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A Década Caótica dos X-Men: Por Que ‘The Twelve’, o Evento Mais Odiado, Merece Uma Segunda Chance?

  • maio 24, 2026
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E aí, galera da InnovaGeek! Lana aqui, e hoje a gente vai mergulhar de cabeça numa era dourada (e um tanto caótica) dos quadrinhos: os anos 90 dos

A Década Caótica dos X-Men: Por Que ‘The Twelve’, o Evento Mais Odiado, Merece Uma Segunda Chance?

E aí, galera da InnovaGeek! Lana aqui, e hoje a gente vai mergulhar de cabeça numa era dourada (e um tanto caótica) dos quadrinhos: os anos 90 dos X-Men. Se você é fã de longa data ou está começando agora a explorar o vasto universo mutante, sabe que essa década foi um turbilhão de popularidade, vendas estratosféricas e, convenhamos, algumas decisões editoriais bem questionáveis. A equipe mutante saiu dos anos 80 como a maior força dos quadrinhos, e 1991 viu *X-Force #1* e *X-Men (Vol. 2) #1* venderem milhões de cópias, atingindo um nível de ubiquidade cultural que faria qualquer franquia atual (tipo *My Hero Academia* ou o MCU) sentir inveja. Rob Liefeld, um dos arquitetos desse sucesso, estava desenhando *X-Force* em um comercial da Levi’s na TV nacional! Mas, como toda montanha-russa, a descida veio, e com ela, um dos arcos mais divisivos de todos os tempos: “The Twelve”. Preparem-se, porque eu tenho uma opinião (talvez impopular) sobre ele.

A Ascensão e a Queda (e a Confusão) dos X-Men nos Anos 90

Os anos 90 foram, sem dúvida, a década dos X-Men. Mesmo com a saída de lendas como Chris Claremont, Jim Lee, Marc Silvestri e Rob Liefeld logo no início de 1992, os títulos mutantes continuaram vendendo horrores. Era uma época de experimentação selvagem, onde cada novo número prometia “mudar tudo para sempre” – algo que a gente vê ecoar até hoje em eventos como *Guerras Secretas* da Marvel ou *Crise nas Infinitas Terras* da DC, mas em uma escala diferente. A segunda metade da década, especialmente após o blockbuster “Era do Apocalipse”, foi um caos criativo. Roteiristas entravam e saíam, tramas eram iniciadas e abandonadas, e a sensação era de que os editores estavam jogando dardos em um quadro cheio de ideias malucas para ver o que pegava. Foi nesse cenário que Alan Davis assumiu em 1998, com a missão ingrata de amarrar o máximo de pontas soltas possível e encerrar a era “extreme” dos mutantes. O resultado? “The Twelve”, uma saga que até hoje é motivo de reclamação entre os fãs. Mas, e se eu disser que ela não é tão ruim quanto pintam?

“The Twelve”: Uma Obra Mal Compreendida (e Bem Construída)

Image Courtesy of Marvel Comics

Ok, vamos ser sinceros: se você não leu *tudo* dos X-Men dos anos 90, “The Twelve” provavelmente não vai fazer muito sentido. E essa é uma das grandes críticas. A premissa central é que o Apocalipse decide reunir “Os Doze”, um grupo de mutantes profetizados anos antes, para se tornar um deus e dominar o mundo. X-Men, Cable e X-Man se opõem, e descobrimos que essa batalha seria crucial para a criação do futuro distópico de Cable. A história principal se desenrolou em *Uncanny X-Men #376-377*, *Cable #75-76*, *X-Man #59-60*, *Wolverine (Vol. 2) #145-147* e *X-Men (Vol. 2) #96-97*.

