Lara se sustenta no mito colonial de que culturas antigas existem para serem conquistadas e compreendidas por forasteiros, o que a torna uma vilã para os povos originários das culturas que ela afirma proteger.
E aí, o que vocês acham? Será que nossos heróis dos games são tão heroicos assim? Deixem seus comentários e vamos debater!