A saga “Alien” é um marco da ficção científica, e a jornada de Ellen Ripley, interpretada magistralmente por Sigourney Weaver, é um dos pilares dessa história. Desde a tripulante assustada em “Alien, o 8º Passageiro” até a guerreira implacável em “Aliens, o Resgate”, Ripley evoluiu de forma impressionante. “Alien 3” encerrou sua saga com um sacrifício final que parecia perfeito, mas Hollywood nem sempre deixa as coisas terminarem bem… e então tivemos “Alien: A Ressurreição”. Mas será que a ressurreição de Ripley valeu a pena?
A Ambição por Trás do Fracasso?
“Alien: A Ressurreição” tentou ousar em temas interessantes, mas… digamos que a execução deixou a desejar. A introdução de Call (Winona Ryder), uma Auton (um tipo de sintético mais avançado), trazia um potencial enorme. A ideia de máquinas rebeldes e a busca de Call por identidade eram elementos que poderiam ter enriquecido a trama.
Particularmente, acho que a personagem da Call tinha tudo para ser a grande sacada do filme! Ela representava um conflito interno fascinante: a programação fria de uma máquina versus a busca por autonomia e humanidade. Winona Ryder arrasou na atuação, mas o roteiro não deu a ela o espaço que merecia.
Clonagem e a Perda da Essência de Ripley
A questão da clonagem também foi mal explorada. A cena em que Ripley 8 (a clone) queima as versões anteriores de si mesma tinha um potencial emocional enorme, mas se perdeu em meio à ação desenfreada. E o pior de tudo: a Ripley que “ressuscitou” não era a mesma. Sigourney Weaver entregou uma atuação diferente, mais distante e até apática, o que acabou diluindo a força da personagem.
Sério, gente, cadê a Ripley que a gente amava? Aquela mulher forte, determinada e que lutava com unhas e dentes pela sobrevivência? A clone parecia uma sombra da original, o que foi uma baita decepção.
O Bebê Xenomorfo Que Ninguém Pediu
E então chegamos ao terceiro ato, com a introdução do “Newborn” (recém-nascido). Lembra do Offspring em “Alien: Romulus”? Então, imagine algo ainda mais bizarro e… desnecessário. A criatura, resultado da mistura de DNA humano e xenomorfo, era simplesmente grotesca e destoava do tom do filme. A cena em que seus órgãos são “sugados” para fora do corpo é perturbadora, mas não no bom sentido.
Na boa, quem teve a ideia de criar um “bebê” xenomorfo? A criatura era tão bizarra que chegava a ser engraçada! E a cena final, com a Ripley 8 “matando” o Newborn, foi deprimente e sem propósito. Parecia que os roteiristas estavam tentando chocar o público a qualquer custo, mas o resultado foi um desastre.
Um “Alien” Genérico?
“Alien: A Ressurreição” tentou inovar, mas falhou em capturar a essência da franquia. A ação desenfreada e os efeitos especiais exagerados não compensaram a falta de roteiro e o desenvolvimento superficial dos personagens. Para mim, o filme poderia ter se chamado “Monstros Espaciais Genéricos Atacam” e ninguém notaria a diferença.
“Alien 3” pode ter suas falhas, mas ainda é um filme “Alien” de verdade. “A Ressurreição”, infelizmente, é uma mancha na história da franquia.
E aí, você vai dar uma chance para “Alien: A Ressurreição” no aniversário de lançamento? Conta pra gente nos comentários!