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Fiascos Finais: 10 Filmes Recentes Que Desapontaram no Gran Finale

  • setembro 23, 2025
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Sabe aquele ditado que diz que a primeira impressão é a que fica? Bobagem! No cinema, o final é o que realmente gruda na mente da galera. Um

Fiascos Finais: 10 Filmes Recentes Que Desapontaram no Gran Finale

Sabe aquele ditado que diz que a primeira impressão é a que fica? Bobagem! No cinema, o final é o que realmente gruda na mente da galera. Um desfecho épico pode transformar um filme bom em clássico, mas um final broxante pode mandar toda a experiência para o buraco. Nos últimos anos, a gente tem visto um monte de filmes promissores desabarem no último ato, seja por roteiro preguiçoso, mudanças de tom bizarras ou pura falta de sentido narrativo. Prepare a pipoca (ou não, dependendo do seu humor) e vem comigo nessa lista de decepções cinematográficas!

Morbius (2022): Uma Salada de CGI Sem Sabor

“Ninguém mais precisa morrer.” Era pra ser um momento trágico de anti-herói, mas o final de Morbius é só uma confusão apressada de efeitos visuais genéricos. A luta final entre Michael Morbius (Jared Leto) e Milo (Matt Smith) vira um borrão de morcegos digitais se esmurrando no escuro. Zero impacto emocional, zero consequências, e ainda transformam a Martine (Adria Arjona) em vampira do nada.

Pra piorar, a cena pós-créditos é uma das tentativas mais bizarras de construir um universo compartilhado que eu já vi. Do nada, o Vulture (Michael Keaton) aparece e sugere uma parceria. Sério, alguém realmente pediu por um filme do Sexteto Sinistro? A lógica não existe, o tom é esquisito. Morbius podia ter ido pro lado do terror, da tragédia ou até do trash, mas preferiu terminar com um “tanto faz” que ofende qualquer fã de quadrinhos.

Winnie-the-Pooh: Blood and Honey (2023): Ursinho Pooh Psicopata? Que Merd*!

“Você me abandonou.” Quando o Ursinho Pooh caiu em domínio público em 2022, era óbvio que ia rolar umas paródias bizarras, mas ninguém esperava essa aberração. Blood and Honey tinha potencial pra ser um terror trash divertido, mas se leva a sério demais no final. Em vez de um banho de sangue exagerado e satírico, o filme entrega uma sequência de carnificina arrastada e sem graça.

A cena final do Pooh era pra ser chocante, mas a direção é tão sem inspiração que vira ridículo. E o pior é que o filme nem se dá ao trabalho de amarrar as pontas soltas. Simplesmente acaba, como se os produtores tivessem estourado o orçamento. Christopher Robin (Nikolai Leon) foge traumatizado, aceitando que seu amigo virou um monstro. E a gente aceita que perdeu tempo com essa bomba.

Don’t Worry Darling (2022): Mistério Sem Pé Nem Cabeça

“Você não está aqui para me ouvir, você está aqui para me controlar.” Don’t Worry Darling até que constrói um clima de mistério e paranoia interessante, mas o final é onde a coisa desanda de vez. A revelação de que o mundo perfeito dos anos 50 é uma simulação de realidade virtual onde as mulheres são aprisionadas soa como um plot twist promissor, mas é executada de forma tão confusa que estraga tudo.

Florence Pugh se esforça pra salvar o filme, mas Don’t Worry Darling a sabota com furos de roteiro, ritmo irregular e perguntas sem resposta. Por que alguns personagens são tão leais ao sistema? Como a tecnologia funciona? A história levanta questões importantes sobre controle, misoginia e liberdade, mas prefere apostar em cenas de ação genéricas. Que decepção!

The Bubble (2022): Sátira Sem Graça da Netflix

“Vamos acabar logo com isso.” A sátira pandêmica de Judd Apatow, The Bubble, é uma criatura estranha. A ideia é mostrar os bastidores de uma produção cinematográfica problemática durante o lockdown, mas o resultado é menos divertido que o filme dentro do filme. O final enterra de vez qualquer esperança, jogando todas as subtramas mal resolvidas em uma sequência caótica e sem graça.

O desfecho, um falso documentário mostrando o que aconteceu com cada personagem, é forçado e cheio de piadas internas que ninguém entende. Cada um tem um finalzinho bonitinho e sem graça. The Bubble tinha tudo pra ser uma crítica ácida à futilidade de Hollywood, mas virou um festival de autoindulgência. É como ir a uma festa onde ninguém quer estar.

Halloween Ends (2022): Michael Myers Coadjuvante? Oi?

“Talvez a única forma de ele morrer seja se eu também morrer.” Os fãs esperaram décadas pelo confronto final entre Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) e Michael Myers (James Jude Courtney), e Halloween Ends entrega… outra coisa completamente diferente. Michael é deixado de lado durante boa parte do filme, que foca em um personagem novo, Corey (Rohan Campbell), cuja jornada sombria domina a trama. Quando Michael finalmente aparece para a luta tão esperada, tudo acaba em questão de minutos.

