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10 Joias Escondidas da DC Que Ninguém Te Contou (Mas Você PRECISA Conhecer!)

  • março 25, 2026
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Ah, a DC Comics! Para nós, fãs de carteirinha, o nome evoca lendas: Batman, Superman, Mulher-Maravilha. Décadas de histórias que moldaram o gênero de super-heróis, nos deram ícones

10 Joias Escondidas da DC Que Ninguém Te Contou (Mas Você PRECISA Conhecer!)

Ah, a DC Comics! Para nós, fãs de carteirinha, o nome evoca lendas: Batman, Superman, Mulher-Maravilha. Décadas de histórias que moldaram o gênero de super-heróis, nos deram ícones e definiram eras. Desde a Era de Ouro, passando pela Prata, Bronze e chegando na nossa “Era da Internet” (ou seria a Era dos Streamings e Reboots?), a DC sempre nos surpreendeu com criadores geniais e narrativas épicas. Mas, convenhamos, nem tudo que é ouro brilha na superfície, certo? Abaixo daquele iceberg colossal de clássicos que todo mundo conhece, existe um universo inteiro de runs incríveis, verdadeiras pepitas que, por algum motivo, não ganharam o holofote merecido. Preparei uma lista para você, que, assim como eu, adora desbravar o submundo dos quadrinhos e descobrir tesouros que a maioria deixou passar.

O Renascimento e Novas Faces da Justiça

O DC Rebirth prometeu (e em grande parte entregou!) um sopro de ar fresco para a editora, trazendo de volta a essência de personagens amados. E com isso, algumas séries brilharam intensamente, mesmo que de forma mais discreta.

**Abnett’s Titans (Vol. 3)**
Gente, o Dan Abnett é um mago quando o assunto é montar equipes! Se você curtiu o trabalho dele com a Legion of Superheroes ou, mais recentemente, com os Guardiões da Galáxia da Marvel (sim, a gente pode gostar dos dois, sem rivalidade aqui!), vai se apaixonar pelos Titãs dele. Em “Titans (Vol. 3)”, Abnett e artistas como Brett Booth e Kenneth Rocafort resgataram a formação clássica dos nossos heróis adolescentes favoritos: Wally West, Asa Noturna, Donna Troy, Tempest, Bumblebee e Lilith Clay. É um abraço quentinho para quem sentia falta daquela vibe clássica, mas com um frescor que só o Abnett consegue dar. Mesmo com uma reformulação no final que não empolgou tanto quanto o início, a run inteira é um baita presente para os fãs.

**Phil Jimenez’s Superwoman**
Phil Jimenez é um dos maiores talentos que temos, tanto na escrita quanto na arte, e ele tem uma afinidade especial com heroínas poderosas. Quando o Rebirth chegou, ele assumiu “Superwoman”, uma série estrelada pela Lois Lane e Lana Lang da New 52, que ganharam poderes após a morte do Superman. E olha, o que acontece logo de cara é um CHOQUE! Uma reviravolta que muda tudo e deixa a sobrevivente em uma batalha épica contra a distorcida Lena Luthor. Não vou dar spoilers aqui, porque a experiência de ler o trabalho de Jimenez é algo que você precisa ter por si só. A série é excelente e prova que, mesmo com personagens conhecidos, sempre há espaço para inovar e surpreender.

**Marc Andreyko’s Manhunter**
O manto de Manhunter já teve várias encarnações, mas a versão de Kate Spencer, escrita por Marc Andreyko, é disparado a melhor! Kate é uma advogada que luta contra o crime nos tribunais e nas ruas, tentando lidar com um legado que já levou muitos à morte. Essa série, com arte de Jesus Saiz, foi tão amada pelos fãs que eles a salvaram do cancelamento – e com toda razão! Lançada em meados dos anos 2000, essa HQ é um exemplo perfeito de como a DC estava pegando fogo naquela época, entregando joias que, infelizmente, nem todo mundo conheceu. Kate Spencer é a advogada badass que a gente não sabia que precisava, equilibrando a vida dupla com uma dose de realismo e drama que poucas HQs conseguem.

Vigilantes e Lendas Repaginadas

Mesmo os heróis mais conhecidos podem ter suas histórias contadas de formas inovadoras, e essas runs provam isso.

**Ram V’s Detective Comics**
“Detective Comics” pode não vender tanto quanto “Batman”, mas tem entregado runs de cair o queixo nos últimos anos. Em 2022, Ram V, um dos roteiristas mais brilhantes da indústria atual (e que já provou seu valor em títulos como “Venom” da Marvel), assumiu a batuta e nos deu a incrível saga “Gotham Overture”. A história, que vai da edição #1062 à #1089, coloca Batman contra a misteriosa família Orgham, nobres indianos imortais que manipulam Gotham há séculos. É uma pegada gótica e quase de terror que me lembrou um pouco das vibes mais sombrias de Alan Moore, sabe? Além da trama principal ser fantástica, os back-ups são um show à parte, com a participação de Simon Spurrier e Dan Watters. Ram V está simplesmente reinventando Gotham, e essa saga é um lembrete de que Batman pode ser muito mais do que só porrada em bandido.

