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Shinichirō Watanabe e MAPPA: Por que O anime com o diretor de John Wick foi esquecido em apenas 1 ano?

  • julho 10, 2026
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Gente, quem aí não treme na base quando ouve os nomes Shinichirō Watanabe e MAPPA na mesma frase? Se adicionarmos a isso o mestre das coreografias de ação,

Shinichirō Watanabe e MAPPA: Por que O anime com o diretor de John Wick foi esquecido em apenas 1 ano?

Gente, quem aí não treme na base quando ouve os nomes Shinichirō Watanabe e MAPPA na mesma frase? Se adicionarmos a isso o mestre das coreografias de ação, Chad Stahelski, diretor da franquia *John Wick*, a expectativa não só vai para a estratosfera, ela a atravessa! Foi exatamente essa a sensação que tomou conta da comunidade otaku e geek quando *Lazarus* foi anunciado. Com um pedigree desses, era impossível não sonhar com um novo clássico instantâneo, uma obra que redefiniria o que conhecemos por anime de ação. Mas, como nem tudo que reluz é ouro no universo da cultura pop, a realidade de *Lazarus* nos trouxe um balde de água fria que poucos esperavam.

A Promessa Dourada de Lazarus: Um Sonho Desfeito?

A verdade é que Shinichirō Watanabe é uma lenda viva. Pensem em *Cowboy Bebop* ou *Samurai Champloo* – obras que não só marcaram gerações, mas que continuam sendo referências absolutas em roteiro, trilha sonora e estilo visual. Ter um novo projeto dele já seria motivo suficiente para celebrar. Agora, imaginem a notícia de que Chad Stahelski, o gênio por trás das sequências de ação viscerais e impecáveis de *John Wick*, estaria envolvido no design de ação! A ideia de ter o toque mágico de Stahelski, que transformou *John Wick* em sinônimo de excelência em combate corpo a corpo, em um anime do MAPPA? Isso era tipo um crossover dos sonhos, a união perfeita entre a fluidez da animação e a brutalidade coreografada. O estúdio MAPPA, que nos últimos anos tem entregado animações de cair o queixo com *Jujutsu Kaisen* e as temporadas finais de *Attack on Titan*, parecia a cereja do bolo, prometendo uma qualidade visual de altíssimo nível. Com essa tríade de talentos, a comunidade já esperava um divisor de águas, algo que ficaria gravado na história do anime.

Lazarus: Mergulhando na Trama e no Esquecimento Rápido

O enredo de *Lazarus* também era um convite irrecusável. Ambientado em 2048, o mundo alcançou uma era de paz e prosperidade graças ao Dr. Skinner, um neurocientista vencedor do Prêmio Nobel que desenvolveu o Hapuna, uma droga milagrosa capaz de curar todas as doenças e até aumentar a longevidade. O melhor de tudo? Era acessível e barata para todos. Mas, como toda boa distopia, a utopia tinha um prazo de validade. Três anos depois de desaparecer, Skinner reaparece para revelar a verdade chocante: quem consumiu o Hapuna só viverá por mais três anos e meio. Como já se passaram três anos, a humanidade tem apenas seis meses de vida. O caos se instala, e uma força-tarefa de elite chamada *Lazarus* é formada, composta por criminosos libertados, com a missão de encontrar Skinner e o antídoto. No centro, Axel Gilberto, um fugitivo especialista em fugas, é recrutado. A premissa, vamos ser sinceros, é GENIAL! Um futuro utópico virando distopia em segundos, uma corrida contra o tempo para salvar a humanidade… É o tipo de enredo que te prende desde o primeiro minuto, sabe? Mas, apesar dessa base sólida e intrigante, *Lazarus*, que estreou em 6 de abril de 2025 e terminou em 29 de junho de 2026 com 13 episódios, parece ter sido engolido pelo vácuo em tempo recorde. Em um cenário onde novas séries surgem a cada temporada, a competição por atenção é brutal. E *Lazarus*, infelizmente, perdeu a corrida.

O Que Aconteceu? Acessibilidade Limitada e Expectativas Altíssimas

Um dos grandes calcanhares de Aquiles de *Lazarus* foi sua distribuição. Aqui, preciso puxar a orelha: como um projeto desse calibre, com nomes tão fortes, não chegou a plataformas gigantes como Crunchyroll ou Netflix? Em pleno 2024 (ou 2025, no caso do lançamento), a acessibilidade é TUDO. Se o público não encontra facilmente um anime, a chance de ele virar um fenômeno global é mínima. Essa limitação de alcance certamente contribuiu para que *Lazarus* não conseguisse criar a base de fãs necessária para sustentar a conversa. E, claro, a sombra dos trabalhos anteriores de Watanabe é pesadíssima. Quando se tem um currículo com obras-primas como *Cowboy Bebop* e *Samurai Champloo*, a régua de comparação é altíssima. *Lazarus* foi bom? Sim, teve seus momentos de brilho, especialmente nas cenas de ação. Mas foi *tão* bom quanto *Cowboy Bebop*? A maioria dos fãs diria que não. Não foi um desastre total, o texto original deixa claro que não foi um “flop crítico completo”, mas a recepção foi “underwhelming”, ou seja, decepcionante. E para um anime com essa equipe dos sonhos, “decepcionante” é quase um insulto.

Lazarus 2: Um Sonho Impossível?

A questão que fica é: teremos uma segunda temporada? Infelizmente, as chances são quase nulas. A declaração de Shinichirō Watanabe ao Collider, citada pelo presidente da Cartoon Network, Michael Ouweleen, é quase um epitáfio para a série: “É tudo o que tenho!”. Isso, para um fã, soa como um adeus melancólico. Mesmo com um aceno inicial do próprio Watanabe para uma possível continuação em julho do ano passado, a fria recepção e a falta de engajamento provavelmente selaram o destino da série. Em um mercado onde números e conversas nas redes sociais ditam a continuidade de uma obra, *Lazarus* simplesmente não entregou o suficiente para justificar mais episódios. É uma pena, porque a ideia tinha potencial para ser explorada em arcos ainda mais complexos e personagens mais desenvolvidos. Mas, no fim das contas, a indústria é implacável.

No final das contas, *Lazarus* serve como um lembrete agridoce de que nem mesmo os maiores talentos da indústria são imunes aos desafios da produção e recepção de animes. A combinação Watanabe-Stahelski-MAPPA foi um experimento ousado, com um potencial gigantesco, mas que, infelizmente, tropeçou na linha de chegada. Talvez, com o tempo, *Lazarus* encontre seu nicho de culto, como tantas outras obras que foram subestimadas em seu lançamento. Por enquanto, fica a lição de que a expectativa, por mais justificada que seja, pode ser uma faca de dois gumes no mundo da cultura pop.

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