Preparem seus grimórios e amuletos, porque hoje vamos mergulhar de cabeça no lado mais místico (e problemático) da Marvel! Se você, assim como eu, adora as histórias em quadrinhos e filmes da Casa das Ideias, com certeza já se perguntou: afinal, quais são os limites da magia no universo Marvel? A resposta, meus caros, é mais complexa (e frustrante) do que um feitiço de transmutação mal conjurado. E o grande culpado dessa bagunça cósmica? Ninguém menos que o Mago Supremo, Doutor Estranho!
A Ascensão (e Queda?) da Magia na Marvel
Desde os primórdios, a Marvel sempre teve uma pegada mais científica, com heróis ganhando poderes através de experimentos e acidentes radioativos. Mas aí chegou Stephen Strange, um neurocirurgião arrogante que, após um acidente, descobre um mundo de magia e misticismo. No começo, a magia era algo exótico e misterioso, com regras próprias e limitações claras. Mas, ao longo dos anos, algo mudou…
Doutor Estranho: De Mago Poderoso a Deus Ex Machina
Com o aumento da popularidade do personagem, principalmente após sua entrada no MCU, o Doutor Estranho foi se tornando cada vez mais poderoso. E, com ele, a magia em si. De repente, não havia limites! Feitiços complexos eram resolvidos com um estalar de dedos, ameaças cósmicas eram repelidas com facilidade e as regras antes tão rígidas simplesmente sumiram.
Lembro de ter lido arcos antigos do Doutor Estranho em que ele realmente suava para derrotar seus inimigos, usando sua inteligência e recursos limitados ao máximo. Hoje em dia, parece que ele tem um “cheat code” para qualquer situação, o que, convenhamos, tira um pouco da graça.
Bendis e a Tentativa de Impor Limites
Um dos poucos autores que tentou colocar ordem na casa foi Brian Michael Bendis, durante sua fase nos Novos Vingadores. Ele estabeleceu que os feitiços tinham nomes, origens em livros específicos e níveis de poder diferentes. Em outras palavras, a magia tinha limites! E isso tornava o Doutor Estranho um personagem mais interessante e vulnerável.
Bendis realmente entendeu que, sem limites, a magia se torna uma ferramenta preguiçosa para resolver problemas. Era como se ele estivesse tentando criar um sistema de magia mais próximo do que vemos em obras de fantasia como “Harry Potter” ou “O Senhor dos Anéis”, onde as regras são claras e as consequências são reais.
O Retorno do Caos e a “Divinização” do Mago
Infelizmente, a sanidade de Bendis não durou muito. Logo, outros autores retomaram a ideia de um Doutor Estranho quase onipotente, capaz de feitos absurdos sem nenhuma explicação plausível. E o pior: essa “escalada de poder” se espalhou para outros personagens mágicos da Marvel, como a Feiticeira Escarlate e Loki.
É como se a Marvel estivesse competindo consigo mesma para ver quem consegue criar o personagem mais poderoso, sem se importar com a coerência interna do universo. E o resultado é um caos narrativo que prejudica a experiência do leitor.
A Solução? Nerfar a Magia!
Se a Marvel quiser resgatar o interesse pela magia em seus quadrinhos, precisa urgentemente impor limites claros e consistentes. É preciso mostrar que a magia tem um preço, que nem todos os problemas podem ser resolvidos com um passe de mágica e que os personagens mágicos também podem falhar.
Talvez seja hora de revisitar as histórias clássicas do Doutor Estranho e se inspirar em autores como Bendis, que souberam equilibrar poder e vulnerabilidade. Afinal, um personagem só é interessante quando tem algo a perder.
E você, o que acha? A magia na Marvel precisa de um “nerf”? Deixe sua opinião nos comentários!