Realm Of Ink: A História É FRACA, mas este roguelite Vicia MAIS que Hades?
- junho 18, 2026
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No universo dos games, de vez em quando surge um título que não apenas se destaca, mas redefine um gênero inteiro. Lembram do impacto de *Hades*, que elevou
No universo dos games, de vez em quando surge um título que não apenas se destaca, mas redefine um gênero inteiro. Lembram do impacto de *Hades*, que elevou
No universo dos games, de vez em quando surge um título que não apenas se destaca, mas redefine um gênero inteiro. Lembram do impacto de *Hades*, que elevou os roguelites a um novo patamar com sua narrativa envolvente, arte impecável e combate viciante? Pois é, essa onda de “roguelites com alma” continua, e eu, Lana da InnovaGeek, fiquei de olho em *Realm Of Ink*, que promete seguir essa trilha com um twist visual que me deixou de queixo caído. Será que ele consegue a proeza de nos viciar tanto quanto o titã da Supergiant Games, mesmo com um calcanhar de Aquiles na história? Vamos descobrir!
Pra ser sincera, a primeira coisa que me chamou a atenção em *Realm Of Ink* foi a sua direção de arte. Enquanto muitos jogos buscam o fotorrealismo ou um estilo cartoon mais genérico, *Realm Of Ink* mergulha de cabeça na estética da pintura tradicional chinesa. É como se cada sala gerada processualmente fosse uma tela viva, com personagens e inimigos que parecem ter saído de um pergaminho antigo. É uma escolha ousada e que, na minha opinião, eleva o jogo a um patamar visual único, fazendo um contraste interessante com o combate rápido e estilizado, que lembra muito a fluidez de *Hades*. Você passa cada área e tem que tomar aquela decisão clássica de roguelite: risco maior pra recompensa maior, ou um caminho mais seguro? A adrenalina é garantida.
O coração de qualquer roguelite está na sua progressão, e *Realm Of Ink* não decepciona. As melhorias que você coleta durante a jornada vêm em diversas formas: algumas são bônus temporários, perfeitos para aquele empurrãozinho em uma sala específica, enquanto outras permanecem ativas durante toda a tentativa. E aqui entra a parte que eu mais amo: a sinergia! Se você planejar bem suas escolhas, dá pra acumular atributos e alcançar números de dano que preenchem a tela, tipo um combo de anime insano! Mas cuidado, focar demais em um aspecto pode te transformar em um guerreiro de vidro, com dano absurdo, mas frágil, ou em um tanque que não causa um arranhão. É um balanço delicado que me fez pensar e repensar cada decisão.
E não posso deixar de falar do Momo, seu parceiro inseparável! Longe de ser apenas um mascote fofo, ele é um pilar estratégico. A aparência dele muda com as relíquias de tinta que você equipa, e ele tem habilidades próprias, melhorias exclusivas e até poderes especiais independentes dos seus. É como ter um segundo personagem para gerenciar no calor da batalha, adicionando uma camada extra de profundidade que me fez experimentar combinações que eu jamais imaginaria.
Ah, a inevitável derrota! Em *Realm Of Ink*, quando a vida se esvai, sua alma é gentilmente (ou nem tanto) capturada por uma raposa celestial e levada de volta à Spirit Fox Inn. E é aqui que a magia do progresso permanente acontece. Você pode investir em melhorias que persistem entre as tentativas, treinar técnicas de combate e, o melhor de tudo, desbloquear novas guerreiras! Cada uma tem seu próprio estilo de luta, o que é um prato cheio pra quem gosta de variar. A protagonista inicial, Red, é acompanhada por Violetta, com seus chakrams giratórios, e A’kuan, que empunha um bastão gigante. Eu, por exemplo, viciei na A’kuan combinando ataques pesados com foco em acertos críticos. Contra chefes, ela virava uma máquina de destruição!
Confesso que as primeiras horas de *Realm Of Ink* são relativamente acessíveis, o que é ótimo para se familiarizar com os sistemas. Mas não se engane: a dificuldade aumenta de forma exponencial à medida que você avança na campanha, liberando níveis mais desafiadores e, claro, recompensas melhores. Isso inclui mais unidades de Fox Blood, essenciais para as melhorias permanentes na pousada.
A variedade de artefatos é impressionante. Cada tentativa parece única, não só pelos bônus estatísticos, mas pelos efeitos cumulativos que interagem entre si. Eu já vi combos que transformaram minha personagem em um furacão de lâminas giratórias, com números de dano que fariam qualquer chefe tremer na base. É essa constante descoberta de novas combinações que me mantém voltando para mais uma run.
Agora, vamos ser francos: nem tudo é perfeito. O jogo claramente tenta seguir os passos de *Hades* no quesito narrativa e personagens. A trama acompanha Red, presa nas páginas de um livro mágico e lutando para se libertar. E aqui, *Realm Of Ink* tropeça um pouco. Apesar do visual deslumbrante das criaturas e figuras, poucos personagens conseguem deixar uma impressão duradoura. A estética inspirada em anime, por mais bonita que seja, não oferece elementos suficientemente únicos para diferenciar cada um de forma significativa, e a história, bem, ela existe. É isso.
Mas aqui está o pulo do gato: a história não é o foco principal, e o jogo sabe disso. Mesmo depois de alcançar o objetivo inicial, há muito a explorar. O verdadeiro destaque são as batalhas cada vez mais intensas, impulsionadas por aquela combinação explosiva de bônus temporários e permanentes. Quando você menos espera, suas protagonistas estão lançando ataques que preenchem a tela, e os números de dano? Gigantescos!
Dominar os diversos sistemas exige algumas partidas, mas uma vez que você pega o jeito, as decisões se tornam mais estratégicas. A possibilidade de alterar opções de aprimoramento oferece um controle muito maior sobre a construção do personagem. E, de vez em quando, o jogo te joga umas trocas perigosas: sacrificar parte da energia ou reduzir permanentemente a vida máxima da tentativa atual em troca de relíquias lendárias. Eu, que sou fã de um risco calculado, sempre ia nessa!
Esses sacrifícios geralmente rendem recompensas de alto valor, como lâminas giratórias que te cercam, aumentos massivos de dano e melhorias significativas para a guerreira e seu companheiro. Os chefes, por sua vez, entregam recompensas mais valiosas, mesmo que alguns tenham a manha de voltar com a energia cheia após serem derrotados, com novos padrões de ataque. Mas a dificuldade suave das primeiras horas garante que os combates permaneçam fluidos e satisfatórios.
No fim das contas, *Realm Of Ink* pode não ter uma história que te prenda, mas sua intensidade de ação é inegável. A constante descoberta de novas relíquias e artefatos garante que cada tentativa tenha sua própria personalidade, enquanto o sistema envolvendo Momo adiciona uma camada extra de estratégia que é um show à parte. É um roguelite que tem tudo para viciar, com personalização de sobra e confrontos que permanecem interessantes por muitas e muitas horas.
*Realm Of Ink* é um roguelite claramente inspirado em *Hades*, compartilhando a perspectiva isométrica, o combate rápido e uma direção artística baseada em pinceladas da pintura chinesa. Embora a história e os personagens não sejam o seu ponto forte, a variedade de construções, a precisão dos controles e a diversidade de inimigos e chefes fazem com que o jogo chame muita atenção e se destaque.
Nota: 6.5 / 10
*Realm of Ink* está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e para PC (Steam e Epic Games).
*Agradecimentos a 4Divinity pelo envio do material. Análise feita na versão de PlayStation 5.*
*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade da autora e não remetem necessariamente à posição do InnovaGeek.*