Quem aí se lembra daquela cena pós-créditos de “Homem de Ferro” com o Nick Fury? Ou do primeiro take dos Vingadores unidos em Nova York? Clássicos do MCU, né? Mas, bora ser sinceros, nem só de momentos épicos vive uma franquia. “Agentes da S.H.I.E.L.D.” sempre foi meio que “o patinho feio” da Marvel, mas quem acompanhou sabe que a série entregou MUITA coisa boa, especialmente quando o assunto é ficção científica! E, falando nisso…
“4.722 Horas”: Uma Jóia Sci-Fi Escondida
Exatamente dez anos atrás, em 27 de outubro de 2015, foi ao ar “4.722 Horas”, o quinto episódio da terceira temporada de “Agentes da S.H.I.E.L.D.”. E, gente, sério, esse episódio envelheceu como vinho! Pra mim, é uma das histórias mais originais e bem executadas que a Marvel já produziu para a TV. Se você curte uma boa ficção científica com drama, suspense e reviravoltas, PRECISA assistir (ou reassistir)!
O Que Aconteceu com Jemma Simmons?
A terceira temporada focou nos Inumanos e sua crescente presença na Terra. E “4.722 Horas” finalmente respondeu àquela pergunta que não nos deixava dormir desde o final da segunda temporada: o que diabos aconteceu com a agente Jemma Simmons (Elizabeth Henstridge) quando ela sumiu naquele monolito Kree bizarro?
A cena final da segunda temporada mostrou Simmons sendo sugada para dentro do portal. A equipe de Coulson até conseguiu resgatá-la, mas ficou claro que tinha MUITA história por trás daqueles momentos. E “4.722 Horas” entregou TUDO!
Perdida em Maveth: Uma Odisseia Sci-Fi
O episódio nos leva a uma jornada de sobrevivência com Simmons no planeta Maveth. No começo, ela foca no básico: achar comida (uma planta alienígena), água e um abrigo contra as tempestades de areia sinistras do planeta. É aí que ela encontra Will Daniels (Dillon Casey), um astronauta perdido desde 2001, que está preso em Maveth há 14 anos. Will conta sobre uma entidade maligna que corrompe as pessoas e as leva à loucura.
Simmons usa toda a sua inteligência para tentar prever os padrões de abertura do portal e voltar para casa. Mas a entidade do planeta sabota seus planos, e ela acaba perdendo a esperança e construindo uma vida com Will. Mas, claro, o eterno apaixonado Leo Fitz (Iain De Caestecker) nunca desistiu dela e vai até Maveth para resgatá-la. A cereja do bolo? Simmons volta com sentimentos conflitantes e decidida a salvar Will, que ficou para trás.
Por Que o MCU Precisa de Mais Histórias Assim?
Uma coisa que sempre curti na Marvel é como seus personagens e histórias bebem da fonte da ficção científica. Só que, com o sucesso estrondoso do MCU, parece que essa pegada sci-fi foi meio que deixada de lado em prol de uma vibe mais fantasia/aventura, sabe? “Agentes da S.H.I.E.L.D.” era um espaço onde eles podiam arriscar mais, e “4.722 Horas” foi um acerto em cheio!
O episódio é uma parábola sci-fi daquelas que te fazem pensar, focando quase que exclusivamente na Simmons. Foi a chance perfeita para a Elizabeth Henstridge brilhar, já que geralmente ela dividia o protagonismo com o Fitz. O episódio equilibrou perfeitamente o mistério e as revelações com uma narrativa consistente e cheia de significado. E, claro, explorou a fundo o relacionamento “FitzSimmons”, mostrando que o amor deles era forte, mas não inabalável diante de escolhas tão extremas. É como as melhores histórias de ficção científica: não tenta te dar lições de moral, mas te faz questionar temas como amor, lealdade e esperança em um cenário totalmente insano.
E não para por aí! “4.722 Horas” também introduziu elementos importantes para a trama da temporada, como a ameaça de “Hive” (o vilão da vez) e o passado dos monolitos e sua conexão com uma antiga entidade Kree. Ou seja, foi um episódio que se sustentou sozinho, mas também contribuiu para o universo maior da Marvel. Convenhamos, uma raridade nos dias de hoje!
Se você ficou com vontade de rever ou assistir pela primeira vez, “Agentes da S.H.I.E.L.D.” está disponível no Disney+. Depois me conta o que achou de “4.722 Horas” e da série no geral!