A briga em si é tensa, mas surpreendentemente curta, e a vitória de Laurie não tem o impacto que deveria. Pra piorar, o filme termina com uma procissão fúnebre bizarra, onde a cidade desfila o corpo de Michael como se fosse um herói. Em vez de dar à nossa final girl favorita um final digno, Halloween Ends a transforma em uma nota de rodapé na história de outra pessoa.

Blonde (2022): Tortura Cinematográfica Sem Propósito

“Eu sei que você está assistindo.” Blonde já era polêmico por sua abordagem ficcional e exploratória da vida de Marilyn Monroe, mas o final transforma o filme em algo simplesmente insuportável. Depois de quase três horas de puro sofrimento, a reta final intensifica a crueldade, mostrando a decadência de Monroe (Ana de Armas) de forma quase voyeurística. Em vez de oferecer um momento de redenção ou perspectiva, Blonde se concentra em seu isolamento e morte de uma forma que parece mais exploração do que crítica.

Ana de Armas entrega uma atuação impecável, mas o roteiro não lhe dá nada para construir. Sem evolução, sem autonomia, apenas uma sequência interminável de dor. A última cena, uma imagem abstrata de Monroe banhada em luz forte, quer ser impactante, mas soa apenas como um diretor se parabenizando por quanta dor conseguiu infligir ao público.

Malignant (2021): Do Terror Elegante ao Ridículo Total

“É hora de cortar o câncer.” Malignant começa como um mistério de terror estiloso, mas no terceiro ato o filme vira pura insanidade. A revelação de que o irmão gêmeo parasita de Madison (Annabelle Wallis), Gabriel, estava vivendo na parte de trás de seu crânio é ridícula, transformando-a na antagonista o tempo todo, mas o final eleva o absurdo a níveis estratosféricos.

Após um massacre sangrento em uma delegacia, Madison usa seus poderes mentais para aprisionar Gabriel em uma prisão mental, com direito a um discurso sobre retomar o controle. Era pra ser empoderador, mas soa como uma paródia de filme de super-herói. O final feliz repentino, onde Madison garante à irmã que Gabriel se foi para sempre, destoa completamente do caos anterior.

Mulher-Maravilha 1984 (2020): Heroína Motivacional

“Eu não posso estar onde não sou desejada.” O primeiro Mulher-Maravilha terminou com uma batalha épica e uma vitória moral. Mulher-Maravilha 1984 termina com uma palestra motivacional. No clímax, Diana (Gal Gadot) usa seu laço da verdade para transmitir um discurso sobre honestidade e altruísmo para o mundo inteiro, convencendo bilhões de pessoas a renunciarem aos seus desejos simultaneamente. No papel, a ideia de trocar socos por persuasão é interessante, mas na prática é estática e moralista.

A reversão mágica dos desejos levanta uma série de questões (os mortos voltam à vida? E o caos econômico?), que o filme ignora completamente. Os momentos emocionais entre Diana e Steve (Chris Pine) são tocantes, mas ofuscados por um monte de convenções. Em um gênero conhecido pelo espetáculo, o final de Mulher-Maravilha 1984 se destaca por quão pouco acontece.

Joker: Folie à Deux (2024): Uma Sequência Desafinada

“A loucura é muito parecida com a gravidade.” Poucas sequências recentes foram tão decepcionantes quanto essa. Depois do sucesso do primeiro Coringa, Folie à Deux tinha a difícil missão de superá-lo, mas o final é um erro de cálculo que beira o desastre. Depois de experimentar com números musicais e uma narrativa não confiável, a história culmina em uma sequência de fantasia ambientada em um asilo que borra a realidade a ponto de se tornar incompreensível.

A ambiguidade e a brincadeira são válidas, mas essa cena abandona qualquer senso de consequência. O destino de Arthur (Joaquin Phoenix) e Harley (Lady Gaga) é deixado em um limbo tão indefinido que parece mais um abandono de roteiro do que uma escolha intencional. A imagem final, que deveria ser impactante, é decepcionante, e o corte abrupto para os créditos deixa o público com uma sensação de confusão. O Coringa original deixou os espectadores debatendo temas morais e políticos; Folie à Deux os deixa se perguntando qual era o objetivo.

Jurassic World Dominion (2022): Dinossauros Entediantes?

“Nós não estamos presos aqui com eles… eles estão presos aqui conosco.” Como o suposto grand finale da saga Jurassic Park, Jurassic World Dominion deveria ter sido um crescendo de ação com dinossauros. Em vez disso, termina com um confronto em pequena escala em um pátio cercado, onde os personagens novos e antigos se unem para derrotar um predador aleatório que não tem nada a ver com a trama principal. Os dinossauros nunca parecem ser a verdadeira ameaça; em vez disso, o final se concentra em sabotagem corporativa, subtramas com gafanhotos e diálogos estranhos.

Os momentos finais de Dominion, com dinossauros coexistindo pacificamente com a humanidade, soam como uma conclusão apressada para evitar responder às maiores questões da premissa. Sem admiração, sem terror e sem senso de finalização. Como é possível tornar velociraptors entediantes?! Para uma franquia construída no espetáculo, o final de Dominion é chocantemente sem graça, um final bem distante dos primeiros filmes da franquia.

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