Cristal do tempo que levita
Os cristais sempre foram objetos de fascínio para a comunidade científica, mas agora estamos diante de uma nova fronteira: os cristais do tempo que levitam. Enquanto os cristais tradicionais possuem estruturas atômicas fixas no espaço, os cristais do tempo têm estruturas dinâmicas que se repetem no tempo, desafiando as leis da física como conhecemos.
Mia Morrell, da Universidade de Nova York, nos EUA, desenvolveu um novo tipo de cristal do tempo, no qual pequenas esferas de isopor levitam sobre uma almofada de som, interagindo entre si por meio de ondas sonoras. Essa abordagem inovadora desafia a reciprocidade da lei do movimento, tornando este cristal do tempo um objeto de estudo fascinante para diversas áreas de pesquisa.
Desafiando a Terceira Lei de Newton
Uma das características mais intrigantes desse novo cristal do tempo é a forma como as partículas levitadas interagem umas com as outras. A troca de ondas sonoras entre as esferas de diferentes tamanhos cria uma interação não-recíproca, desafiando a Terceira Lei de Newton, que postula que as forças ocorrem sempre em pares equilibrados.
Essa não-reciprocidade na interação das partículas forma um ritmo único no cristal do tempo, assemelhando-se aos relógios biológicos, que também apresentam interações não-recíprocas em suas redes bioquímicas. Essa analogia com os ritmos circadianos do corpo humano amplia ainda mais o potencial de estudo e aplicação desse novo material.
Analogia com relógio biológico
Além de suas propriedades únicas, o cristal do tempo levitante é um dispositivo simples e reproduzível em laboratório, tornando-o acessível para pesquisadores de diversas áreas. A possibilidade de explorar interações mediadas por ondas não restritas pela Terceira Lei de Newton abre caminho para avanços significativos na compreensão da física de materiais.
O professor David Grier ressalta a simplicidade e a complexidade desse sistema, destacando a fascinação e o potencial de estudo dos cristais do tempo. Com aplicações ainda a serem exploradas, esse novo material promete revolucionar a computação quântica, o armazenamento de dados e outras áreas da ciência e tecnologia.