A figura do vampiro sempre exerceu um fascínio sombrio e irresistível no cinema. Desde os clássicos expressionistas como “Nosferatu” até as reinvenções modernas em “O Que Fazemos nas Sombras”, essas criaturas da noite povoam nossos pesadelos (e algumas comédias) há décadas. Mas nem toda mordida é certeira, e nos últimos 25 anos, a telona também foi palco de verdadeiros desastres vampirescos. Preparem suas estacas e alho, porque vamos mergulhar nos filmes que fizeram Drácula se revirar no caixão!
“Blade: Trinity” (2004): Quando o Caçador Vira Presa Fácil
A trilogia “Blade” começou com o pé direito, misturando ação frenética com uma mitologia vampiresca bem construída. Mas “Blade: Trinity”… ah, “Trinity”! Parece que alguém resolveu transformar a franquia em uma piada de mau gosto. Personagens secundários irritantes roubam a cena, conceitos absurdos como um “vampiro poodle” (!) são introduzidos, e o próprio Blade de Wesley Snipes parece estar atuando no automático. O filme é tão ruim que enterrou o personagem por 20 anos, até seu ressurgimento triunfal em “Deadpool & Wolverine” (Fonte: IMDB). Sério, até “Ultravioleta” da Milla Jovovich é mais palatável – e olha que eu tenho meus problemas com aquele filme!
“O Convite” (2022): Tão Sem Sangue Quanto um Vampiro Vegano
Não confundir com o excelente thriller de Karyn Kusama, “O Convite” de 2022 é a personificação da fórmula vampiresca sem inspiração. A premissa até que instiga: uma jovem (Nathalie Emmanuel, a Missandei de “Game of Thrones”!) é convidada para um casamento luxuoso e descobre que seus parentes são vampiros. Mas a execução é tão morna que dá sono. Os sustos são previsíveis, a classificação PG-13 castra qualquer potencial de gore ou sensualidade, e a sensação geral é de déjà-vu. Parece uma versão aguada de “A Noiva” (Ready or Not), só que sem a acidez e o humor negro que tornam o original tão divertido.
“Lesbian Vampire Killers” (2009): O Título Promete, o Filme Decepciona
Com um título desses, as expectativas estavam lá em cima! Mas “Lesbian Vampire Killers” entrega bem menos do que promete. Em vez de um esquadrão de caçadoras de vampiras lésbicas, temos dois mochileiros idiotas que precisam enfrentar um clã de sanguessugas. A comédia escrachada dos anos 2000 envelheceu mal, e a dupla principal é tão irritante que você torce para as vampiras darem um fim neles logo. E o toque “lésbico”? Quase inexistente até os 15 minutos finais. É como se tivessem usado o título só para atrair público, sem se preocupar em entregar algo minimamente interessante.
“30 Dias de Noite: Dias Sombrios” (2010): Uma Sequência Que Ninguém Pediu
O primeiro “30 Dias de Noite” é um clássico underrated do terror moderno, com sua premissa claustrofóbica e vampiros realmente assustadores. Já a sequência… bem, digamos que ela cospe em tudo que o original fez de bom. Com um orçamento baixíssimo e uma execução preguiçosa, “Dark Days” parece uma tentativa desesperada de capitalizar no sucesso do primeiro filme. A ambientação em uma genérica Los Angeles tira todo o charme da isolada cidade do Alasca, e os sustos são tão baratos que dão vontade de rir. É o tipo de sequência que faz você questionar se realmente precisava existir.
“Morbius” (2022): O Vampiro Que Ninguém Se Importa
No meio da tentativa fracassada da Sony de criar um universo cinematográfico de vilões do Homem-Aranha, “Morbius” se destaca como um dos piores. Focado em um personagem obscuro e com uma execução genérica, o filme já nasceu fadado ao fracasso. Mas o pior é que, como filme de vampiro, ele também não entrega nada de novo. Michael Morbius (Jared Leto) é um vampiro super-herói sem carisma, repetindo clichês batidos e priorizando a construção do universo em vez de contar sua própria história. O resultado? Um meme ambulante de fracasso cinematográfico.
“Dracula 3000” (2004): Drácula no Espaço? Que Ideia Genial… Só Que Não
Drácula é, sem dúvida, o vampiro mais adaptado da história do cinema. Mas “Dracula 3000” leva a ousadia (ou a insanidade?) a um novo patamar, transportando o conde para o espaço sideral. A premissa até poderia render algo interessante, mas o filme abandona qualquer vestígio da história original em favor de sustos baratos e efeitos especiais risíveis. O resultado é uma das piores adaptações de Drácula já feitas, transformando o ícone do terror em uma piada cósmica. Se Bram Stoker estivesse vivo, ele processaria a produção do além-túmulo!