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Você Não Acredita Como A Marvel Quase Destruiu Os X-Men Na Última Década!

  • março 28, 2026
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E aí, galera da InnovaGeek! Quem aqui é fã dos X-Men sabe que eles não são apenas um time de super-heróis; são um símbolo de luta por aceitação,

Você Não Acredita Como A Marvel Quase Destruiu Os X-Men Na Última Década!

E aí, galera da InnovaGeek! Quem aqui é fã dos X-Men sabe que eles não são apenas um time de super-heróis; são um símbolo de luta por aceitação, de diversidade e de resiliência. Nos anos 80 e 90, eles dominaram o universo Marvel, vendendo horrores e conquistando corações com sagas épicas e personagens icônicos. Mas se você, como eu, acompanhou os mutantes nos anos 2010, deve ter sentido uma pontada de tristeza e frustração. Essa foi uma década que, honestamente, a Marvel preferiria apagar da memória coletiva dos fãs dos Filhos do Átomo. Preparem-se, porque vamos mergulhar nos sete erros (ou seriam sete pecados capitais?) que quase enterraram os X-Men, tudo por causa de uma briga de bastidores que poucos entendiam na época.

A Guerra Silenciosa e a Ascensão Inumana

A verdade é que a marginalização dos X-Men começou bem antes, ali por 2005, com *House of M*, mas se intensificou brutalmente a partir de 2008, quando *Homem de Ferro* chegou aos cinemas. A Marvel, de repente, viu o potencial de um universo cinematográfico próprio, mas tinha um grande problema: os direitos dos X-Men e do Quarteto Fantástico estavam com a Fox. E o que acontece quando você não tem controle total sobre suas estrelas? Você tenta criar novas! É aí que entram os Inumanos. A Marvel fez um esforço gigantesco para empurrá-los goela abaixo dos leitores, esperando que eles preenchessem o vazio deixado pelos mutantes.

A “Era Inumana” (2013-2017) foi, para mim, um dos maiores erros estratégicos da Marvel. Lançada com *Inhumanity*, a ideia era que as Terrigen Mists — nuvens que ativavam poderes Inumanos — eram mortais para os mutantes! Sério, Marvel? Transmitir uma doença mortal aos seus personagens mais amados para promover outros? Foi um desastre. Os X-Men foram empurrados para um canto do universo, enquanto os Inumanos recebiam todas as histórias que tradicionalmente seriam dos mutantes. O Charles Soule, um escritor que eu geralmente adoro, foi o principal nome por trás dos Inumanos, mas mesmo ele não conseguiu criar histórias que cativassem. O ápice foi *Inhumans vs. X-Men*, que conseguiu transformar os mutantes, vítimas de um genocídio em potencial, nos vilões. É de doer o coração só de lembrar!

O Exílio de Ciclope e Erros Editoriais Chocantes

O Ciclope, gente! O Scott Summers! Ele é *o* X-Man. Líder nato, estrategista brilhante. Nos anos 2010, ele se tornou mais militante do que nunca, tentando proteger sua espécie a todo custo. E o que a Marvel fez? Matou-o e o difamou! Depois de *Secret Wars* (2016), descobrimos que ele estava morto, e o pior: a narrativa inicial era que ele tinha feito algo terrível contra os Inumanos. Foi um escândalo! Só em *Death of X* (2016) descobrimos a verdade: ele morreu de M-Pox, causada pelas Terrigen Mists, e a Emma Frost usou uma projeção psíquica dele para destruir uma dessas nuvens. Ele estava protegendo seu povo, como sempre fez! Essa difamação foi um soco no estômago dos fãs e um atestado de como a Marvel estava disposta a sacrificar a imagem de um de seus maiores líderes para empurrar a agenda Inumana.

Cyclops Slander

E falando em erros, como esquecer o escândalo de *X-Men Gold #1*? Em 2017, após o fim do *push* Inumano, os X-Men ganharam um relançamento que, em sua maioria, foi bem fraco. Mas o pior não foi a qualidade das histórias, e sim a arte. O desenhista Ardian Sayif inseriu mensagens antissemitas na HQ, e não eram nem tão sutis assim! Os editores da Marvel simplesmente deixaram passar. A repercussão foi imediata e Sayif foi demitido, mas o dano à imagem da editora e dos X-Men foi inegável. É triste ver como a pressa ou a falta de atenção podem resultar em algo tão grave, especialmente em um título que prega a aceitação.

