Preparem os lenços (e os músculos!), porque um dos filmes de ação mais icônicos dos anos 80 acaba de aterrissar no Paramount+! “Rambo: Programado para Matar” (First Blood, no original), de 1982, não é só pancadaria e explosões. É um filme que marcou época e lançou Sylvester Stallone ao estrelato, mostrando que ele não era só o Rocky Balboa. Mas será que você realmente entendeu a mensagem por trás da fúria de Rambo?
A Era de Ouro da Ação e o Surgimento de um Ícone
Os anos 80 foram, sem dúvida, a década de ouro dos filmes de ação. Foi nessa época que Bruce Willis se consagrou em “Duro de Matar”, Mel Gibson e Danny Glover viraram a dupla explosiva de “Máquina Mortífera” e Arnold Schwarzenegger nos apresentou ao Exterminador do Futuro. Mas Stallone, que já tinha conquistado o público com “Rocky”, mostrou que também tinha fôlego para o gênero, e “Rambo” é a prova disso.
De Herói de Guerra a Marginalizado: A Dor por Trás do Músculo
Em “Rambo: Programado para Matar”, Stallone interpreta John Rambo, um veterano do Vietnã que, ao procurar um antigo camarada, se depara com a hostilidade de um xerife interiorano (interpretado por Brian Dennehy, em uma atuação memorável). O que se segue é uma escalada de violência que expõe a brutalidade do tratamento dado aos veteranos de guerra e as sequelas do trauma.
O filme foi um sucesso de crítica e público, gerando uma franquia de quatro sequências, além de desenhos animados, livros, jogos e até histórias em quadrinhos. E olha só que curioso: um prelúdio, “John Rambo”, está em produção, com Noah Centineo no papel principal! Será que vão conseguir capturar a essência do original?
Mais Que Ação: Um Comentário Social Disfarçado de Filme de Guerra
“Rambo” é frequentemente lembrado pelas cenas de ação e violência, mas é muito mais do que isso. O filme é um retrato da solidão e do sofrimento dos veteranos do Vietnã, que retornaram para casa traumatizados e marginalizados. Rambo é um homem quebrado, assombrado pelas memórias da guerra e incapaz de se adaptar à vida civil. A hostilidade que ele enfrenta na pequena cidade é a faísca que reacende a fúria adormecida em seu interior.
É importante lembrar que, na época do lançamento, os Estados Unidos ainda lidavam com as feridas da Guerra do Vietnã. O filme, de certa forma, ecoou o sentimento de muitos veteranos que se sentiam incompreendidos e abandonados pelo governo e pela sociedade.
Rambo: Herói ou Vítima? Uma Reflexão Necessária
Ao contrário do que muitos pensam, Rambo não é um herói no sentido tradicional da palavra. Ele é uma vítima das circunstâncias, um homem que foi levado ao limite e que reage à violência com violência. O filme não glorifica a guerra, mas sim expõe as suas consequências devastadoras.
A complexidade do personagem rendeu a Stallone elogios da crítica, que considerou o papel como um dos melhores de sua carreira. E não é para menos: o ator consegue transmitir a dor, a raiva e a vulnerabilidade de Rambo de forma visceral.
Por Que Assistir (ou Reassistir) “Rambo” no Paramount+?
Se você é fã de filmes de ação dos anos 80, “Rambo: Programado para Matar” é um clássico imperdível. Mas se você busca algo mais profundo, o filme oferece uma reflexão sobre a guerra, o trauma e a marginalização. Prepare a pipoca, aperte o play e prepare-se para se emocionar (e talvez até derramar algumas lágrimas). E depois, me conta o que achou nos comentários!