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“Eu e Meu Avô Nihonjin”: Uma Jornada Emocionante Através das Gerações e da Imigração Japonesa no Brasil

  • outubro 17, 2025
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Admito que, ao começar a assistir “Eu e Meu Avô Nihonjin”, estava um pouco cético. Animações brasileiras com temas históricos podem soar como “lição de casa” obrigatória, sabe?

“Eu e Meu Avô Nihonjin”: Uma Jornada Emocionante Através das Gerações e da Imigração Japonesa no Brasil

Admito que, ao começar a assistir “Eu e Meu Avô Nihonjin”, estava um pouco cético. Animações brasileiras com temas históricos podem soar como “lição de casa” obrigatória, sabe? Mas cara, quebrei a cara! A história me fisgou de um jeito que não esperava, e terminei com um quentinho no coração. E não é pra menos, né? O filme é baseado no livro premiado do Oscar Nakasato, então já sabíamos que tinha potencial!

Um Visual Aconchegante que Remete à Infância

A animação, dirigida pela Célia Catunda (de “O Show da Luna” e “Peixonauta”), tem um visual que lembra livro infantil, sabe? Aquelas ilustrações com cores suaves e traços delicados. Me lembrou um pouco as animações do Studio Ghibli, com aquela pegada mais “pé no chão”, focada nos sentimentos e nas relações humanas. Essa estética me transportou direto pra minha infância e me deixou super à vontade pra mergulhar na história.

Noboru e Hideo: Um Conflito de Gerações com Sabor de Nostalgia

A trama se passa nos anos 80 e acompanha o pequeno Noboru, que precisa entrevistar os avós para um trabalho da escola. O problema é que ele não se dá muito bem com o avô, Hideo, um senhor japonês cheio de regras e tradições. Quem nunca passou por isso, né? A gente sempre acha que os mais velhos são “carrancas”, mas “Eu e Meu Avô Nihonjin” mostra que por trás dessa fachada, existe uma história de vida incrível e cheia de desafios.

A Imigração Japonesa no Brasil: Uma Saga de Superação e Resiliência

O filme intercala o presente de Noboru com as memórias do passado de Hideo, mostrando sua jornada desde a chegada ao Brasil para trabalhar em uma fazenda de café. A animação aborda temas como o preconceito, a saudade da terra natal e a dificuldade de se adaptar a uma nova cultura. Me lembrou um pouco do anime “Emma: A Victorian Romance”, que também retrata um choque cultural de forma sensível e realista.

A Segunda Guerra Mundial e a Divisão na Comunidade Japonesa

Um dos momentos mais impactantes do filme é quando aborda a Segunda Guerra Mundial e a divisão que ela causou na comunidade japonesa no Brasil. Hideo se distancia do filho, Haru, que é jornalista e publica um artigo sobre a derrota do Japão, o que revolta os japoneses que ainda acreditavam na vitória. Fiquei chocado ao saber que muitos japoneses no Brasil se recusavam a acreditar na derrota do Japão e perseguiam aqueles que divulgavam a verdade. É um lado da história que a gente não costuma ver nos livros!

Um Final Emocionante e Uma Lição de Vida

No fim das contas, “Eu e Meu Avô Nihonjin” é uma história sobre família, respeito às tradições e a importância de valorizar as nossas raízes. A relação entre Noboru e Hideo evolui de um conflito constante para uma amizade sincera e emocionante. O filme mostra que, apesar das diferenças de idade e de cultura, é possível construir pontes e aprender uns com os outros. Super recomendo pra quem curte animações com mensagens positivas e que te fazem refletir sobre a vida!

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