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Brightburn: Quando o Super-Herói Vira um Pesadelo Sombrio

  • outubro 4, 2025
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Prepare-se para uma reviravolta! “Brightburn”, o filme de 2019 produzido por James Gunn, pega a fórmula clássica de super-heróis e a joga em um liquidificador de terror. Imagine

Brightburn: Quando o Super-Herói Vira um Pesadelo Sombrio

Prepare-se para uma reviravolta! “Brightburn”, o filme de 2019 produzido por James Gunn, pega a fórmula clássica de super-heróis e a joga em um liquidificador de terror. Imagine o Superman, mas com uma pitada de “O Exorcista”. É uma mistura ousada que subverte expectativas e nos faz questionar: o que acontece quando um ser com poderes divinos escolhe o caminho da escuridão? Como fã de histórias que desafiam os clichês, “Brightburn” me fisgou pela ousadia e pela forma como brinca com os nossos medos mais profundos.

Uma Origem Incomum

Tori (Elizabeth Banks) e Kyle Breyer (David Denman), um casal que vive numa fazenda no Kansas, veem seus sonhos de ter um filho se tornarem realidade de uma forma bem… diferente. Uma nave espacial cai perto de sua casa, trazendo consigo o pequeno Brandon (Jackson A. Dunn). A história soa familiar? Pois é, a premissa é um “E se?” sombrio da história do Superman. Mas, ao invés de se tornar um símbolo de esperança, Brandon trilha um caminho sinistro, confrontando dilemas morais de uma forma bem mais… sangrenta.

Superpoderes e Terror Adolescente

À medida que Brandon descobre seus poderes, ele se depara com questionamentos que assombram muitos heróis. Mas, ao contrário de Clark Kent em “Smallville” ou até mesmo o Homem-Aranha, Brandon escolhe um caminho bem mais sombrio. E é aqui que “Brightburn” brilha! O filme mistura elementos de ficção científica com tropos de terror, criando uma atmosfera tensa e imprevisível.

Quando o Bullying Encontra a Kryptonita

O filme subverte os tropos de terror de forma inteligente. O bullying, a sensação de inadequação e a paixão platônica se transformam em combustível para a fúria de Brandon. É como se pegassemos os elementos de um filme slasher e os turbinássemos com superpoderes. A “alteridade” de Brandon é palpável, e a forma como as pessoas ao seu redor reagem a ele só o afasta ainda mais da humanidade.

Referências e Sátiras

“Brightburn” não se leva muito a sério, e isso é ótimo! O filme satiriza os clichês de super-heróis e filmes de terror com maestria. As cenas em que Brandon persegue suas vítimas são repletas de “gore” e ironia, criando momentos chocantes e divertidos ao mesmo tempo. É como se estivéssemos assistindo a uma versão distorcida de “O Sexto Sentido”, só que com superpoderes e muito mais sangue.

Família Assombrada

Em muitos filmes de super-heróis, a família é um porto seguro, uma fonte de força e esperança. Mas “Brightburn” inverte essa lógica. Tori e Kyle, apesar de serem pais amorosos, depositam um fardo enorme sobre os ombros de Brandon, sem realmente compreendê-lo. A dinâmica familiar disfuncional se torna um catalisador para o horror, mostrando que o amor incondicional pode se transformar em algo sombrio e aterrorizante. Essa abordagem me lembrou um pouco de “Hereditário”, outro filme que explora os horrores da família de forma perturbadora.

No fim das contas, “Brightburn” é uma experiência ousada e provocadora. O filme nos faz questionar a natureza do heroísmo e da vilania, e nos mostra que, às vezes, a linha que os separa é mais tênue do que imaginamos. Se você curte filmes de super-heróis com uma pegada sombria e subversiva, “Brightburn” é uma ótima pedida. Prepare-se para ter suas expectativas desafiadas e seus nervos à flor da pele!

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