Stephen King é um mestre do terror, um nome que ecoa na cultura pop e arrepia até os mais corajosos. Confesso que sou fã assumida, daquelas que devoram cada lançamento e revisitam os clássicos. Mas, como em toda boa história, nem tudo são flores. Preparei uma lista honesta e sem rodeios dos livros do King que, digamos, não brilham tanto quanto o esperado. Concorda com a lista? Tem algum livro que você incluiria?
A Metralhadora de Ideias de Stephen King: Uma Benção e Uma Maldição
É inegável: Stephen King é uma máquina de escrever histórias. O cara lança livro como quem respira! “O Iluminado”, “A Dança da Morte”, “It: A Coisa” e “11/22/63” são obras-primas que comprovam seu talento. Mas, convenhamos, nem sempre a quantidade anda de mãos dadas com a qualidade. Até o mestre do terror tem seus tropeços, e alguns livros… bem, digamos que são mais difíceis de defender.
10. Cell (2006): Zumbis no Celular?
“Cell” começa com uma premissa interessante: um sinal transmitido por celulares transforma as pessoas em seres violentos, quase zumbis. A ideia é até que legal, mas o livro logo se perde em críticas exageradas aos celulares e à juventude. King parece o vovô Simpson gritando com a nuvem! A trama se torna repetitiva e a mensagem, cansativa. Uma pena, porque o início prometia.
9. Do Buick 8 (2002): Christine 2.0? Nem Tanto…
Em “Christine”, King já havia explorado o terror automotivo com um carro possuído. “Do Buick 8” tenta algo similar, mas erra a mão. A história gira em torno de um carro misterioso que pode ser um portal para outra dimensão. Confuso? Pois é! A narrativa é fragmentada e, muitas vezes, mais frustrante do que assustadora. A atmosfera surreal não funciona tão bem quanto em outros livros do autor.
8. The Colorado Kid (2005): Mistério Sem Respostas
Se você busca um bom suspense policial de King, sugiro “Mr. Mercedes” ou “Joyland”. “The Colorado Kid” parece um rascunho dessas obras. A trama é sobre um assassinato bizarro, cheio de perguntas sem respostas. A proposta é ousada, mas o resultado é um livro curto e superficial, que não entrega a tensão e o mistério que esperamos de King.
7. O Apanhador de Sonhos (2001): Aliens e Amizade?
“O Apanhador de Sonhos” tem fama de ser um dos piores livros de Stephen King, mas confesso que não o achei tão ruim assim. A história sobre alienígenas que afetam a vida de um grupo de amigos de infância tem momentos interessantes, mas o livro é longo demais e se perde em subtramas desnecessárias. Lembra um pouco “It: A Coisa” pela temática da amizade, mas sem o mesmo brilho.
6. Os Tommyknockers (1987): Alienígenas e Muita Viagem
Falando em alienígenas, “Os Tommyknockers” compartilha algumas semelhanças com “O Apanhador de Sonhos”, mas é ainda mais longo e confuso. A história é sobre uma cidade que é influenciada por uma nave alienígena enterrada. King admitiu que o livro precisaria de uma edição drástica para destacar o que realmente funciona. Concordo plenamente!
5. A Maldição (1984): Emagrecimento Forçado
Publicado sob o pseudônimo de Richard Bachman, “A Maldição” é um dos livros menos inspirados de King. A história é sobre um homem que é amaldiçoado a perder peso de forma implacável. A premissa é interessante, mas a execução é tediosa. Existem outros livros de Bachman que valem mais a pena, como “Raiva” e “Roadwork”.
4. Duma Key (2008): Reciclagem de Ideias
“Duma Key” tinha tudo para ser um livro incrível: um homem recomeçando a vida em um lugar novo, elementos sobrenaturais e personagens secundários excêntricos. Mas o resultado é uma bagunça. King parece estar apenas repetindo fórmulas de sucesso, sem a mesma inspiração. O personagem Wireman é particularmente irritante e afunda o livro de vez.
3. Saco de Ossos (1998): Romance Sobrenatural Sem Graça
O final dos anos 90 e o início dos anos 2000 não foram os melhores para Stephen King, e “Saco de Ossos” é um exemplo disso. O livro tenta ser um romance sobrenatural, mas falha em criar uma atmosfera envolvente. A história é previsível, os personagens são caricatos e o romance é forçado. Uma leitura cansativa e decepcionante.
2. Os Justiceiros (1996): Caos Total
Lançado como um livro complementar a “Desespero”, “Os Justiceiros” é ainda pior. A história tem personagens com os mesmos nomes de “Desespero”, mas a trama é confusa e sem sentido. É como “Do Buick 8”, só que pior. Um livro obscuro e esquecível, com razão.
1. A História de Lisey (2006): O Favorito Problemático
Stephen King considera “A História de Lisey” seu melhor livro, mas discordo veementemente. A história é pessoal e sentimental, inspirada em sua relação com sua esposa, Tabitha King. Mas o resultado é piegas, constrangedor e ofensivo na forma como aborda a doença mental. O uso de palavras inventadas é irritante e não contribui para a história. Um livro que deveria ter permanecido inédito.