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Anime Inusitado: ‘Tojima Wants To Be a Kamen Rider’ Prova Que Nunca é Tarde Para Ser Herói (Mesmo aos 40!)

  • março 26, 2026
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Preparem-se, Geeks! Se tem uma coisa que a indústria de animes nos ensina a cada nova temporada é que a criatividade não tem limites. De máquinas de vendas

Anime Inusitado: ‘Tojima Wants To Be a Kamen Rider’ Prova Que Nunca é Tarde Para Ser Herói (Mesmo aos 40!)

Preparem-se, Geeks! Se tem uma coisa que a indústria de animes nos ensina a cada nova temporada é que a criatividade não tem limites. De máquinas de vendas falantes a isekais que desafiam a lógica, sempre somos presenteados com aquelas pérolas que nos fazem questionar tudo, mas que no fim das contas, nos conquistam. E, para mim, “Tojima Wants To Be a Kamen Rider” brilhou intensamente nesse quesito nas últimas duas temporadas! Com seus 24 episódios, essa produção da Crunchyroll entregou uma mistura deliciosa de caos, vergonha alheia (da boa!) e uma realidade tão distorcida que, por algum motivo insano, faz todo o sentido e se transforma numa experiência divertidíssima – claro, se você estiver no clima certo para embarcar nessa jornada.

Um Herói Quarentão? Essa é a Nova Onda!


A primeira coisa que me pegou em “Tojima Wants To Be a Kamen Rider” é que ele foge completamente do óbvio. Esqueça o adolescente descobrindo poderes ou o jovem prodígio salvando o mundo. Aqui, nosso protagonista é Tojima Tanzaburo, um homem de 40 anos que, como muitos de nós, cresceu vidrado nos clássicos *Kamen Rider*. Eu, por exemplo, ainda lembro de tentar fazer o “kamehameha” na frente da TV! Tojima tem essas memórias, esses sonhos de infância, mas a vida adulta o trouxe para uma rotina um tanto… medíocre. E é aí que a mágica acontece: ele decide reencontrar a motivação se tornando, pasmem, um *Kamen Rider* na vida real!

Essa é uma tendência que eu, como fã e redatora, tenho amado ver nos animes recentes. No lugar do clássico shonen com protagonistas juvenis, temos heróis mais velhos, “barrigudinhos” (com todo respeito!), repensando a vida depois dos 30, 40 anos. *Kaiju No. 8*, por exemplo, fez algo similar e conquistou muita gente. É difícil dizer como o público mais jovem recebe isso, mas para nós, que já passamos dos 20 e poucos, é um deleite ver personagens na tela enfrentando crises existenciais que, convenhamos, são bem familiares. Enquanto no mundo real a solução pode ser começar uma academia, comprar uma moto ou mudar o visual, no universo de Tojima a linha entre o real e o fantástico se dissolve, permitindo que ele encare vilões de verdade, usando apenas o poder do bom e velho treinamento e, claro, da amizade!

Mais Que Um Rider, Uma Família Tokusatsu

Um dos grupos mais aleatórios dos animes recentes | Crunchyroll/Divulgação

O que é genial em “Tojima Wants To Be a Kamen Rider” é que ele não se prende apenas ao protagonista. Aliás, a narrativa se expande tanto que Tojima Tanzaburo chega a sumir por alguns episódios, abrindo espaço para outros personagens igualmente memoráveis. Temos Yuriko Okada, uma professora aparentemente comum que sonha em ser Tackle, a Humanoide de Onda Eletrônica. Assim como Tojima, ela tem suas próprias razões para encarnar sua heroína favorita, conciliando esse “segredo” com o dia a dia na escola. E que tal Ichiyo Shimamura, que se transforma no Kamen Rider V3, ou seu irmão Mitsuba, que vira o Riderman?

Mesmo diante da mais profunda aleatoriedade de adultos se vestindo como personagens de infância, o anime consegue reunir uma equipe única, que se entende e se conecta. É uma prova linda de que, não importa o quão peculiar você se sinta, sempre há um grupo esperando para te acolher. Para quem é fã de tokusatsu, especialmente de *Kamen Rider*, as referências são um prato cheio: trilha sonora, recriações animadas de cenas clássicas de 1971 e de séries posteriores. Mas mesmo quem só conhece o nome da franquia consegue se envolver, basta pensar no seu filme, série ou livro favorito da infância e a identificação é instantânea.

Caos Controlado, Nostalgia Pura e Um Galo Atacante!

O charme inesperado do anime reside na forma como ele conta sua história. Vemos os personagens treinando, enfrentando dilemas do mundo real, e de repente, adultos fantasiados estão pelas ruas lutando contra vilões reais da organização Shocker, sem maiores explicações. É muita ação, um humor *nonsense* que te pega de surpresa (sim, um personagem é atacado por um galo durante um treinamento!), e até um romance meio esquisito que te faz pensar “por que raios eu ainda estou assistindo isso?”. Mas no meio de todo esse pandemônio, a história de Yokusaru Shibata (o criador) transborda coração e uma pitada de nostalgia que dá um sabor especial.

Topa enfrentar um urso? Não precisa nem perguntar | Crunchyroll/Divulgação
Topa enfrentar um urso? Não precisa nem perguntar | Crunchyroll/Divulgação

Nosso Tojima Kamen Rider, mesmo sabendo que a vitória pode ser difícil, não desiste. Ele se levanta, de novo e de novo, com um romantismo clássico na forma como encara as batalhas. É como aqueles dias em que nada dá certo, e você olha para os lados se perguntando onde está a câmera da pegadinha. Mas, assim como o protagonista, você continua, porque é a única coisa a fazer.

O Elefante na Sala: Um Detalhe Que Incomoda

Infelizmente, nem tudo são flores no mundo dos Riders. Há um ponto negativo que, como fã e crítica, preciso destacar. As personagens femininas, com suas motivações fortes e interessantes, são ocasionalmente retratadas de forma desnecessariamente sexualizada. Yuriko, por exemplo, tem poses que exageram os seios, e não é raro vê-la caindo e sendo mostrada em ângulos com a saia levantada. Essas cenas não se alinham com o tom geral do anime e soam como um excesso sem acréscimo narrativo. Diferente de outros exageros que servem para o humor ou a trama, esses momentos destoam e podem quebrar a imersão. Não chega a estragar a experiência por completo, mas deixa um gostinho amargo de que não precisavam estar ali.

Entre risadas, situações de vergonha alheia que te fazem fechar os olhos e momentos de pura parceria, “Tojima Wants To Be a Kamen Rider” é uma surpresa curiosa no vasto universo dos animes recentes. Não é uma produção para rever incansavelmente, talvez a primeira dose já seja suficiente, mas para quem embarcar nessa história de coração (e mente) aberta, focado em se divertir em vez de questionar a cada cena, é uma jornada e tanto!

A temporada completa, com 24 episódios, está disponível na Crunchyroll, com opções dublada e legendada.

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