Mas aqui está o “pulo do gato” que muita gente esquece: o Alan Davis não tirou essa história do nada. Antes de chegar nesses números, você precisava ter lido *Astonishing X-Men (Vol. 2) #1-3*, a fase de Davis em *Uncanny #366-375* e *X-Men #85-95*, e até *Cable #47-74*. É *muita* leitura para entender uma única saga! E é aí que reside a genialidade (e a maldição) de “The Twelve”. Davis construiu um verdadeiro palácio narrativo, pagando anos de ideias como a profecia dos Doze, o verdadeiro propósito da vinda de Cable ao passado, a verdade sobre os Externos (mutantes imortais que hoje quase ninguém lembra), conectou os Skrulls ao Apocalipse e até devolveu o adamantium ao Wolverine! É denso? Sim. É confuso em retrospecto? Um pouco. Mas funcionou como uma ambiciosa tentativa de dar um desfecho a tramas que estavam largadas por aí há anos. É como tentar maratonar uma série de anime com 300 episódios e um monte de *fillers* e *spin-offs* antes de chegar no arco final – cansativo, mas recompensador se você se dedicou.

Um Evento à Moda Antiga: O Legado de “The Twelve”

Image Courtesy of Marvel Comics

A história em si segue o padrão dos grandes eventos da época: heróis se reúnem contra o vilão, percebem a desesperança da situação e culmina em uma batalha épica que, por ser um quadrinho X-Men dos anos 90, leva a outro evento, “Ages of Apocalypse”, onde En Sabah Nur tenta destruir o tempo. Há reviravoltas interessantes – a equipe de mutantes Skrulls de Xavier é uma ideia incrível que, infelizmente, nunca mais foi explorada (um desperdício, na minha opinião!). Não é um evento do Jonathan Hickman, com camadas e camadas de planejamento meticuloso que você só entende depois de reler, mas é divertido e, para quem acompanhava na época, ver essas pontas soltas sendo atadas foi algo grandioso.

Hoje em dia, a gente consegue enxergar o real propósito de “The Twelve”. Os anos 90 foram uma das décadas mais convoluídas na história dos X-Men, e isso é dizer muito. Os criadores estavam atirando ideias para todo lado para ver o que pegava, e os leitores ganharam conceitos como os Doze, os Externos, o X-Traitor, o mistério de Joseph (que Davis resolveu no início de sua fase) e muito mais. Tudo para tentar replicar o sucesso estrondoso de 1991. “The Twelve” foi a tentativa de fechar essa década bagunçada e preparar o terreno para o novo milênio. E, ironicamente, essa “limpeza” abriu caminho para a volta de Chris Claremont, em uma fase que a maioria dos fãs (eu inclusa) também não curtiu muito. Afinal, os mesmos editores ainda estavam lá.

O Último Suspiro dos X-Men Noventistas e a Semente do Futuro

Os quadrinhos dos X-Men nos anos 90 eram uma delícia se você estivesse lá, acompanhando tudo ao vivo. Tinha altos e baixos, ideias selvagens, personagens novos surgindo a cada esquina e histórias que prometiam “mudar tudo”. Era como comer *junk food* a maior parte do tempo, mas ocasionalmente ter uma refeição gourmet. “The Twelve” não é uma refeição gourmet, mas também não é lixo. É um artefato da Marvel dos anos 90, um retrato de uma época diferente nos quadrinhos e para os X-Men.

O fato de ter existido uma história que se propôs a encerrar tramas que estavam há anos no ar é algo que os fãs modernos talvez não percebam a magnitude. Hoje em dia, os quadrinhos são mais “seguros”, sempre prometendo algo grandioso, mas muitas vezes apenas repaginando o passado. As fases dos roteiristas são desenhadas para amarrar todas as pontas soltas. Isso não era o padrão nos anos 90, e é por isso que “The Twelve” é muito mais importante do que as pessoas que o odeiam imaginam – ele ajudou a pavimentar o caminho para a forma como as fases modernas dos quadrinhos operariam. É a prova de que, mesmo em meio ao caos, a intenção de contar uma história coesa e com um fim era valorizada.

E você, o que acha de “The Twelve”? Deixe seu comentário e vamos conversar sobre essa saga mutante que divide opiniões!

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