Preparem a pipoca (e talvez fechem os olhos dos mais novos)! A DCU (antigo DCEU) está chegando com tudo, sem medo de mostrar a realidade… inclusive a sexualidade! Enquanto a Marvel se mantém “família” sob as asas da Disney, a DCU parece disposta a explorar temas mais adultos e complexos, e os resultados já estão aparecendo nas bilheterias. Será que o futuro do entretenimento de super-heróis está em abraçar a ousadia?
“Peacemaker” e a Orgia que Dividiu Opiniões (e Provou um Ponto)
Quem assistiu à segunda temporada de “Peacemaker” sabe do que estou falando. Logo no primeiro episódio, somos presenteados (ou chocados, dependendo do ponto de vista) com uma cena de orgia onde o protagonista, Chris Smith/Peacemaker, tenta se automedicar com álcool, drogas e… bem, muita gente nua. A cena gerou polêmica, claro, mas James Gunn, o showrunner, explicou que o objetivo era mostrar o vazio e a desconexão do personagem, que busca em vão preencher um buraco emocional.
Essa cena, por mais exagerada que seja, serve como um divisor de águas. Ela deixa claro que a DCU não vai evitar temas adultos como a sexualidade, ao contrário da Marvel, que raramente se aventura por esse território. E não me venham com “Ah, mas é só para chocar!”. Em “Peacemaker”, a cena tem um propósito narrativo, como Gunn explicou no podcast oficial da série. Ela impulsiona o personagem a tomar decisões importantes e seguir em frente na trama.
Marvel vs. DC: Uma Comparação (Quase) Sem Sexo
Vamos ser sinceros: em 37 filmes, a Marvel teve, no máximo, duas cenas que podem ser consideradas minimamente “sexuais”. A primeira, em “Homem de Ferro”, com Tony Stark e a repórter Christine Everhart, nem contava tanto assim, já que o MCU ainda estava engatinhando. A segunda, e mais recente, foi em “Eternos”, com Sersi e Ikaris. Mas, sejamos honestos, a cena não teve grande impacto e o filme, como um todo, não foi um sucesso de crítica ou público.
A Marvel, sob a batuta da Disney, sempre priorizou um público mais amplo, incluindo famílias e crianças. Isso significa evitar temas que possam ser considerados “controversos”, como a sexualidade explícita. Mas será que essa estratégia não está começando a se esgotar? Será que a falta de ousadia não está contribuindo para a estagnação da franquia?
“Superman” e a Aposta na Química Entre os Personagens
O novo “Superman”, também sob o comando de James Gunn, parece seguir um caminho diferente. Mesmo sem cenas de nudez, o filme transmite uma sensualidade e uma química entre Clark Kent e Lois Lane que muitos filmes da Marvel não conseguem alcançar. A cena do beijo apaixonado na cozinha de Lois, por exemplo, é um ótimo exemplo de como mostrar a atração entre os personagens sem apelar para o explícito.
Além disso, o filme aborda o tema da sexualidade de forma mais direta, com a mensagem dos pais de Superman incentivando-o a “tomar muitas esposas” e repopular Krypton. É uma forma de reconhecer a importância do tema na vida dos personagens, sem cair em clichês ou exageros desnecessários. E, para quem duvidava, “Superman” já arrecadou mais de 100 milhões de dólares a mais do que “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”. Alguém duvida que a ousadia da DCU está dando resultado?
O Futuro da DCU: Mais Ousadia, Mais Sucesso?
James Gunn prometeu que cada projeto da DCU terá seu próprio tom e estilo. Isso significa que não vamos ver orgias em todos os filmes, mas também que a sexualidade não será um tabu. Os personagens poderão ter relacionamentos complexos, explorar suas identidades e desejos, e isso será mostrado de forma autêntica e relevante para a história.
A DCU está apostando em uma abordagem mais madura e ousada, enquanto a Marvel continua a seguir a fórmula da Disney. Resta saber se essa estratégia dará certo a longo prazo, mas os primeiros resultados são promissores. Será que a DCU finalmente encontrou o caminho para superar sua rival? O tempo dirá, mas uma coisa é certa: a guerra dos super-heróis está mais quente do que nunca!