A Herança Mais Bizarra dos Animes Chegou! The Drops of God Vale a Pena?
- março 26, 2026
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Olha, gente, se tem uma coisa que a cultura pop sabe fazer é nos surpreender com tramas familiares dignas de novela das nove, mas com um toque extra
Olha, gente, se tem uma coisa que a cultura pop sabe fazer é nos surpreender com tramas familiares dignas de novela das nove, mas com um toque extra
Olha, gente, se tem uma coisa que a cultura pop sabe fazer é nos surpreender com tramas familiares dignas de novela das nove, mas com um toque extra de excentricidade que só animes e mangás conseguem entregar. E é exatamente essa vibe que “The Drops of God” (Kami no Shizuku) traz para a Crunchyroll neste mês de abril. Preparem seus cálices e seus corações, porque a história de vinhos, herança e rivalidade fraternal promete ser tão complexa quanto um bom tinto. Mas será que essa adaptação do mangá clássico consegue nos embriagar de verdade ou deixa um gosto amargo? Vem comigo que eu conto!
A premissa de “The Drops of God”, originalmente um mangá escrito pela dupla Tadashi Agi (pseudônimo dos irmãos Shin e Yuko Kibayashi), já é, por si só, um banquete para quem ama um bom drama. Imagine a cena: Shizuku Kanzaki, um jovem assalariado que leva sua vida tranquilamente, descobre que seu pai, o renomado crítico de vinhos Yutaka Kanzaki, faleceu. Até aí, triste, mas ok. O plot twist vem quando Shizuku descobre que o pai não só adotou outro rapaz, Issei Tomine, UMA SEMANA antes de morrer (sim, vocês leram certo: UMA SEMANA!), como também deixou um testamento bem peculiar.
Em vez de uma herança simples, o sr. Kanzaki propôs uma competição de vinhos. Quem vencer, leva tudo. Gente, sério? Meu primeiro pensamento foi: que tipo de pai faz isso com os filhos? É quase como se ele quisesse assistir ao circo pegar fogo do além! Essa manobra me lembrou um pouco as reviravoltas grandiosas de séries como “Succession”, onde a briga por poder e herança é o tempero principal, mas aqui, a alta cultura do vinho se mistura com uma dose de crueldade paterna que beira o cômico. É uma lição de vida nada ortodoxa, algo que já vimos em obras como “Food Wars!” onde o legado familiar também passa por provas insanas.
Shizuku, nosso protagonista, não é exatamente um entusiasta de vinhos. Na verdade, ele nem aprecia a bebida. Mas, como todo bom anime nos ensina, ele tem uma “conexão” especial, quase um superpoder, com o vinho. É como se ele pudesse sentir nuances que ninguém mais sente, uma percepção sensorial elevada que o conecta à bebida de uma forma quase mística. Para ser bem sincera, essa parte me pareceu um pouco forçada. Embora em animes a gente aceite quase tudo, a forma como essa “habilidade” se manifesta em Shizuku não me convenceu totalmente.
Do outro lado, temos Issei Tomine, o “irmão” recém-adotado, que também possui uma habilidade similar, mas com uma abordagem mais técnica e acadêmica. A competição entre esses dois, um com sua intuição “mágica” e outro com seu conhecimento profundo, é o que move a trama. É um embate que poderia ser super envolvente, com degustações dramáticas e descrições poéticas de vinhos, algo que o mangá original faz com maestria e que inclusive inspirou um boom no consumo de vinhos em alguns países asiáticos.
Agora, vamos falar de algo que realmente pesou na minha experiência: a animação. Produzido pelo estúdio Satelight, a adaptação de “The Drops of God” infelizmente não conseguiu me cativar visualmente. As cenas parecem um tanto estáticas, quase como se estivéssemos vendo uma sequência de PNGs, o que é uma pena para um drama que pede tanto por fluidez e expressividade.
Em uma era onde animes como “Witch Hat Atelier” ou “Daemons of the Shadow Realm” vêm entregando uma qualidade visual de tirar o fôlego, ver “The Drops of God” com essa qualidade me deixou um pouco desapontada. Parece que faltou um pouco mais de tempo, de polimento, ou talvez um orçamento maior para realmente fazer justiça à riqueza do material original. É um problema que, infelizmente, temos visto em algumas produções recentes, onde a pressa em lançar acaba comprometendo a arte. Mas, quem sabe a situação não melhore ao longo dos episódios, não é? A esperança é a última que morre!
Apesar da premissa intrigante e do potencial para um drama familiar de tirar o fôlego, “The Drops of God” na sua versão animada deixou a desejar em alguns aspectos cruciais para mim. A qualidade da animação e a forma como a “habilidade” de Shizuku foi apresentada não me convenceram totalmente. No entanto, o enredo é curioso, e para quem ama um bom mistério com pitadas de alta gastronomia (ou, neste caso, enologia), pode ser uma pedida interessante. O mangá é um clássico, e a história tem seu charme.
Minha nota para os primeiros episódios é 4/10. É um gole que não me embriagou, mas também não me fez cuspir. Se você é fã do mangá ou está curioso para ver um anime sobre vinhos, talvez valha a pena dar uma olhada. E se for acompanhar, por favor, volte aqui e me conte o que achou! Agradeço à Crunchyroll pelo acesso antecipado ao material para esta análise. “The Drops of God” estreia dia 10 de abril, com transmissão simultânea na plataforma.