Eita, geeks de plantão! Preparem os corações porque essa notícia vai aquecer até a alma mais fria de otaku. Imagina só: mais de 130 páginas de materiais INÉDITOS do mestre Isao Takahata, o gênio por trás de “O Túmulo dos Vagalumes” e “O Conto da Princesa Kaguya”, foram encontradas! É como achar um baú do tesouro cheio de easter eggs do mundo Ghibli. A InnovaGeek te conta tudo sobre essa descoberta que promete abalar o mundo da animação!
A Descoberta Arqueológica no Mundo da Animação
A descoberta, revelada pela NHK, aconteceu na casa de Takahata e foi analisada pelo professor Kano Seiji da Universidade de Artes de Tóquio. Dá pra acreditar? Roteiros, ideias, esboços… Tudo isso guardado por anos e agora vindo à tona pra gente pirar! E o mais legal é que parte desse material data do início da carreira dele na Toei Animation, lá nos anos 60. É tipo ter um vislumbre de como um dos maiores diretores de animação do mundo começou a trilhar seu caminho.
Releituras Geniais: A Marca de Takahata
Quem conhece a obra de Takahata sabe que ele era mestre em pegar histórias já conhecidas e dar uma nova roupagem, um toque único. “Horus: O Príncipe do Sol”, por exemplo, é baseado em uma peça de marionetes que, por sua vez, adapta uma epopeia do povo Ainu. E os roteiros encontrados seguem essa linha!
Shuten-dôji: O Oni Cômico e Anti-Herói
Um dos roteiros, chamado “Oeyama”, é inspirado na lenda do oni Shuten-dôji, um demônio do folclore japonês. Mas calma, não espere um vilãozão clássico! Pelo que foi revelado, Takahata imaginou um Shuten-dôji com um lado cômico e uma complexidade que foge da imagem tradicional do “mal”. Me lembrou um pouco o Haku de “A Viagem de Chihiro”, que também não é exatamente bonzinho nem malvado.
A Joia da Esperança: Uma Visão Otimista de Kenji Miyazawa
Outro roteiro, “A Joia que Recebi”, é baseado em um conto de Kenji Miyazawa, “O Fogo da Concha”. Na história original, um coelho é enganado por uma raposa e acaba cego como punição. Mas Takahata, com sua sensibilidade característica, propôs uma versão mais otimista, onde o coelho se arrepende, se junta aos outros animais e expulsa a raposa. É como se ele quisesse mostrar que sempre há uma chance de redenção, sabe?
O Legado de um Visionário
O professor Kano Seiji ressaltou que, naquela época, a animação era muito focada em mensagens simplistas para crianças. Takahata, por outro lado, queria trazer mais nuances de humanidade para seus trabalhos, aprofundar as questões morais e apresentar personagens complexos. E convenhamos, ele conseguiu! “O Túmulo dos Vagalumes” é um exemplo perfeito disso: um filme devastador, mas que nos faz refletir sobre a guerra e a perda de uma forma que nenhuma animação infantil jamais conseguiria.
E agora, o que vai acontecer com esse material? Será que o Studio Ghibli vai transformar esses roteiros em novos filmes? Ou será que eles vão permanecer como um tesouro histórico, um vislumbre da mente genial de Isao Takahata? Só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: essa descoberta é um presente para todos os fãs de animação e uma prova do legado duradouro de um dos maiores mestres do gênero.