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“Bitch Planet”: Por que Precisamos do Retorno Urgente Desta HQ Feminista e Sci-Fi

  • novembro 8, 2025
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Preparem seus corações, porque vamos falar de uma HQ que marcou época e que, na minha humilde opinião, continua mais relevante do que nunca! Lançada em 2014 pela

“Bitch Planet”: Por que Precisamos do Retorno Urgente Desta HQ Feminista e Sci-Fi

Preparem seus corações, porque vamos falar de uma HQ que marcou época e que, na minha humilde opinião, continua mais relevante do que nunca! Lançada em 2014 pela Image Comics, “Bitch Planet” nos jogou em um futuro distópico onde mulheres “não-conformes” são exiladas para uma prisão espacial. Mas acreditem, essa premissa é só a ponta do iceberg. Com roteiro afiado de Kelly Sue DeConnick e arte impactante de Valentine De Landro, a série nos apresentou a personagens complexas e discussões profundas sobre feminismo, poder e opressão. O problema? “Bitch Planet” entrou em hiato em 2017 e, sinceramente, a saudade já não cabe em mim!

Por que “Bitch Planet” é uma Obra-Prima da Ficção Científica?

Com apenas 10 edições (mais a minissérie “Bitch Planet: Triple Feature”), a HQ conquistou um lugar especial no meu coração e no de muitos fãs. E o motivo é simples: ela não tem medo de abordar temas difíceis e nos fazer questionar o status quo. A série subverte os clichês das distopias sci-fi ao colocar mulheres negras e LGBTQIAP+ no centro da narrativa, explorando suas vivências e desafios em um mundo que tenta silenciá-las.

Kamau “Kam” Kogo, Morrow, Penny Rolle e Eleanor Doane são personagens inesquecíveis que representam a diversidade e a força da resistência feminina. E a forma como a HQ expõe a cumplicidade das mulheres brancas na opressão é simplesmente genial. Lembram das esposas da elite política, com seus vestidos rosas e máscaras elegantes? Elas podem parecer privilegiadas, mas sua “elegância” é uma forma de silêncio, um lembrete constante de que, se ousarem desafiar o sistema, também serão descartadas. É uma crítica social tão certeira que chega a doer!

“Bitch Planet” e a Relevância do Feminismo Interseccional

A genialidade de “Bitch Planet” reside na sua capacidade de abordar o feminismo de forma interseccional, mostrando como raça, gênero e classe social se entrelaçam na opressão. A série nos lembra que a luta por igualdade não é homogênea e que precisamos dar voz às mulheres que são marginalizadas pelas estruturas de poder.

Enquanto outras obras, como “O Conto da Aia”, exploram a opressão feminina, “Bitch Planet” vai além, questionando o papel das próprias mulheres na perpetuação do sistema. É uma reflexão necessária em um mundo onde o feminismo ainda é frequentemente cooptado por interesses elitistas e excludentes.

Um Cliffhanger Que Nos Assombra: O Que Aconteceu com Kylie?

Se você chegou até aqui e ainda não leu “Bitch Planet”, prepare-se para um spoiler: a edição #10 termina com um cliffhanger de tirar o fôlego! Kylie Sarah Josephson, a filha do influente Edward Josephson, se junta à revolução contra o patriarcado. Sim, a filha de um dos maiores opressores se torna uma aliada!

A reviravolta prometia uma nova dinâmica para a história, com a possibilidade de explorar a complexidade das relações de poder e a redenção de personagens controversas. Mas, infelizmente, ficamos órfãos dessa narrativa. Kelly Sue DeConnick chegou a anunciar o retorno da HQ em 2020, mas até agora nada se concretizou.

Por Que Precisamos de “Bitch Planet” de Volta?

Além de resolver o mistério de Kylie, o retorno de “Bitch Planet” é fundamental para continuarmos refletindo sobre os desafios do feminismo no século XXI. A revogação de Roe v. Wade nos Estados Unidos (fonte: The New York Times) e o aumento da violência contra mulheres em todo o mundo (fonte: ONU Mulheres) são exemplos de como a luta por direitos e igualdade ainda está longe de terminar.

Em um cenário político e cultural incerto, obras como “Bitch Planet” são essenciais para nos inspirar, nos fortalecer e nos lembrar que a resistência é possível. Precisamos de histórias que nos mostrem a importância da união, da solidariedade e da luta por um futuro mais justo e igualitário. Então, Kelly Sue DeConnick, Valentine De Landro, por favor, voltem a nos presentear com essa obra-prima! O mundo precisa de “Bitch Planet” mais do que nunca.

E você, o que acha? Deixe seu comentário e vamos conversar sobre essa HQ incrível!

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