**Judd Winnick’s Green Arrow (Vol. 3)**
O Arqueiro Verde é um dos vigilantes mais emblemáticos da DC, e os anos 2000 foram sua melhor década desde os anos 80. Depois de Kevin Smith e Brad Meltzer darem o pontapé inicial em “Green Arrow (Vol. 3)”, Judd Winnick, um dos roteiristas mais prolíficos da DC na época, assumiu a série da edição #26 à #75, e depois em “Green Arrow and Black Canary”. Winnick escreveu Oliver Queen de 2004 a 2009, entregando um hit atrás do outro, com artistas como Phil Hester e Cliff Chiang. Ele pegou o Arqueiro Verde e elevou o patamar, mostrando que Oliver Queen é um herói complexo, cheio de camadas, e não apenas um Batman com arco e flecha.

Os Anos Dourados de Peter David e Outras Pérolas Noventistas

Os anos 90, muitas vezes lembrados por seus excessos, também foram uma mina de ouro para histórias experimentais e criativas.

**Peter David’s Supergirl**
A run de Peter David em “Supergirl (Vol. 4)” é uma das joias da coroa da DC nos anos 90. Com 81 edições, a série estrelou a Supergirl pós-Crise (a protoplasmática Matrix) que se uniu a Linda Danvers, uma adolescente problemática. Juntas, elas tentam desvendar os mistérios de quem Linda realmente era. David, que já havia trabalhado com Gary Frank em “O Incrível Hulk”, levou a série em direções que homenageavam o passado, mas com um toque super moderno. Essa Supergirl do Peter David é uma das minhas favoritas de todos os tempos! Uma história de autodescoberta e empoderamento que transcende a capa de super-heroína. A DC deveria manter isso sempre em catálogo para que mais pessoas pudessem se encantar.

**Peter David’s Aquaman Books**
Peter David foi, sem dúvida, o rei dos anos 90 quando o assunto era revitalizar personagens. Ele não só entregou várias runs incríveis, como também fez o impensável: ele consertou o Aquaman! Com “The Atlantis Chronicles” em 1990, David reescreveu a história do reino submerso. Depois, com a minissérie “Aquaman: Time and Tide” e “Aquaman (Vol. 5) #0-46”, ele transformou Arthur Curry no rei guerreiro que conhecemos hoje, arrancando sua mão e dando-lhe um arpão icônico. Ele redefiniu seus poderes e inimigos, tornando-o um personagem respeitável e badass. Peter David não só resgatou o Aquaman do limbo dos memes, ele o transformou em um rei que impõe respeito e te faz questionar por que você um dia duvidou dele. É o Aquaman perfeito, uma das melhores runs da década.

**Chase #1-9, #1,000,000**
Falando em séries dos anos 90 que não recebem o amor que merecem, temos “Chase”, de Dan Curtis Johnson e J.H. Williams III. Essa série de dez edições acompanha a agente Cameron Chase da DEO (Departamento de Operações Extranormais) enquanto ela lida com os perrengues de investigar heróis e vilões do Universo DC. É uma HQ de espionagem/detetive focada em personagens, com uma arte espetacular do Williams, que merece muito mais reconhecimento. “Chase” é a HQ perfeita para quem ama um bom mistério e personagens que resolvem problemas com inteligência, não só com superpoderes.

**Dan Abnett/Andy Lanning/Butch Guice’s Resurrection Man (Vol. 1)**
Abnett e Lanning, a dupla dinâmica que já mencionei, junto com o lendário artista Butch Guice (que nos deixou no ano passado), criaram um herói completamente novo: Mitch Shelley, o Resurrection Man. Mitch foi sequestrado e “carregado” com tektites, o que lhe permite morrer e ressuscitar com novos superpoderes a cada vez. Essa série de 28 edições segue Mitch em sua busca pela verdade, com aventuras incríveis e a arte brilhante de Guice. Mitch Shelley é tipo o Deadpool, só que com uma pegada mais sombria e um mistério central que te prende do início ao fim.

**Grant Morrison and Mark Millar’s Aztek: The Ultimate Man**
Grant Morrison e Mark Millar são dois dos roteiristas mais famosos dos quadrinhos, e a rivalidade entre eles é quase tão lendária quanto suas obras. Mas, acredite ou não, houve um tempo nos anos 90 em que eles trabalharam juntos! “Aztek: The Ultimate Man” é uma das suas colaborações mais interessantes. Essa série de dez edições apresenta um herói totalmente novo, Aztek, empoderado pelo deus asteca Quetzalcoatl para salvar o mundo. É uma loucura boa de super-heróis, com aquela vibe bizarra e genial que só Morrison consegue entregar, misturada com o toque de Millar. Morrison terminaria a história do herói em “JLA: World War III”, e é uma pena que nunca tenhamos tido a história completa. Mas o que recebemos já vale a pena ser conferido. Ver Morrison e Millar juntos é tipo ver dois astros do rock fazendo um supergrupo.

E aí, curtiu a lista? Qual dessas joias escondidas da DC você vai correr para ler primeiro? Ou você já conhecia alguma? Deixe seu comentário na seção abaixo e vamos continuar essa conversa geek!

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