Preparem seus combisticks, nerds! “Predator 2”, aquele filme que dividiu opiniões quando foi lançado, envelheceu como um bom vinho e, na minha humilde opinião, é um dos pilares da franquia “Predator”. Antes de “Prey: A Caçada” chegar para dar um novo gás à saga, era o melhor filme depois do clássico de 1987. Ambientado em uma Los Angeles quente e caótica, o filme nos entrega uma atmosfera tão claustrofóbica e perigosa quanto a selva original. E vamos combinar, Danny Glover mandou MUITO bem substituindo o insubstituível Arnold Schwarzenegger! Mas por que “Predator 2” é tão importante assim? Vem comigo que eu te explico!
Novas Armas, Novas Possibilidades de Caça!
Se você não assiste “Predator” há um tempo, pode ter a impressão de que a equipe de Dutch foi eliminada de diversas formas mirabolantes, mas a verdade é que o Predador original contava basicamente com suas lâminas de pulso e o famoso canhão de plasma no ombro. Clássicos, sim, mas “Predator 2” chegou para expandir o arsenal Yautja!
Foi nesse filme que fomos apresentados à Netgun, que prende suas vítimas em uma teia de arame farpado super resistente, ao Combistick (a lança retrátil mega estilosa) e ao Smart Disc. E o mais legal é que essas armas continuaram marcando presença na franquia! Quem aí se lembra do uso incrível da Netgun em “Prey”? De arrepiar!
Respeito Entre Caçadores: Uma Honra Yautja
Em “Predator 2”, somos apresentados a um costume Yautja que viria a se tornar um elemento importante da mitologia da franquia: quando um humano derrota um Predador em combate, os outros membros do clã presenteiam o vitorioso com uma arma como sinal de respeito. No filme, o Predador Ancião entrega uma pistola de pederneira antiga a Mike Harrigan (Danny Glover). Um gesto que, para mim, elevou a espécie Yautja de meros caçadores sanguinários a seres complexos, capazes de reconhecer a bravura em suas presas.
Essa cena influenciou diretamente momentos como o de “Aliens vs. Predador”, onde o Yautja demonstra respeito por Alexa Woods (Sanaa Lathan) e a presenteia com uma lança para que ela o ajude a derrotar a Rainha Xenomorfa. É como se “Predator 2” tivesse aberto as portas para uma nova dimensão na relação entre humanos e Predadores.
Da Selva de Concreto ao Deserto: Mudando o Cenário da Caçada
Imagine se “Predator 2” fosse apenas mais uma repetição da caçada na selva? Seria redundante, sem graça e totalmente dispensável. A grande sacada do filme foi transportar a ação para a selva de concreto de Los Angeles, criando uma atmosfera opressiva e sufocante com o calor escaldante e a violência das gangues.
Essa mudança de cenário abriu um leque de possibilidades para as sequências. “Predators” nos levou para uma selva alienígena, “O Predador” explorou diferentes locações, e “Prey” nos transportou para as vastas planícies americanas. A franquia continuou revisitando a selva, mas sempre com um toque de novidade, mostrando que “Predator 2” realmente ditou o ritmo da inovação.
O Crânio Xenomorfo: O Encontro Que Mudou Tudo
As novas armas, as mudanças de cenário… tudo isso foi importante, mas nada se compara ao impacto do crânio Xenomorfo em “Predator 2”. Aquela cena icônica abriu as portas para o universo expandido de “Alien vs. Predador”, gerando dois filmes (que, convenhamos, não fizeram jus à grandiosidade do encontro).
E a conexão entre as franquias “Alien” e “Predator” continua viva! Em “Prey”, os trailers finais já nos presenteiam com o som do alarme clássico de “Alien” e “Prometheus”. Será que um dia teremos o filme “AVP” que realmente merecemos? Eu, como fã, continuo sonhando com esse momento!