Printing X-Men Gold #1 with Anti-Semitic Artwork

O Sacrifício de Wolverine e a Confusão Temporal

Matar o Wolverine? Sério, Marvel? Em meados dos anos 2010, a editora estava numa onda de substituir seus A-listers. Então, sim, matar Logan mostrou o quão importante ele era. Mas *Death of Wolverine* (2014), de Charles Soule e Steve McNiven, pareceu mais uma jogada para desviar o foco dos mutantes. Logan é a cara dos X-Men para muitos fãs, e tirá-lo de cena bem na época do *push* Inumano parecia um movimento calculado para enfraquecer ainda mais a marca mutante. Felizmente, ele voltou, mas a saga *Return of Wolverine* foi… bem, digamos que não deixou saudades.

Death of Wolverine

Outro ponto que me deixou de cabelo em pé foi a decisão de trazer os X-Men originais para o presente. Depois de *Avengers vs. X-Men*, o Ciclope estava mais radical do que nunca. O Brian Michael Bendis, que assumiu os títulos mutantes, teve a ideia de fazer o Fera viajar no tempo em *All-New X-Men #1* (2012) para trazer os cinco X-Men originais (Ciclope, Jean Grey, Fera, Anjo e Homem de Gelo) para o presente, na esperança de que eles convencessem o Ciclope adulto a voltar aos trilhos. A ideia até tinha um certo charme no começo, mas os O5 decidiram ficar, e o que era uma premissa ok se arrastou por CINCO ANOS! Tirando *Extermination* (2018), que finalmente os mandou de volta para casa, a maioria das histórias com eles no presente foi confusa e sem propósito, diluindo a importância dos personagens e criando um paradoxo temporal sem fim.

Bringing the Original Five X-Men to the Present

O “Age of X-Man”: Um Esquecimento Conveniente

Se você me perguntar qual foi o maior “filler” da década, eu diria sem pensar duas vezes: *Age of X-Man* (2019). Em 2019, os X-Men finalmente começaram a se reerguer, mas antes disso, tivemos esse evento que foi uma tentativa desastrosa de replicar o sucesso de *Age of Apocalypse*. Nela, o X-Man (Nate Grey) criou uma nova realidade para a raça mutante. Ninguém de peso estava envolvido, nada memorável aconteceu, e a sensação geral era de que era um mero “tapa-buraco” enquanto a Marvel preparava *House of X* e *Powers of X*. É uma saga que os fãs, incluindo eu, fazem um esforço hercúleo para esquecer.

“Age of X-Man”

E como esquecer o desastre que foi *Astonishing X-Men (Vol. 4)* (2017-2018)? O título *Astonishing X-Men* tinha uma reputação incrível, com sagas como as do Joss Whedon e John Cassaday. Mas essa quarta versão, escrita por Charles Soule (com artistas A-list a cada edição, o que era um desperdício de talento para o roteiro), foi uma bagunça. Resuscitaram o Professor Xavier, sim, mas fora isso, nada de bom saiu dali. Sujou o nome de um clássico, e mesmo com uma melhora no final, o estrago já estava feito.

Astonishing X-Men (Vol. 4) #1-12

A Redenção e o Futuro Dourado

Felizmente, a década de 2020 veio com uma redenção espetacular para os X-Men, a Era Krakoana, com o Jonathan Hickman à frente. A compra da Fox pela Disney e o retorno dos direitos dos mutantes para a Marvel Studios abriram as portas para uma nova era de ouro. Os X-Men estão de volta aos holofotes, tanto nos quadrinhos quanto se preparando para dominar o MCU. É uma prova de que, mesmo com erros gigantescos, a força de personagens como esses e a paixão dos fãs podem superar qualquer obstáculo.

E vocês, o que acharam dessa década sombria para os X-Men? Qual foi o pior erro na sua opinião? Deixem seus comentários e vamos conversar!

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