Se você curte uma boa história de faroeste, com reviravoltas políticas e personagens complexos, “Deadwood” é parada obrigatória. Criada pelo mestre David Milch para a HBO, a série nos transporta para a Dakota do Sul de 1870, um território sem lei em plena anexação. Misturando figuras históricas reais com elementos ficcionais, “Deadwood” é um retrato cru e fascinante da vida na fronteira. Prepare a sua bebida e vem comigo nessa jornada pelos 10 episódios essenciais para se apaixonar por essa obra-prima!
Por Que “Deadwood” é Tão Genial?
“Deadwood” não é só mais uma série de faroeste. Ela revolucionou a TV no século 21, mergulhando em temas como poder, ganância e a busca por civilização em um lugar onde a lei não existe. A série tem um elenco incrível, com atuações que te prendem do início ao fim. E, claro, a linguagem! Os diálogos são uma mistura de poesia e brutalidade, com um toque shakespeariano que é marca registrada de David Milch.
10. “Tell Him Something Pretty” (3ª Temporada, Episódio 12)
O último episódio da série, exibido originalmente em 2006, é agridoce. A trama focada em George Hearst (Gerald McRaney) e sua busca por poder em Deadwood atinge o clímax, mas a série merecia mais tempo para desenvolver suas histórias. Apesar de não ter o final que os fãs queriam, “Tell Him Something Pretty” é essencial para entender o impacto de Hearst na cidade e as decisões desesperadas tomadas por Al Swearengen (Ian McShane). Uma curiosidade: o título do episódio vem de uma fala de Al para Johnny Burns (Sean Bridgers) enquanto ele limpa o sangue de Jen (Jennifer Lutheran).
9. “The Catbird Seat” (3ª Temporada, Episódio 11)
Este episódio é um soco no estômago. A morte de Whitney Ellsworth (Jim Beaver), um dos personagens mais queridos da série, tem um impacto enorme na trama e leva Trixie (Paula Malcomson) a tomar uma atitude drástica. A cena em que Sofia Metz (Bree Seanna Wall) se despede de Ellsworth é de partir o coração e mostra como a perda afeta as pessoas, especialmente as crianças, em um lugar tão brutal quanto Deadwood.
8. “A Two-Headed Beast” (3ª Temporada, Episódio 5)
Prepare-se para a luta mais brutal de “Deadwood”! O confronto entre Dan Dority (W. Earl Brown) e Captain Joe Turner (Allan Graf) é um festival de violência gráfica que chocou o público na época. A cena em que Dan arranca o olho de Turner é daquelas que ficam gravadas na memória, bem antes de “Game of Thrones” popularizar esse tipo de cena. Esse episódio marca uma mudança importante em Dan, mostrando o peso emocional de tirar a vida de outra pessoa.
7. “Deadwood” (1ª Temporada, Episódio 1)
O piloto de “Deadwood” é simplesmente perfeito. David Milch nos apresenta a esse universo sujo e fascinante, com personagens complexos e diálogos afiados. A chegada de Seth Bullock (Timothy Olyphant) à cidade marca o início de um conflito entre o bem e o mal, com Al Swearengen como o grande antagonista. O episódio te fisga do início ao fim e te faz querer saber mais sobre esse lugar e seus habitantes.
6. “Something Very Expensive” (2ª Temporada, Episódio 6)
Este episódio é perturbador por mostrar a crueldade de Francis Wolcott (Garret Dillahunt), um dos personagens mais desprezíveis da série. A forma como as mulheres são tratadas como objetos e a violência contra as prostitutas do The Chez Amis são chocantes. “Deadwood” não romantiza o Velho Oeste, mostrando a exploração e a desigualdade que eram comuns na época.
5. “Here Was a Man” (1ª Temporada, Episódio 4)
A morte de Wild Bill Hickok (Keith Carradine) é um dos momentos mais chocantes da série. Hickok era um personagem importante e sua morte repentina mostra que ninguém está seguro em Deadwood. A atuação de Garret Dillahunt como Jack McCall é impecável, transmitindo a instabilidade e a obsessão do personagem. Esse episódio marca uma virada na trama e define o tom para o resto da série.
4. “Mister Wu” (1ª Temporada, Episódio 10)
Este episódio foca em Mr. Wu (Keone Young), o líder da comunidade chinesa em Deadwood, e sua relação com Al Swearengen. A trama mostra a hierarquia racial e social da cidade e como Al manipula as situações para manter o controle. “Mister Wu” é um episódio importante para entender a complexidade de Al e sua influência em Deadwood.
3. “Amalgamation and Capital” (2ª Temporada, Episódio 9)
Prepare o lencinho! A morte de William (Josh Eriksson), o filho de Seth, é um dos momentos mais tristes da série. O episódio mostra a fragilidade da vida em Deadwood e como a tragédia pode acontecer a qualquer momento. A cena em que o cavalo foge e William é atropelado é de partir o coração. E a teoria da conspiração sobre a morte do personagem, contada por Timothy Olyphant, só torna esse episódio ainda mais memorável.
2. “Sold Under Sin” (1ª Temporada, Episódio 12)
O final da primeira temporada é um marco na série. A chegada dos soldados americanos e a iminente anexação de Deadwood trazem mudanças para a cidade. Seth finalmente decide se tornar o xerife e Al demonstra um lado mais humano ao ajudar o Reverendo H.W. Smith. O episódio é um misto de esperança e tristeza, mostrando que o futuro de Deadwood é incerto.
1. “A Lie Agreed Upon (Part I)” (2ª Temporada, Episódio 1)
A estreia da segunda temporada é explosiva! A instalação dos postes de telégrafo simboliza a chegada da modernidade a Deadwood. O confronto físico entre Al e Seth atinge o ápice, culminando em uma das cenas mais icônicas da série: Al quase mata Seth, mas é interrompido pela chegada de Martha e William. E, claro, temos a famosa frase: “Welcome to f—ing Deadwood!”. A relação entre Al e Seth é o coração da série, com momentos de tensão, respeito e até mesmo camaradagem.
Se você ainda não assistiu “Deadwood”, não perca mais tempo! Essa série é um tesouro da TV e merece ser descoberta (ou revista) por todos os fãs de boas histórias. Prepare-se para se apaixonar por esse universo sujo, violento e fascinante!