Filmes & Séries

Jessica Jones: O Retorno da Detetive que Superou o Demolidor na Netflix

  • outubro 18, 2025
  • 0

Preparem seus casacos de couro e doses de whisky, porque a detetive mais sarcástica e traumatizada da Marvel está de volta! Krysten Ritter vai reprisar seu papel como

Jessica Jones: O Retorno da Detetive que Superou o Demolidor na Netflix

Preparem seus casacos de couro e doses de whisky, porque a detetive mais sarcástica e traumatizada da Marvel está de volta! Krysten Ritter vai reprisar seu papel como Jessica Jones em “Daredevil: Born Again” e, honestamente, essa notícia reacendeu uma chama que andava meio apagada por aqui. Confesso que, na época da Netflix, todo mundo babava no Demolidor, mas, para mim, quem realmente roubou a cena foi Jessica Jones. E agora, com o retorno dela, a Marvel tem a chance de mostrar que aprendeu com seus erros e trazer de volta a essência dark e complexa que fez a gente amar (e se identificar) com esses heróis urbanos.

O Reinado Sombrio de Jessica Jones: Trauma, Abuso e Superação

Enquanto Matt Murdock distribuía socos coreografados e Wilson Fisk aterrorizava Hell’s Kitchen, Jessica Jones enfrentava um vilão muito mais insidioso: Kilgrave, interpretado brilhantemente por David Tennant. O poder de controle mental dele não era só uma ameaça física, mas uma metáfora aterradora sobre abuso, manipulação e a perda da autonomia. Para mim, essa é a grande sacada de “Jessica Jones”: transformar o trauma em um superpoder (e uma fraqueza).

A série não se limitou a ser mais uma história de herói contra vilão. Ela mergulhou fundo em temas pesados e tabus, criando um suspense psicológico que te prende do início ao fim. A atuação visceral de Krysten Ritter como Jessica, uma mulher tentando afogar suas dores em álcool e sarcasmo, é simplesmente impecável. Ela nos faz sentir cada cicatriz, cada lembrança dolorosa, cada passo em direção à cura. E, convenhamos, quem nunca se sentiu um pouco Jessica Jones na vida?

Por que Jessica Jones Superou o Demolidor (e Outros Heróis da Netflix)

Não me entendam mal, adoro o Demolidor! As cenas de luta são incríveis e a atuação de Charlie Cox é fantástica. Mas, no fundo, a história dele é bem tradicional: o herói religioso que luta contra o crime organizado. Já Jessica Jones… ela é diferente. Ela é imperfeita, quebrada, e muitas vezes, bem egoísta. Ela não quer ser uma heroína, mas se vê forçada a lutar contra seus próprios demônios para proteger aqueles que ama.

E é essa complexidade que a torna tão fascinante. Enquanto outras séries da Marvel na Netflix (como “Luke Cage” e “Punho de Ferro”) tentavam replicar a fórmula de sucesso, “Jessica Jones” ousou ser diferente. Ela apostou em personagens adultos e problemáticos, em narrativas sombrias e em temas que nos fazem refletir sobre a natureza humana. E, para mim, essa é a receita para uma série de super-heróis realmente memorável.

O Que Esperar do Retorno de Jessica Jones em “Daredevil: Born Again”

A confirmação de Krysten Ritter em “Daredevil: Born Again” é uma injeção de esperança para os fãs da antiga saga dos Defensores. A nova série do Demolidor até que começou bem, mas, para ser sincera, achei que faltava algo. Matt Murdock estava meio apagado, longe de Hell’s Kitchen e com dilemas menos interessantes. Mas, com a chegada de Jessica Jones, a coisa toda pode mudar de figura.

Afinal, Jessica é a personificação da resiliência e da superação. Ela vai trazer para a trama uma perspectiva diferente, mais realista e humana. Ela vai questionar a moralidade preto e branco do Demolidor e mostrar que nem sempre é fácil fazer a coisa certa. E, acima de tudo, ela vai nos lembrar que a verdadeira força dos heróis da Marvel não está nos seus poderes, mas na sua capacidade de enfrentar seus próprios traumas e seguir em frente.

Se “Daredevil: Born Again” souber aproveitar o potencial de Jessica Jones, podemos estar diante de um novo marco nas séries de super-heróis. Uma série que não se limita a entreter, mas que nos faz pensar, sentir e questionar o mundo ao nosso redor. E, cá entre nós, é disso que a gente precisa, não é mesmo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *