Black Science: A HQ Multiversal que Supera Marvel e DC!
- outubro 20, 2025
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A Image Comics se consagrou como um celeiro de talentos e histórias inovadoras, e muito disso se deve à liberdade criativa que oferece aos seus artistas. Nos últimos
A Image Comics se consagrou como um celeiro de talentos e histórias inovadoras, e muito disso se deve à liberdade criativa que oferece aos seus artistas. Nos últimos
A Image Comics se consagrou como um celeiro de talentos e histórias inovadoras, e muito disso se deve à liberdade criativa que oferece aos seus artistas. Nos últimos anos, essa filosofia rendeu frutos incríveis, impulsionando uma nova geração de autores a criar narrativas ousadas e originais. Rick Remender, um dos grandes nomes dos quadrinhos nos anos 2010, encontrou na Image o espaço ideal para desenvolver obras memoráveis, incluindo aquela que considero uma verdadeira obra-prima: “Black Science”, em parceria com o talentosíssimo Matteo Scalera.
“Black Science” nos apresenta Grant McKay, um cientista que, após criar uma máquina capaz de viajar entre dimensões, embarca em uma jornada caótica e imprevisível pelo multiverso. A trama equilibra elementos de ficção científica com dramas pessoais e familiares, criando uma narrativa envolvente e emocionalmente carregada. Confesso que, a princípio, a premissa me lembrou um pouco de “Sliders” (aquela série clássica dos anos 90), mas “Black Science” eleva o conceito a um patamar completamente diferente.
Enquanto a Marvel popularizou o conceito de multiverso no cinema, muitas vezes de forma simplista, “Black Science” explora as infinitas possibilidades de maneira muito mais profunda e criativa. Em vez de apenas apresentar versões alternativas dos mesmos personagens, a HQ nos transporta para universos radicalmente diferentes, com histórias, culturas e leis da física próprias. Há dimensões onde a magia é real, outras dominadas por tecnologias avançadas e até mesmo uma paródia do universo dos super-heróis. Cada universo é único e vibrante, e as diferentes versões dos personagens, embora compartilhem nomes, possuem personalidades e motivações distintas. É uma abordagem que foge do lugar comum e nos entrega uma experiência genuinamente original.
A arte de Matteo Scalera é um show à parte. Seu estilo dinâmico e expressivo se encaixa perfeitamente na atmosfera insana e imprevisível de “Black Science”, dando vida aos mundos fantásticos e aos personagens complexos da trama. As sequências de ação são de tirar o fôlego, e as expressões faciais dos personagens transmitem toda a carga emocional da história. A cada página, somos presenteados com visuais impactantes que expandem nossa imaginação e nos transportam para dentro daquele universo.
Confesso que acompanhar “Black Science” mensalmente era um desafio, já que os lançamentos eram irregulares. Mas, agora que a série está completa, recomendo fortemente a leitura em formato de encadernado. A trama te fisga logo no primeiro arco e te mantém preso até o final, culminando em um desfecho emocionante e impactante na edição #43, que considero uma das melhores HQs que já li. Se você busca uma história de ficção científica original, emocionante e visualmente deslumbrante, “Black Science” é a escolha certa. Prepare-se para embarcar em uma jornada inesquecível através das infinitas possibilidades do multiverso!
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