Preparem seus lançadores de teia, aracno-fãs! A mais recente edição de “The Amazing Spider-Man” (#12) está dando o que falar e, acreditem, Norman Osborn é o centro de toda essa polêmica. Sim, o ex-Duende Verde, o cara que infernizou a vida de Peter Parker por décadas, agora está vestindo o manto do herói. Bizarro? Definitivamente! Mas será que essa reviravolta tem potencial para ser épica? Vem comigo que eu te conto tudo!
Norman “Aranha”? Uma Imitação Sombria
Desde que Norman assumiu o papel de Homem-Aranha, a vizinhança tem notado um comportamento… digamos, peculiar. Esqueçam as piadas e o senso de humor característico do nosso amigão da vizinhança. Esse “novo” Homem-Aranha é mais sombrio, mais agressivo e, convenhamos, bem menos simpático. A treta fica séria quando outros heróis aracnídeos de Nova York – Miles Morales, Silk, Spider-Boy e Arachne – resolvem tirar essa história a limpo. O resultado? Uma baita confusão e uma revelação surpreendente que pode redefinir o significado de “grandes poderes, grandes responsabilidades”.
O Passado Assombra Norman Osborn
A HQ nos mostra Norman lutando para conciliar a vida de super-herói com seus negócios, algo que Peter Parker sempre fez parecer tão fácil. Frustrado por não conseguir incriminar Roderick Kingsley (o Hobgoblin) no tribunal, Norman se vê consumido pelo ódio e pelas lembranças de um passado sombrio. É nesse momento de vulnerabilidade que os outros “Aranhas” aparecem, exigindo saber quem está se passando por Peter. A situação sai do controle e Norman, dominado pela raiva, ataca seus aliados. A cena é interrompida pela chegada de Ghost-Spider (Gwen Stacy de outra dimensão), cuja voz traz à tona toda a dor e sofrimento que Norman causou.
Num momento de redenção, Norman se revela e implora para que os outros heróis o deixem tentar fazer a coisa certa, assim como Peter sempre acreditou que ele poderia. Surpreendentemente, os “Aranhas” decidem dar uma chance ao ex-vilão. Será que Norman Osborn, o Duende Verde, pode realmente se tornar um membro da família aranha?
Responsabilidade Acima de Tudo
A jornada de Norman rumo à redenção espelha, de certa forma, a própria trajetória de Peter Parker. Peter ganhou seus poderes e, por um momento, deixou o ego subir à cabeça, o que resultou na morte do Tio Ben. Esse evento trágico o ensinou sobre responsabilidade e o transformou no herói que conhecemos. Norman, por outro lado, sempre teve poder e recursos para fazer o bem, mas escolheu usá-los de forma egoísta.
Após ser “purificado” pelo Sin-Eater (Comedor de Pecados), Norman finalmente enxerga a verdade e decide se tornar um herói. Sua história é como uma versão distorcida e exagerada da jornada de Peter, o que torna sua luta pela redenção ainda mais desafiadora. E é justamente essa luta que o aproxima do ideal de ser o Homem-Aranha.
Um Legado Redefinido
Ninguém pediu para Norman Osborn se tornar o Homem-Aranha. Ele não tem obrigação nenhuma de assumir o manto de seu antigo inimigo. Mas ele o faz porque sabe que é a coisa certa a fazer. Ele tem o poder, então assume a responsabilidade, assim como Peter Parker faria. Essa é a essência do Homem-Aranha: fazer o bem simplesmente porque você pode. E é isso que torna a transformação de Norman tão fascinante.
Ele sabe intelectualmente que a filosofia do Tio Ben está correta, mas precisa lutar contra seus próprios demônios para acreditar nisso de verdade. É uma premissa incrivelmente interessante, que nos remete aos primeiros anos de Peter Parker, quando ele ainda lidava com seus próprios problemas de raiva e insegurança. Norman está lutando para assumir a responsabilidade e expiar seus pecados, e isso é exatamente o que o Homem-Aranha deveria fazer. O que você acha dessa reviravolta? Será que Norman Osborn tem o que é preciso para ser um verdadeiro herói?
(Fonte: ComicBook.com)