Preparem seus controles e suas espadas, porque a Square Enix nos entregou um pacote nostálgico com uma repaginada em HD dos clássicos Dragon Quest I e II! Lançados originalmente em 1986 e 1987 (sob o nome de Dragon Warrior por aqui), esses jogos pavimentaram o caminho para o gênero JRPG e agora ganham uma nova roupagem para conquistar tanto os fãs de longa data quanto a nova geração. Mas será que essa viagem no tempo vale a pena? Bora conferir!
Um “Remember” com esteroides: O que esperar do remake HD
A Square Enix não se limitou a dar um tapa no visual. Além do upgrade gráfico, o remake traz mecânicas novas, conteúdo inédito, melhorias de acessibilidade e muito mais. É como pegar aquele seu tênis All Star surrado e transformá-lo em um modelo exclusivo, cheio de estilo e conforto. Só que, como em todo bom pacote, um dos jogos recebeu um tratamento VIP maior que o outro. Preparem-se, pois Dragon Quest II rouba a cena!
Dragon Quest I: O pontapé inicial com um toque moderno
Não me entendam mal, Dragon Quest I também recebeu um belo upgrade. Os gráficos em HD dão vida nova ao mundo, com cenários e personagens mais vibrantes. As melhorias de acessibilidade, como o aumento na velocidade de movimento, a possibilidade de acelerar o combate e o diálogo, e a marcação de locais secretos no mapa, tornam a experiência mais fluida. É como se tivessem injetado Red Bull no herói!
Apesar disso, Dragon Quest I ainda mantém sua essência simples. A história é direta, servindo como pano de fundo para explorar dungeons e enfrentar monstros. O sistema de combate, embora tenha recebido um upgrade que permite enfrentar vários inimigos por vez, ainda carece de profundidade. Confesso que, na maioria das vezes, me vi usando a mesma estratégia, especialmente contra os inimigos mais fracos.
Mas essa simplicidade também pode ser vista como um ponto positivo. O jogo é curto, perfeito para quem quer uma introdução rápida à série ou para os fãs que querem reviver a nostalgia. As melhorias visuais, as pequenas mudanças na acessibilidade e as animações mais expressivas nos combates são os destaques do remake. Dragon Quest I HD não reinventa a roda, mas entrega uma experiência nostálgica e polida, ideal para quem aprecia os fundamentos dos JRPGs clássicos.
Dragon Quest II: A estrela que brilha mais forte
Se Dragon Quest I é o aquecimento, Dragon Quest II é o show principal! O novo conteúdo adicionado ao jogo eleva a experiência a outro nível, dando aos jogadores motivos de sobra para embarcar nessa aventura. Assim como no primeiro jogo, a Square Enix caprichou nos gráficos, entregando um dos visuais em HD-2D mais bonitos que já vi. O mapa do mundo é deslumbrante, e os detalhes nos sprites dos personagens durante o combate, como as armas que mudam de acordo com o equipamento, são um toque especial.
Mas o melhor de tudo é o conteúdo inédito. A Princesa de Cannock, Matilda, agora é uma personagem jogável, e ela roubou meu coração! Sua personalidade e suas habilidades são adições incríveis ao grupo. E a nova área no fundo do oceano, com cidades como Mermaid Town e inimigos desafiadores como os navios fantasmas, expande o mundo do jogo de forma surpreendente. É como se tivessem descoberto um tesouro escondido no fundo do mar!
Assim como Dragon Quest I, Dragon Quest II HD equilibra nostalgia e modernidade. A história é mais interessante, mas ainda pode parecer lenta em alguns momentos, algo que é amenizado pelas melhorias de acessibilidade. Os elementos da trama também foram revisados, como os Sigilos, que agora oferecem mais opções de combate. Os Pergaminhos adicionam profundidade estratégica à composição do grupo e ao combate, e eu me diverti muito experimentando com eles. O remake é fiel ao jogo original, mas a combinação de sistemas de jogabilidade aprimorados, conteúdo inédito e exploração expandida faz de Dragon Quest II uma experiência imperdível.
Nem tudo são flores: Pequenos deslizes no remake
Apesar de todos os acertos, os remakes HD de Dragon Quest I e II não são perfeitos. Em Dragon Quest I, a história básica, a curta duração e algumas lutas contra chefes mal balanceadas impedem que o jogo atinja todo o seu potencial. A adição de conteúdo inédito poderia ter ajudado, mas entendo a decisão de focar em Dragon Quest II. As melhorias na narrativa ajudam em Dragon Quest II, mas a história ainda parece superficial em comparação com os RPGs modernos.
Além disso, algumas decisões da Square Enix me deixaram confusa. Apesar das inúmeras opções de acessibilidade, não há como desativar os encontros aleatórios. Ambos os jogos exigem muita caminhada, às vezes com backtracking, o que se torna cansativo por causa disso. Os jogos são relativamente fáceis, mas com picos ocasionais de dificuldade, então não há muita necessidade de grindar para subir de nível. E por que não adicionaram a opção de restaurar a trilha sonora original? Adorei a nova trilha, mas ter a opção nostálgica seria incrível.
Veredito Final: Vale a pena embarcar nessa jornada?
Apesar das pequenas falhas, os remakes HD conseguem modernizar a mecânica clássica dos RPGs e introduzir recursos que tornam a jogabilidade mais acessível e divertida. As melhorias nos Sigilos, os Pergaminhos, os ataques aprimorados e as expansões do mapa oferecem profundidade para os jogadores dispostos a explorar e experimentar. As atualizações visuais, a dublagem e as melhorias no combate aprimoram a imersão e dão vida a mundos que antes eram limitados pelo hardware antigo.
Dragon Quest I + II HD Remake é um esforço notável para revitalizar RPGs clássicos para o público moderno. Dragon Quest I permanece uma experiência charmosa e acessível, que foi aprimorada, mas ainda é básica, o que me fez desejar que tivesse recebido conteúdo inédito. Dragon Quest II, no entanto, se destaca com conteúdo novo e significativo, mapas expandidos e aprimoramentos estratégicos na jogabilidade que o tornam uma experiência que vale a pena por si só. Para os fãs de longa data, esta é uma viagem pela estrada da memória com um toque moderno, e para os novatos, é uma entrada acessível e envolvente no universo Dragon Quest.
Dragon Quest I + II HD Remake será lançado em 30 de outubro para Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC.